quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Gerrard completa uma década no seu 'único' Liverpool


Começou por entrar para 'queimar tempo' e é hoje o skipper, capitão do Liverpool, o histórico clube inglês que habita na cidade dos - também lendários - Beatles.

E é precisamente dentro das quatro linhas do estádio Anfield Road que Stevie dá música. Ele é hoje o mais completo centrocampista inglês e um dos melhores do mundo. Um misto de fidelidade, talento, raça e disponibilidade mental dificeis de encontrar. Pelos reds resiste a tudo, inclusive aos milhões de Abramovich, patrão do Chelsea, e entrega-se de corpo e alma.

Foi a 29 de Novembro de 1998 que Gerrard pisou pela primeira vez o relvado do 'seu' estádio. Substituiu 'um tal' de Vegard Heggem frente ao Blackburn Rovers já nos descontos, na vitória por 2-1. Poucos adivinhavam que estavam a ter o privilégio de assistir à estreia de uma estrela.

Hoje, é sobretudo para ele que os inigualáveis adeptos do Liverpool entoam 'You will never walk alone'. E é ele, o filho pródigo, que mais sente o eco vibrante da música. Ano após ano resiste à entrada das grandes estrelas do futebol no cada vez mais internacional futebol inglês, não paranda de evoluir e crescer.

Depois da Liga dos Campeões e de três competições internas, luta agora pela 'cereja no topo do bolo': a Premier League. Um título que lhe foge a ele e ao Liverpool desde 1990. Será ele o rosto da mudança?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A consagração de Cristiano Ronaldo


Tudo isto apenas aos 23 anos. O sucesso de Cristiano Ronaldo dá para tudo, até para começar com um flash back.


Há apenas cinco anos atrás Alex Ferguson teve um feeling. E logo depois de uma derrota, em Alvalade frente ao Sporting, que deve ter sido a mais feliz do veterano manager. Poucos dias depois pagou 15 milhões de euros por um miúdo de 18 anos chamado Cristiano Ronaldo - que não poupou os rins dos seus jogadores durante os 90 minutos do ainda presente jogo - , deu-lhe o número 7 (associado aos míticos Best, Cantona e Beckham), e lançou-o às feras na exigente liga inglesa.

Hoje Ronaldo espanta o mundo e elege-se o melhor, sem rodeios, sem recear a crítica. Olhamos para o semblante de Ferguson e pensamos. 'O tipo parece que já estava à espera!' E não é que estava mesmo.

Depois de Eusébio (1965) e Luís Figo (2000) eis Cristiano Ronaldo. O internacional português foi hoje oficialmente apresentado como o vencedor da Bola de Ouro France Football 2008. Aos 23 anos e depois de uma época memorável (42 golos !), coroada com a conquista da Premier League e da Liga dos Campeões ao serviço do Manchester Utd.

Isto depois dos títulos Bota de Ouro Barclays 2007/2008 (Melhor marcador da Premier League), Bota de Ouro (France Football) 2007/2008, Jogador do Ano FIFPro 2007/2008, entre outros. Há dúvidas? Só mesmo para o prémio Melhor Jogador do Mundo FIFA 2008, o derradeiro troféu em disputa.

Só falta esta Cristiano! Já conquistas-te os jornalistas desportivos, seguem-se os seleccionadores e capitães internacionais.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Campeão das arábias


No Egipto mora um português de sucesso. Trata-se do treinador Manuel José, que venceu na última semana a Liga dos Campeões Africanos pela quarta vez. Um feito inédito de um técnico que desenvolveu em Portugal uma carreira extensa, marcada pela passagem pelo Boavista e pelos grandes de Lisboa, Benfica e Sporting. Uma carreira cujo ponto mais alto resultou na conquista da Taça de Portugal e pela célebre vitória por 7-1 frente ao benfica, então ao serviço dos leões.

No principio do século rumou ao estrangeiro, uma situação que se tem tornado habitual entre os treinadores portugueses. No Cairo (Egipto) assumiu os comandos do Al Ahly, um histórico clube africano até aí na sombra pelo Zamalek. Sol de pouca dura... ou será sombra de pouca dura. O Cortton Sport (Camarões) foi apenas a última vítima dos egípcios. Sob a batuta do 'Manel', o Al Ahly venceu 17 títulos em 18 finais (!), acumulando conquistas no campeonato egípcio, na Taça e na Liga dos Campeões de África.

Um caso de sucesso que merece todo o destaque. No Egipto, Manuel José merece mais do que o reconhecimento pelos seus feitos profissionais. Merece o título de embaixador dos treinadores portugueses em África, funcionando como uma 'muleta' para o mercado português, cada vez mais exportador. Segue-se o Al-Ittihad, campeão da Ásia, desta vez para o Campeonato Mundial De Clubes, em Dezembro . Na competição marcam também presença o Liverpool (vencedor da Liga dos Campeões Europeus), o São Paulo (vencedor da Copa dos Libertadores), o Saprissa (Concacaf) e o Sydney (Oceânia).

Manuel José entre a elite do futebol mundial com o 'seu' Al Ahly.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

'Ramos' de flores para Redknapp


Chicotada psicológica é uma expressão sobejamente utilizada no futebol. Retrata a demissão de um treinador como um impulso para um novo ciclo, que se quer vitorioso e longe dos resultados negativos que originaram o despedimento. Por vezes funcionam, por vezes nem tanto assim.

A Premier League de Inglaterra assiste actualmenete a um desfecho feliz da tomada de posição referida. Veja-se o Tottenham, um caso impressionante. Decorridas oito jornadas, a equipa londrina apresentava resultados sem precedentes no seu historial: 2 empates e 6 derrotas na Liga. Trajecto negativo que levou à saída do galardoado técnico espanhol Juande Ramos, vencedor da FA Cup em 2008, depois de conquistas relevantes no Sevilha, seu anterior clube.

Desde então, mais propriamente a 26 de Outubro, teve início um novo ciclo. Dezoito dias depois eis o saldo de seis jogos: 5 vitórias e um empate (conseguido no reduto do grande rival Arsenal, também no norte de Londres). Máximo responsável: Harry Redknapp, que, curiosamente, assumiu o comando do histórico emblema inglês após uma derrota por claros 3-0 em Braga, para a Taça UEFA, então ao serviço do Portsmouth.

Notável o efeito de um despedimento nas capacidades físicas e anímicas de toda uma estrutura de futebol, com especial enfoque nos jogadores. Trata-se de um começar de novo, de um reavivar da esperança, com as forças regeneradas e bem direccionadas, se bem me faço entender.

Redknapp é um técnico inglês conceituado, que subiu na carreira a pulso, depois de um passado discreto como jogador. Aos 61 anos conta com apenas com um título relevante, a League Cup, conquistada pelo Portsmouth na última temporada, frente ao Cardiff City. Um treinador cordial, com capacidade para devolver tardes com golos ao estádio White Hart Lane, sedento de vitórias. Chegado ao ponto mais alto da sua carreira, o tio de Frank Lampard não quererá decerto desperdiçar a oportunidade de brilhar no 'grande' Tottenham, que conta com um historial vasto a nível interno (2 campeonatos, entre outros títulos), e ainda duas vitórias na Taça UEFA.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Futebol de terceiro mundo e sem 'Estrela'


Lito Vidigal demitiu-se da posição de treinador do Estrela da Amadora e escreveu mais uma página negra no futebol português. Uma decisão corajosa, sustentada em quatro meses de salário em atraso e por uma pressão psicológica fortíssima. É ele o treinador, o 'líder' de uma equipa de profissionais com ordenados em atraso, em que algumas das situações de incumprimento mais drásticas arrastam-se desde a época passada!

Como é possível? Perguntamos todos nós a António Oliveira, presidente Estrelista. Esta é uma situação recorrente que, pelo menos publicamente, teve início na época passasa. Para esta temporada, o clube fez questão de dar mostras de boa saúde financeira, tendo contratado jogadores como o internacional português Vidigal (irmão do treinador) e Silvestre Varela (emprestado pelo Recreativo de Huelva).

Os problemas avolumaram-se e resultaram no cenário catastrófico e decadente que hoje se assiste. Ao contrário de Daúto Faquirá, técnico do Estrela na última temporada, Lito Vidigal assumiu a sua posição e a do grupo que 'dirigia', apresentando a demissão. Resta saber se esta tomada de posição será responsável para resolver, pelo menos, parte do problema.

Ora aí está um exemplo de péssima gestão e, sobretudo, de concorrência desleal. Enquanto alguns clubes planeiam ao detalhe época após época, clubes como o Estrela 'abusam' da boa vontade de todos para conseguirem os seus intentos. Mas estou certo que muitos outros clubes estarão na mesma situação.

A crise chegou ao futebol profissional e as próximas épocas terão, forçosamente, de trazer muitas modificações, sob pena de o futebol português se tornar moribundo. É tempo de a Liga de Futebol Profissional e a Federação Portuguesa de Futebol alterarem os seus estatutos e encetar uma regulamentação mais rígida, para evitar o pior.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O 'penta' de Sebastien Loeb


Um francês ao volante de uma 'máquina' francesa. Com o seu Citroen C4 (que substituiu o Xsara), Sebastien Loéb alcançou um feito histórico na história do WRC. Cinco vitórias consecutivas na prova rainha de rally superaram a marca de Tommy Makkinen.

Hoje é reconhecidamente considerado o melhor piloto de sempre. O rally agradece e o automobilismo também. Já são 46 vitórias, uma delas no asfalto português, no 41º Vodafone Rally de Portugal, em 2007.

O mestre já nos deixou a sua marca.

Um vencedor anunciado


Uma falsa partida e uma curva final gloriosa. São estes os dois momentos de destaque na carreira do inglês Lewis Hamilton desde que chegou à elite do automobilismo, aos restritos volantes da F1. Coincidência das coincidências, ambos os momentos aconteceram no circuito de Interlagos (Brasil) e na última corrida da época. Se o primeiro acabou em dissabor, o segundo terminou com o título de campeão mundial.

Um feito inédito para alguém com a sua idade. Aos 23 anos, e apenas na segunda época de F1. Bem novo, mas já há muito seguido por Ron Dennis, patrão da McLaren Mercedes, que lhe proporcionou a entrada na prova rainha automóvel pela porta grande, em 2007.

Hoje soma um registo impressionante na sua curta carreira. 9 vitórias em 35 corridas, 13 poles. Um legado que promete mais e mais, quem sabe já para 2009, onde permanecerá fiel à McLaren. Um vencedor da humildade mas também da ambição e do talento. Uma mistura explosiva já se vê.

Uma ambição incutida pelos pais, de origens humildes mas de espírito nobre. Uma ambição anunciada com apenas 10 anos, e diante do próprio Ron Dennis, no final de uma corrida: 'Um dia quero conduzir para ti!'

Teatro turco em plena Luz


Quais marionetes estiveram esta noite vestidos de encarnado e preto no Estádio da Luz. O Benfica de Quique Flores foi completamente manietado pelos turcos do Galatasaray e averbou a primeira derrota dentro de portas desde que o técnico espanhol assumiu o comando técnico.

Depois de um promissor empate em Berlim na primeira jornada, frente ao Hertha, esperavam bem mais da equipa os 46 mil adeptos benfiquistas que se deslocaram ao estádio. Sedentos de uma vitória que colocasse a sua equipa na frente do grupo B da Taça UEFA, acabaram por voltar a casa com uma derrota por 2 golos sem resposta, também sem apelo nem agravo.

Hoje, os bem 'arrumados' turcos, com o internacional português Fernando Meira a titular, ofereceram um autêntico 'banho' táctico e souberam explorar o contra-ataque e as debilitadas 'costas' da defesa encarnada. Depois de sofrer o primeiro golo, Quique não se fez rogado e colocou toda a 'carne no assador', terminando o jogo com Martins, Aimar, Suazo, Di Maria e Cardozo na equipa. Mas nem essa ousadia táctita alterou a estranha apatia e desinspiração espalhadas pelo relvado pelos jogadores da casa.

No final dos 90 minutos apenas uma certeza era inquestionável. A superioridade da formação turca e a justiça no resultado. E foi necessário esperar pelo final do jogo para assistir ao momento mais emocionante. Mesmo vergados a uma derrota, os adeptos que, teimosamente, permaneceram no estádio durante o doloroso tempo regulamentar, brindaram os jogadores com cânticos e palmas de incentivo. Confesso que nunca havia assistido a uma manifestação deste género no Estádio da Luz. Sopram ventos de mudança.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Uma pedreira de emoções


Semana europeia marcada por uma vingança minhota. Na primeira jornada da fase de grupos da UEFA, o Sp. Braga recebeu o 'carrasco' do rival do Minho, Vitória de Guimarães, na primeira ronda da competição uefeira e fechou a noite com uma goleada inesperada. 3-0, com golos de Luis Aguiar, Renteria e Alan. Três reforços bracarenses da nova equipa de Jorge Jesus, que depois da passagem - de sucesso - pelo Belenenses continua a mostrar créditos.

Ainda na UEFA, o Benfica de Quique Flores conseguiu um empate na Alemanha, frente ao Hertha de Berlim. Como diria Trapattoni, 'quando não se pode ganhar também não se pode perder'. A equipa encarnada obteve mais uma boa prestação, chegando à vantagem no marcador no início da segunda parte, através do argentino Di Maria. Começa finalmente a justificar o estatuto alcançado na competição olímpica do´último verão, onde se sagrou campeão pela Argentina. O empate surgiu não muito tempo depois, em mais uma demonstração de má interpretação táctica desta equipa. Os princípios estão incutidos, mas faltam ainda limar agumas arestas para que esta equipa possa bater-se de igual para igual com qualquer outra.

Na Liga dos Campeões, o FC Porto contraiu um 'traumatismo ucraniano' e o leão como que ressurgiu, na Ucrânia. No Dragão, o Dinamo de Kiev foi mais forte, chegou ao golo ainda na primeira parte e teve toda a segunda para evidenciar as debilidades deste Porto. A explicação parace-me simples: saíram Bosingwa e Quaresma, entraram Rodriguez e Sapunaru. O problema é mesmo nas alas. E Jesualdo Ferreira tem parte da culpa. Em 2 épocas contratou cerca de 20 novos jogadores e nenhum deles 'pegou de estaca'.

Em Donetsk (Ucrânia), o leão voltou a rugir e Paulo Bento a descontrair. Liedson regressou e trouxe consigo os golos que faltavam a este Sporting. Mas nem só do brasileiro vive o clube leonino. O russo Izmailov provou mais uma vez a sua utilidade. Um jogador de fino recorte, muito disciplinado tacticamente e bom nas transições defensivas e ofensivas. Com ele, o losango no qual tanto insiste Paulo Bento faz sentido.

sábado, 18 de outubro de 2008

O síndrome de Queiróz


2 jogos, 2 pontos, zero golos marcados e zero vitórias. É este o saldo bem negativo da última dupla jornada disputada pela selecção portuguesa na fase de apuramento para o Mundial 2010. Resultado final: 3º lugar, a 2 pontos da líder Dinamarca, que conta com menos um jogo. Se, geograficamente, a África do Sul já se encontrava longe de Portugal, agora parece fazer parte de outro planeta.

Esperamos que Carlos Queiróz tenha trazido consigo a calculadora, porque bem vai precisar desata máquina há muito esqucida pelos portugueses para fazer contas de apuramento. A conjuntura não é favorável e 5 jogos depois toda a nova estrutura da selecção já foi colocada em causa. Afinal só foi conseguida uma vitória, frente à frágil Malta.

Numa análise resunida, romper drasticamente com o legado de Scolari parece ter sido o grande erro do novel seleccionador. O técnico brasileiro, agora no Chelsea, apesar de nos últmos tempos já não gozar da mesma popularidade, tinha alicerces bem seguros onde se apoiar. Um núcleo duro de jogadores, uma equipa base e um país com a selecção.

Queiróz quis começar de novo e aposta num grupo com muitas caras novas, à procura de uma equipa e do carinho dos portugueses. Um processo longo, e que por isso precisa de tempo. Tempo cada vez mais escasso. Para além de todas as contrariedades, o seleccionador nacional tem ainda contra ele o facto de ser português e todo o estigma associado a este facto.

Recorde-se que o último seleccionador português que vingou na selecção nacional foi Humberto Coelho, e também ele saiu em ruptura com a estrutura da Federação Portuguesa de Futebol, assombrado internamente pela chegada de um técnico estrangeiro. Algo porque já havia passado Queiróz no passado.

Parece agora que a famosa afirmação de Scolari 'E o burro sou eu?' chegou antecipadamente. Mas o que é certo é que neste momento faz todo o sentido. Queiróz tem a 'palavra', para desmistificar a declaração do ex-seleccionador e lançar bases sólidas para o futuro. Em Português.

sábado, 11 de outubro de 2008

O 'Fenómeno' quer voltar


Quando em 1996, com apenas 20 anos, Ronaldo Luís Nazario de Lima chegou ao FC Barcelona, era quase um perfeito desconhecido no futebol internacional. Nesta altura, a Lei Bosman dava os primeiros passos no futebol, tendo alterado por completo o mercado de transferências desde aí, e, consequentemente, a realidade do 'desporto Rei'.

Mas a verdade é que já nessa altura Ronaldo somava três títulos nos clubes até aí representados como jogador profissional, Cruzeiro (Campeonato Mineiro e Taça do Brasil) e PSV Eindhoven (Taça da Holanda). Mais importante ainda, somava o titulo de campeão mundial pelo Brasil (EUA 1994), conquistado com apenas 17 anos, mesmo sem ter actuado. Aliada a títulos, arrastava consigo uma veia goleadora impressionante - 12 golos em 14 jogos no Cruzeiro e 42 em 45 jogos no PSV!

Na Catalunha, manteve a tendência. Apontou 34 golos na primeira e única época na cidade condal, acabando coroado como Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (a primeira de 3 nomeações - 1996, 1997 e 2002) e apelidado como 'Fenómeno'.

Seguiu-se o Inter. Em Milão teve início o calvário de lesões no joelho de Ronaldo. Uma fase dificil, marcada ainda por uma estranha e mal explicada convulsão na véspera da final do Mundial 1998, que acabou por sorrir à França. Quando se pensava que a carreita do astro canarinho iria entrar numa lógica descendente, Ronaldo deu a volta por cima e voltou aos grandes palcos, conquistando o Mudial 2002, na Coreia do Sul, onde se assumiu como o máximo goleador da prova (8 golos em 7 jogos) e o melhor jogador.

Uma campanha fantástica, que lhe valeu o passaporte para Espanha, desta vez para actuar no Real Madrid, juntando-se assim à famosa equipa de 'galácticos' formada por Florentino Perez. Os êxitos continuaram, mas as lesões também... De 'Fenómeno' passou a 'El Gordo', mas não deixou de acumuloar golos e títulos em 5 anos na capital espanhola.

Em 2007 regressou a Itália, mais uma vez para jogar no grande rival do primeiro clube ali representado. O Milan acolheu-o mas as lesões voltaram a traí-lo. Hoje, com 32 anos, está sem clube. Na fase final de mais uma recuperação, aponta baterias para regressar à Europa (PSG e Man. City suspiram por ele) e aponta baterias para o Mundial 2010, na África do Sul. Um fenómeno de resistência!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O tesouro de Capello


É no meio-campo que o seleccionador inglês Fábio Capello encontra talento e capacidade para manter bem altos os seus objectivos na selecção inglesa. Em Inglaterra, a selecção dos "Three Lions" faz sonhar e vibrar os exigentes mas apaixonados adeptos supporters ingleses.

Depois de viver em Portugal o Euro 2004, tive a oportunidade de assistir em Inglaterra, para minha 'sorte' em Londres, à campanha inglesa na fase final do Mundial 2006, que acabou, precisamente, com uma derrota frente a Portugal nos quartos-de-final da competição. Um jogo fantástico decidido através da marcação de grandes penalidades!

Já nessa altura coabitavam no mesmo 11 os ilustres Steven Gerrard e Frank Lampard, compondo um meio-campo quase perfeito. Dois jogadores de qualidade técnica, física e psicológica muito acima da média. Na Premier League alinham em clubes rivais, Liverpool e Chelsea, respectivamente, mas na selecção inglesa formam um bloco quse insuperável, enchendo de fé os inquietos espíritos ingleses.

Para além destas duas 'estrelas', Inglaterra conta ainda com outros jogadores de grande nível. São eles John Terry, Rio Ferdinand, Ashley Cole, Joe Cole e Wayne Rooney, entre outros. Os pontos fracos permanecem na baliza e, principalmente, nas elevadas ambições depositadas em 11 jogadores por todo o universo inglês.

Depois de falharem o Euro 2008, entao com o inglês Steve McClaren - algo que não acontecia há mais de duas décadas - a FA contratou um técnico de renome para assumir a selecção e colocá-la de novo na rota das grandes competições e das grandes vitórias. Para já, a experiência do 'latino' Capello está no pleno. 2 jogos, 2 vitórias! Voltam a sorrir os rostos aficionados dos ingleses.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Engolidos no mar


No Estádio do Mar, em Matosinhos, começou melhor o Leixões. Mas a partir dos 15 minutos o Benfica assenhorou-se do jogo. Cresceu e chegou ao golo, através do inevitável Cardozo. O paraguaio já leva 3 golos no campeonato.

O início da segunda parte manteve a tendência. Uma linha média bem montada por Quique Flores e suportada por Yebda dentro das 4 linhas. Impressionante a capacidade fisica e técnica do franco-argelino resgatado ao campeonato francês, a custo zero. Muito interessante também a forma como este meio-campo benfiquista - a quatro jogadores - bascula no processo defensivo e ofensivo. Promete, sem duvida.

Quem não dormia era José Mota. Em 10 minutos, o técnico leixonense lançou 2 pedras em campo - José Manuel e Diogo Valente - e quase 'virou' o jogo. Avolomou-se o jogo pelas alas e o Benfica foi recuando até praticamente desaparecer da linha construtiva do jogo.

'Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura', lá dizem os antepassados. E com razão! Depois de tanta insistência, o Leixões chegou merecidamente ao empate, frente a um Benfica que, diminuido fisicamente, passou os últimos 30 minutos a 'treinar' teimosamente o processo defensivo.

No seguimento de um canto, Wesley marcou o golo do empate e o 4º da sua lista pessoal na temporada. Uma lista geral encabeçada pelo próprio. Quique Flores sai de Matosinhos sem razões para sorrir mas com um empate que se revelou um mal menor. Já José Mota, mantém o Leixões como uma das principais surpresas da Liga Sagres.

A redenção de Bruno


Na Luz de 'peito feito', em Alvalade de mansinho. A bipolaridade de Paulo Bento na última semana resultou em duas derrotas frente aos principais rivais. Depois de perder o eterno dérbi esperava-se um Sporting ferido frente ao FC Porto. Mas nem o - pouco habitual - entusiasmo dos adeptos verde-e-brancos valeu a Moutinho e companhia.

Embalados por uma apatia estranha, os jogadores leoninos facilitaram demais frente a jogadores como Lucho e Lisandro. Nem o facto de terem conseguido recuperar da desvantagem de um golo ainda na primeira parte lhes trouxe mais entusiasmo. Bruno Alves é que não estava para brincadeiras e selou ainda na primeira parte o 2-1 final. Afinal podiamos mesmo contar com o FC Porto em Alvalade.

Na segunda parte mais do mesmo. E o mesmo Bruno Alves a rematar à trave após mais um livro superiormente executado. Um talento escondido do internacional português. No final sorriu o FC Porto, agora de volta à liderança do campeonato, um lugar que tão bem conhece, tal tem sido a hegemonia do dragão na última década.

Depois de 3 vitórias consecutivas, o Sporting mostra agora que o facto de ter mantido a estrutura nos últimos anos pode não ser suficiente. Mas é necessário ter em atenção que faltam Liedson, Izmailov, Caneira e quiça Vukcevic...

Já o FC Porto soube responder à altura depois da humilhação sofrida em Londres (0-4 frente ao Arsenal) para aLiga dos Campeões. Os dragões mostram que no consumo interno têm cartas para dar. E o gesto de Bruno Alves, a dedicar a vitória a Jesualdo Ferreira, mostra que a união reina no Olival.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Afinal Nápoles estava perto


Reyes e Nuno Gomes, já na segunda parte, devolveram as grandes noites europeias ao Estádio da Luz. Depois de uma derrota por 3-2 no SanPaolo, em Nápoles, a tarefa do Benfica na segunda mão da eliminatória de acesso à fase de grupos da UEFA, edição 2008-2009, não se afigurava fácil.

Pela frente estava uma equipa italiana de renome, ansiosa por voltar a brilhar nos grandes palcos, e que ocupa, surpreendentemente, o 2º lugar do calcio. Depois de uma primeira parte à boa maneira transalpina, marcada pelo futebol defensivo, anti-jogo ou simplesmente catenaccio, o Benfica soltou-se dessas amarras na etapa complementar e chegou a uma vitória eufórica.

Flores para Reyes, devolvidas a Quique aos 57 minutos. Katsouranis, que regressou à titularidade, isolou o espanhol Jose Antonio Reyes (na foto) e este voltou a marcar, depois da sua estreia nestas lides frente ao Sporting. Começa a ser um caso sério a influência do avançado internacional espanhol na equipa do Benfica. Para já, joga, faz jogar, e decide! A equpa encarnada não amoleceu, e bem acompanhadas por adeptos vibrantes, chegou ao segundo golo. Nuno Gomes sentenciou o jogo com um cabeceamento, após um cruzamento de Carlos Martins da direita.

Se na primeira volta 'Nápoles parecia demasiado longe', enrolada numa muralha defensiva, na segunda a maior capacidade do Benfica fez a diferença. No final, os jogadores encarnados voltaram a ser apludidos de pé. Segue-se a fase de grupos da Taça UEFA. O Estádio da Luz volta a sonhar e a onda vermelha vai decerto reaparecer.

Dia de Reyes noite de Sidnei


Minuto 1 do Benfica-Sporting da época 2008-2009 e primeira oportunidade de golo do dérbi. Na 'cara' de Quim, Yannick atira por cima. Depois deste lance, apenas Derlei e Postiga voltaram a incomodar a baliza encarnada. O Benfica equilibrou o jogo e ainda na primeira parte Nuno Gomes falhou o desvio a um passe remate de Maxi Pereira, perdendo assim a hipótese de inaugurar o marcador.

Na segunda parte, Quique Flores leu bem o jogo e colocou Katsouranis em campo, fazendo-o redimir-se do desaire frente ao FC Porto, na segunda jornada. A partir daqui, o Benfica assumiu o jogo a meio-campo e a entrada de Aimar foi decisiva para a conquista da vitória. Em 10 minutos, o argentino assistiu Reyes para o primeiro golo - e que grande golo - e ganhou a falta que resultou no segundo golo, marcado por Sidnei. Estava consumada a vitória e quebrado um enguiço com 3 anos.

No final, Quique venceu três pontos e ganhou uma equipa. Um Benfica como até aqui não se tinha visto. Articulado, organizado e objectivo. A fazer sonhar. Destaque ainda para Miguel Vitor e Sidnei, dois defesas centrais de apenas 19 anos, que encheram o campo e às tantas' secaram' os 4 avançados leoninos (!) lançados por Paulo Bento.

Depois de um início turbulento, marcado por uma irregularidade defensiva impressionante (5 golos sofridos em 3 jogos), que resultou em 2 empates, o Benfica está de volta a 'jogo' e pode assumir a liderança isolada já na proxima jornada. Uma ronda que vai contar com um Sporting-Porto.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nápoles demasiado longe


O Benfica perdeu esta noite em Nápoles, na 1ª mão da eliminatória de estreia da taça UEFA, por 3-2. A equipa encarnada entrou bem, reagindo ao ambiente adverso que soava nas bancadas do estádio San Paolo. Adiantou-se cedo no marcador, através do debutante Suazo e no seguimento de uma bola parada.

Mas a felicidade da Quique Flores demorou poucos segundos. Com alguma sorte à mistura, aproveitando um ressalto, a equipa das Campãnas chegou ao golo. Empate feito, o Nápoles cavalgou até ao 3-1, aproveitando a permeabilidade da defesa do Benfica e mais um resalto, desta vez em Léo. A vencer, qual equipa italiana, o Nápoles refugiou-se no seu meio-campo e ofereceu a iniciativa de jogo ao Benfica. Sem espaço para jogar, Reyes, Di Maria e Suazo não conseguiam desiquilibrar. Parecia que a baliza do Nápoles ficava a uma eternidade.

Com Balboa e Katsouranis em campo, a equipa encarnada melhorou e reassumiu o jogo a meio-campo. Tudo parecia perdido, mas novo golo de bola parada, desta vez de Luisão, reduziu a diferença no marcador para apenas um golo. Mesmo perdendo, o resultado abre boas perspectivas para a 2ª mão. Mas será necessária a ajuda do inferno do 'terceiro anel'. Uma palavra final para Sidnei. Promete o jovem central brasileiro.

Três jogos depois, Quique continua à procura da primeira vitória oficial. A equipa demora em apresentar rotinas tácticas e revela uma inconsistência defensiva preocupante, nomeadamente ao nível das compensações. Esta equipa técnica ainda tem muito trabalho pela frente.

Dragão quebra tradição


9 épocas depois o FC Porto voltou a vencer o jogo de estreia na Liga dos Campeões. Frente ao Fenerbahce, agora orientado por Luis Aragonés (sagrado recentemente campeão europeu á frente da selecção espanhola), 2 golos nos primeiros 15 minutos do jogo afastaram o fantasma do passado. A dupla argentina Lucho-Lisandro esteve implacável.

O início demolidor sofreu um golpe ainda na primeira parte. Guiza (melhor marcador do campeonato espanhol em 2007/2008) reduziu para os turcos e espalhou preocupação pelas bancadas repletas do Estádio do Dragão. A segunda parte decorreu a um ritmo morno e o golo da tranquilidade só surgiu em cima do minuto 90, por intermédio de Lino, na primeira vez que o brasileiro tocou na bola!

Começou bem a equipa liderada por Jesualdo Ferreira na Liga dos Campeões, muito por culpa dos homens da casa, dos consagrados. Nota-se que a equipa já demonstra rotinas, mas notam-se mais ainda as ausências de Bosingwa, Paulo Assunção e Quaresma. Não vai ser fácil manter o nível da época passada com as soluções Benitez, Sapunaru, Fernando, Guarin e Mariano...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

'Engolidos' pelo Camp Nou


O Sporting mostrou ontem uma imagem pálida no mítico estádio de Camp Nou, frente ao poderoso Barcelona. Nem o golo de Tonel disfarça o pessimismo e a leviandade que acompanhou os jogadores verde-e-brancos dentro do relvado. A derrota por 3-1, na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, não deixa margem para dúvidas.

Falta de ambição ou o mítico complexo de inferioridade? Talvez ambos. O Sporting entrou no jogo amedrontado e consciente da superioridade da equipa adversária, mesmo sabendo que esta ainda procurava a primeira vitória na temporada.

Na 2ª parte, já a perder por 2-0, Paulo Bento teve o seu melhor momento ao longo dos 90 minutos. Colocou em jogo Miguel Veloso e ao mesmo tempo alguma ordem e assertividade no passe a meio-campo. A equipa reagiu bem e Tonel reduziu a diferença. Empolgado pelo golo, o técnico dos leões tomou a pior decisão. Incompreensivelmente, substituiu Caneira - deve ter esquecido que Abel estava em campo! - e encostou Veloso à esquerda. Resultado: O Barça voltou a marcar.

Mas nem tudo são tácticas. O estilo bem organizado e metódico das equipas de Paulo Bento são a sua grande força. Mas está na altura do jovem técnico elevar os seus jogadores à condição de verdadeiros campeões mentais. Só assim os campeonatos se juntarão ás Taças.

Esta temporada, mais do que nunca, esse 'clique' que faz a diferença entre os treinadores vai estar à prova.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Como é que se diz trivela em italiano?


Quem não conhecia ficou a conhecer.

Primeiro jogo oficial de Quaresma com a camisola do Inter, primeira vez que a famosa 'trivela' fez estragos... na equipa adversária claro.

Estávamos no minuto 43 e a equipa treinada por José Mourinho perdia por 1-0 em pleno Giuseppe Meazza (Milão) frente ao modesto Catania. Invulgarmente pela direita, Quaresma centrou, à trivela pois claro, a bola tabelou num defesa contrário e entrou na baliza. Estava feito o empate, com alguma sorte à mistura.

Aos 3 minutos da 2ª parte, um lançamento de Maicon à direita (a fazer lembrar Bynia, do Benfica) resultou em auto-golo. Estava feito o segundo da partida e conquistada a primeira vitória do Inter de Mourinho em jogos oficiais. Recorde-se que a supertaça italiana frente à Roma só foi decidida nos penalties e a primeira jornada do Calcio saldou-se num empate frente à Sampdoria.

Para Quaresma, o jogo valeu mais que a vitória. Foi eleito o melhor em campo e mostrou com total eficácia a 'trivela' que tanto o caracteriza. Estão conquistados os adeptos neroazzurros e a exigente imprensa italiana. Ao lado de Mourinho e Figo, começa bem a segunda aventura de Quaresma no estrangeiro, depois de uma passagem fugaz pelo Barcelona. Promete.

E já agora, a imprensa transalpina adoptou 'trivela' tal como se usa em Portugal.

sábado, 13 de setembro de 2008

Ele é um predestinado


31 golos ao serviço do Manchester United na Premier League inglesa de 2007/2008 fazem de Cristiano Ronaldo o novo Bota de Ouro, seguindo as pisadas de Eusébio e Fernando Gomes.

É este o corolário lógico de uma carreira ímpar e de um sucesso anunciado, construído à base de trabalho e de muito talento. Mas atençao, porque estamos a falar de um jovem de apenas 23 anos de idade. Muitas conquistas estão para vir decerto.

Ronaldo despontou para o futebol na Madeira. Oriundo de uma família humilde, cedo começou a dar nas vistas ao serviço do Andorinha. Chegado ao Nacional, um dos clubes mais representativos da ilha madeirense, demorou apenas 2 anos a dar o salto para o Sporting Clube de Portugal, naquela que foi a transferência mais cara de um jovem no futebol português. Mas nem este facto fez dele notícia na altura.

Em Alvalade demorou 5 anos a estrear-se pelos seniores do clube verde-e-branco. Fê-lo em tenra idade. Menos de um ano depois, em Agosto de 2003, deslumbrou num encontro particular frente ao Manchester United e nao mais voltou a vestir de verde. Passou a equipar de vermelho, como um red devil.

Desde então pouco mais há a dizer. Os media acompanharam-no diariamente, através de um mediatismo que extravazou fronteiras nacionais e internacionais.

Hoje recebe a Bota de Ouro, em Dezembro poderá ser a vez da Bola de Ouro. Não fosse uma teimosa pulga de nome Messi e essa já estava garantida. Assim, resta-nos esperar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Um azar nunca vem só


De Queiróz a Queiróz, passando por António Oliveira, Humberto Coelho e Luis Filipe Scolari. 15 anos depois, a selecção portuguesa voltou a ser derrotada em Portugal numa fase de qualificação para o campeonato do mundo de futebol. A última derrota tinha ocorrido frente à Roménia, durante a primeira experiência do ex-número 2 do Manchester à frente da selecção.

Frente à Dinamarca em pleno Estádio de Alvalade, e depois de estar a vencer por duas vezes, Portugal não conseguiu evitar a derrota, consentindo 3 golos nos 9 minutos finais! Depois da glória em Malta, descemos à terra e voltamos a um passado que pensávamos devidamente enterrado.

Dizem os críticos que Portugal fez ontem um dos melhores jogos que se viram nos últimos tempos. No entanto não evitou a derrota. E pela primeira vez desde a sua saída, paira o fantasma de Scolari. Será que voltaram as contas do apuramento? O futuro o dirá. Mas a derrota, neste contexto, é tudo menos animadora.

O desaire da selecção principal seguiu-se a mais uma péssima exibição dos sub-21. Apenas uma vitória por números expressivos frente à Rep. Irlanda, no Estádio dos Barreiros (Funchal), podia ditar o acesso aos play-off de apuramento para o campeonato da europa do escalão, em 2009. A vencer por 2-0 ao intervalo, concederam o empate durante a 2ª parte. Recorde-se que os irlandeses terminaram no ultimo lugar do grupo...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Que se passa David?


Chegou ao Benfica por empréstimo em Janeiro de 2007, oriundo do modesto Vitória da Bahia, clube brasileiro que alinhava então na 2ª divisão daquele país. Na altura com 19 anos, foi lançado na equipa pelo técnico Fernando Santos no Parque dos Príncipes (París), frente ao PSG, encontro relativo À Taça UEFA.

Até final da época fez 10 jogos, sempre como 1º opção, e a sua inquestionável qualidade motivou a compra definitiva do seu passe. No ínício da temporada 2007/2008 conquistou o estatuto de titular e era visto como um dos mais promissores defesas centrais da sua geração.

Até começarem as lesões... Em Agosto de 2007, ainda na pré-época, David Luiz contraiu uma fissura no 5º metatarso no pé direito. Voltaria a lesionar-se novamente em Fevereiro de 2008, frente ao Guimarães. Até final da época participou em apenas 18 jogos.

Mas a verdade é que depois de uma 2ª intervenção cirúrgica continua afastado dos relvados. Agora, a imprensa avança com um principio de pubalgia. Quique Flores já afirmou que o jogador não está em condições físicas - e mentais - para competir.

Afinal o que se passa de verdade? Até que ponto esta protecção ao jogador é benéfica? Aguardam-se esclarecimentos. David Luiz tem ainda muito para dar e um lugar à sua espera no principal 11 do Benfica.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

'Nunca pedirei para sair do AC Milan'


Foi desta forma que Kaká se referiu ao alegado interesse do Manchester City nos seus serviços.

Depois de um mercado de verão turbulento, marcado por manifestações de desagrado por parte de alguns dos melhores jogadores do mundo, entre eles Cristiano Ronaldo, Robinho e Berbatov, as palavras do internacional brasileiro revelam humildade e profissionalismo, que entretanto se pensavam esquecidos no futebol.

O Bola de Ouro 2007, actual jogador do emblema italiano AC Milan, revela uma boa cadeia de princípios e jura fidelidade ao seu clube, afinal aquele que lhe paga o ordenado no final do mês e que lhe proporcionou um longo contrato. Desta forma, Kaká, que despontou para o futebol no São Paulo (Brasil), demarca-se do seu colega de profissão e de selecção, Robinho, que tudo fez para se desvincular do Real Madrid e rumar ao City, embalado por um ordenado milionário.

Não é por exemplos como Kaká que a palavra mercenário é cada vez mais mencionada no futebol...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A nossa Malta começa bem


Agora sim! Começou oficialmente o segundo período de Carlos Queiróz à frente da selecção portuguesa. Uma vitória por 4-0 frente à rapaziada de Malta permitiu a Portugal instalar-se desde já no 1º lugar do grupo, onde figuram Suécia, Dinamarca e a outsider Hungria.

Em La Valetta nem o apagão registado nos primeiros minutos varreu a inspiração da equipa lusa. Said (na p.b.), Hugo Almeida, Simão e Nani marcaram 4, mas podiam ter sido 8 ou 9. Contrariamene ao previsto, Queiróz repetiu o 11 da estreia, então frente à não menos cotada Ilhas Faroé, e não se deu mal.

Segue-se a Dinamarca, desta feita em Alvalade. Uma vitória permite cimentar a primeira posição e afastar um incómodo adversário na luta pela única posição que permite a qualificação directa: o 1º lugar do grupo.

Em Londres, a selecção portuguesa de sub-21 jogou uma cartada decisiva frente à Inglaterra, mas não conseguiu uma prestação digna de quem pisa o restrito palco do estádio de Wembley. Derrota por 2-0 corresponde a um afastamento mais que provável do Europeu 2009 do escalão. Miguel Veloso, Manuel Fernandes e Manuel da Costa são garantia de qualidade mas não chegam para formar uma equipa ao nível de algumas gerações passadas. A fraca exibição de Paulo Machado também não ajudou.

Voltaram as contas à boa maneira antiga. Frente à Rep. Irlanda, na próxima 3ª feira no Estádio dos Barreiros (Madeira), Portugal tem que garantir uma goleada também á antiga para conseguir a qualificação para o play-off final de apuramento...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Um francês em Londres

Em Arsenal (Londres, Inglaterra) mora um francês de 58 anos, na cidade há 12. É ele Arsène Wenger, treinador do Arsenal FC desde 1996. Leva tanto tempo a treinar o Arsenal como em todos os clubes por onde passou até chegar ao colosso inglês.

Em Londres encontrou um projecto de longo prazo, baseado na estabiilidade e na formação de jogadores. mas encontrou também um clube que lhe permitiu continuar a ganhar títulos, depois de conquistar o campeonato francês com o Mónaco. Isto antes de uma passagem intermédia pelo futebol japonês (Nagoya Grampus Eight), onde também deixou a sua marca.

Não foi amor à primeira vez... mas quase. 2008 foi o ano da glória, tendo conquistado a Premier League, a Taça da Liga e a Community Shield. Nesse mesmo ano, com toda a naturalidade, foi eleito o melhor treinador do futebol inglês. Feito repetido em 2002 e 2004.

Através de um futebol continental, mais apoiado, conquistou os apaixonados adeptos gunners e afastou de vez o estilo kick and rush que até aí imperava.

12 anos depois mantém a paixão clubística e as bases que sustentaram o seu sucesso, encontrando apenas paralelo na longevidade de Alex Ferguson (Manchester United). O futebol mudou mas Wenger mantém-se igual a si próprio. Um cavalheiro a quem o futebol inglês atribuiu em 1998 o prémio fair-play.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Lugar aos mais novos


Sempre que existem compromissos das selecções nacionais - Portugal joga sábado (6 de Setembro) em Malta e 4ª (10) em Alvalade, frente à Dinamarca rumo ao Mundial 2010 -, as principais equipas ficam com o seu plantel consideravelmente diminuido, limitando o trabalho diário e quebrando a rotina dos treinos.

É nestas alturas que os treinadores têm oportunidade para colocar os olhos na cantera da casa, observando os jovens talentos nos treinos habitualmente reservados aos 'grandes'. Veja-se o caso de Benfica, Sporting e FC Porto. No Caixa Futebol Campus, situado no Seixal, Quique Flores chamou para os treinos do plantel sénior 6 jovens da equipa junior orientada por João Alves. São eles Domingos Silva, Vinicius, Danilo, João Duarte, Paulo Almeida e Fábio Leite. Na Academia de Alcochete evolui Vítor Golas e no Olival marcam presença Jakubov, Chula, Josué, Diogo Viana e Raphael.

Contundente pois claro, com a curiosidade de o Sporting, clube com maior tradição - e resultados - na área da formação em Portugal, ser a equipa menos representada por jogadores das classes jovens nesta ocasião.

Se tivermos em atenção o Benfica, reparamos que neste momento apenas 3 jogadores do plantel principal passaram pelas camadas jovens do clube. Este facto fez com que o clube encarnado0 pudesse apenas inscrever 24 jogadores nas provas da UEFA. O limite é 25, mas 4 dos quais têm de pertencer à formação do clube! Quanto ao FC Porto, entre os chamados destaque para Diogo Viana, ele que fez toda a formação no Sporing e chegou à invicta incluído na transferência de Hélder Postiga para Alvalade. A aposta do Sporting na formação é aquela que menos contradições gera. Quem não se lembra de Futre, Figo, Simão, Ronaldo, Quaresma... E ainda Miguel Veloso e João Moutinho!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Cravos no jardim de Flores


À passagem da 3ª jornada da liga portuguesa o Benfica passa pela primeira vez por águas tumultuosas. Déjà vu! onde é que isto já se viu?

Depois de uma pré-temporada calma, estranhamente bem organizada e recheada de emoção e expectativas elevadas (esta última parte não constitui surpresa), Quique Flores encontra agora alguns cravos no jardim tão bem plantado por ele próprio - e por Rui Costa.

Os dois primeiros jogos oficiais resultaram em empates. Procura-se a primeira vitória numa altura em que as adversidades não se ficam pelas dificuldades dos confrontos que se avizinham, entre eles Sporting (4ª jornada) e Nápoles (1ª eliminatória da Taça UEFA). Aimar está a contas com uma lesão muscular, Cardozo tem 2 jogos de suspensão para cumprir na UEFA, e Luisão está a ser alvo de um processo sumaríssimo por suposta agressão a Sapunaru no recente encontro frente ao FC Porro, que deve resultar em 2 jogos de suspensão.

A juntar a tudo isto, a imprensa avança hoje que Diamantino foi impedido por Quique de frequentar o balneário, fruto de algumas quezílias entre ambos. Recorde-se que o adjunto português foi contratado antes do principal treinador espanhol e tem espaço de manobra reduzido na actual estrutura técnico - tal como Chalana. Uma situação que continua a suscitar muitas interrogações. Através de comunicado oficial, o Benfica repudiou prontamente esta situação.

Contas feitas, um vasto leque de contrariedades invade neste momento a nação benfiquista e coloca bem cedo à prova o potencial da nova equipa técnica mas também da equipa de futebol. Nos próximos tempos podem voltar os assboios. Mas também pode voltar a confiança e a esperança. Os dados estão lançados.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A 'City ' de Robinho


Da Vila Belmiro para a 'City' de Manchester. É este o percurso descendente de um dos mais virtuosos jogadores brasileiros e do futebol moderno, de nome Robson de Souza, vulgo Robinho. O avançado internacional, famoso nos últimos tempos pelos seus dribles dentro do campo e pelas suas declarações menos próprias fora dele, exigia há muito a saída do Real Madrid e o ingresso no futebol inglês, mas... no Chelsea!

Pelo menos era isso que todos pensávamos. É importante analisar esta questão, numa altura em que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, utilizou a expressão escravatura para comentar o caso de Cristiano Ronaldo (ao que tudo indica o jogador português foi impedido pelo Manchester United de se transferir para o Real). Segundo Blatter, os jogadores não devem ficar reféns dos contratos.

Transferido do Santos há 3 anos, Robinho era uma das principais estrelas do colosso espanhol, mas isso não lhe bastava. Queria mais. Queria o Chelsea. Forçou a saída até ao limite do período de inscrições, acabando no Manchester City. É caso para perguntar o que pretendia Robinho afinal? Um contrato milionário? Um contrato milionário numa equipa com ambições desportivas? A resposta parece-me óbvia. Em Manchester o clube que luta todos os anos pelas principais competições nacionais e internacionais veste de vermelho.

O Manchester City veste de azul, é liderado pelo milionário tailandês Thaksin Shinawatra, terminou a última temporada em 9º, venceu por duas vezes o principal campeonato inglês, a última delas em 1967/68...

O talento de Robinho merecia mais.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Começar em falso


As competições de futebol de verão têm por hábito deixar marcas decisivas para os jogadores em causa no início de cada época, atrasando a normal preparação da mesma. Os grandes prejudicados são, invariavelmente, os grandes clubes, por norma aqueles que cedem mais jogadores dos seus quadros às respectivas selecções.

Veja-se o panorama europeu da última semana. Em Portugal, Benfica e FC Porto empataram entre si (1-1) e atrasaram-se na competição. Na vizinha Espanha, a jornada de estreia ficou marcada pelas derrotas dos principais candidatos à vitória final, Real Madrid (1-2 na Corunha) e Barcelona (0-1 em Numância)! Sorriram os dois principais outsiders, Atlético e Valência.

Se rumarmos a Itália, o quadro da primeira jornada é ainda mais negro. Entre os quatro principais candidatos nenhum deles venceu. O Inter de Mourinho empatou no terreno da Sampdoria (1-1), a Roma de Spaletti empatou em casa frente ao Nápoles pelo mesmo resultado (à atenção do benfica), a Juventus ídem ídem, em Florença. Mas o grande destaque vai mesmo para o todo poderoso AC Milan, derrotado em casa pelo modesto Bolonha. Se analisarmos o caso milanês, verificamos que da equipa inicial apresentada pelo técnico Carlo Ancelotti, 5 jogadores estiveram envolvidos em competições durante o 'defeso'. Zambrotta, Ambrosini e Pirlo (Itália, Euro 2008), Jankulovski (República Checa, Euro 2008), Ronaldinho (Brasil, Jogos Olímpicos Pequim 2008).

Se formos até Inglaterra encontramos 2 'empatas'. Chelsea (1-1 frente ao Tottenham) e Liverpool somaram apenas 1 ponto esta jornada, ao contrário do Arsenal, que cilindrou o Newcastle. Mas os Gunners haviam perdido na jornada 2.

Finalizamos na Alemanha, onde o Bayern de Munique, campeão em título, precisou da jornada 3 para somar a primeira vitória. Acabo onde comecei. Em Portugal, decorridas 2 jornadas, o novo Benfica de Quique Flores ainda não venceu. Sintomático...

O final das 'novelas' do defeso


Uff! Às 18h de hoje termina o período de inscrições de verão no futebol do 'Velho Continente'.
Terminam as especulações e a contra-informção, quais novelas brasileiras que fazem manchetes e abrem telejornais e espaços de notícia desde Maio.

É hora de centrar a concentração no futebol jogado dentro das 4 linhas e deixar de lado as jogadas de bastidores, protagonizadas por dirigentes e jogadores interessados no seu lucro e no lucro dos seus clubes.

Até ao final da tarde muita água pode ainda regar os verdes relvados desta Europa. Lá fora, Berbatov e Robinho 'partem a loiça', enquanto o Inter conseguiu quem sempre desejou - Quaresma -, e a preço de saldo! Pinto da Costa teve que se vergar ao poderio italiano e baixar a fasquia, colocada por ele próprio nos 40 milhões de euros! Pelé serve de compensação e representatabmbém ele uma contratação de última hora... e de recurso.

Em Portugal, o Benfica ainda mexe. Depois de Suazo pode seguir-se Seitaridis, defesa-direito do Atlético de Madrid.

Resta-nos esperar para ver quais serão as últimas movimentações do mercado. Mas só até às 18h! Depois, deixemos as novelas para Janeiro. Até lá... têm a voz os jogadores. Dêem espectáculo por favor!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Chegou, treinou e talvez jogue


Até à última! Depois do expresso espanhol, que trouxe Aimar e Reyes, acaba de chegar de Milão, depois de um check in no todo poderoso Inter, o expresso italiano com o avançado hondurenho David Suazo. Mais uma grande manobra de mercado levada a cabo por Rui Costa. Num ápice, o director-desportivo encarnado resgatou o avançado móvel porque Quique Flores tanto suspirava e preencheu uma lacuna do palntel do Benfica.

Suazo chegou de madrugada, colocou o cachecol no aeroporto da Portela, fez alguns comentários, dormiu decerto umas horas e esta manhã lá estava, no Caixa Futebol Campus, a treinar junto dos novos companheiros. Entre eles Makukula, talvez o grande prejudicado desta contratação....

No final do treinou chegou a surpresa, ou não, com a convocatória de Suazo para o confronto de amanhã frente ao... FC Porto. A sua utilização não é garantida, mas a sua importância é mais que certa, como o demonstra esta precoce chamada.

Depois de Reyes e Di Maria, esta é a terceira arma de Quique para atacar o clássico, onde tentará minimizar a perda de pontos da primeira jornada, frente ao Rio Ave.

Móvel, rápido e com um remate forte, Suazo tem as características que faltavam ao ataque do Benfica e pode tornar-se uma figura importante na equipa encarnada.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Nélson d'Ouro marca verão desportivo


Prestes a terminar o verão desportivo, muitas foram as despedidas, revelações, conquistas e angústias.

Em Pequim, apesar de uma participação um pouco aquém das expectativas, Portugal juntou pela primeira vez na história das olímpiadas o ouro ao bronze. Vanessa Fernandes (medalha de prata no Triatlo) provou uma vez mais que é uma das melhores atletas mundiais, e Nélson Évora (ouro no Triplo salto) fez ouvir-se 'A portuguesa' na China.

João Vieira Pinto, JVP ou menino de ouro colocou um ponto final na brilhante carreira como profissional de futebol. Na memória ficam para sempre o hat-trick conseguido em Alvalade em 94, na goleada que o Benfica impôs ao Sporting, assim como a fantástica jogada frente à Alemanha, durante a frustrada campanha de apuramento de Portugal para o Mundial 98.

Na Liga portuguesa, depois de um defeso relativamente calmo, animado pelo ingresso de Cristian Rodriguez (ex Benfica) no FC Porto e pelas contratações sonantes do Benfica (Pablo Aimar e José Antonio Reyes), o Sporting voltou a vencer a Supertaça de Portugal - e o FC Porto - num duelo que parace extravazar os emblemas clubísticos e centrar-se nos técnicos dos 2 emblemas. Para já Paulo Bento 3, Jesualdo Ferreira 0!

Primeira jornada e primeira decepção encarnada. O Benfica não foi além de um empate em Vila do Conde, frente ao recém promovido Rio Ave. Sporting e FC Porto cumpriram frente a Trofense e Belenenses, respectivamente. Para este sábado apertem-se os cintos. Benfica x FC Porto é tripla e o primeiro grande teste de Quique Flores frente à exigente massa adepta do Benfica.

Os principais campeonatos europeus já arrancaram ou estão prestes a arrancar. Mourinho já soma pelo Inter, com a conquista da Supertaça, e o Real Madrid confirmou credenciais frente ao Valência, na mesma competição. Em Inglaterra, Nani voltou a erguer a Community Shield, com Ronaldo - ainda - de fora. Jogadas duas jornadas, apenas Liverpool e Chelsea, entre os favoritos, somam vitórias. Pedem-se tardes no cadeirão de qualquer salão a vibrar com a Premier League.

Ainda nos JO, Di maria, jovem avançado do Benfica, conseguiu o ouro e a primeira chamada à principal selecção argentina. Que golo na final da competição frente à Nigéria, e decisivo! Surpresa das surpresas, na Rússia joga um português que vale 30 milhões. Danny, recentemente chamado por Carlos Queiróz para o particular da selecção com as Ilhas Faroé, transferiu-se para o Zenit... Amanhã há mais!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Aimar é reforço a sério


Pablo Aimar, internacional argentino, faz parte do restrito lote de jogadores que preenche o imaginário de todos os apaixonados pelo futebol. De fino recorte técnico e com talento de sobra, é um nº 10 por excelência, daqueles que já escasseiam na modalidade.

Depois de um longo período de negociações, conduzidos pelo novel director desportivo do Benfica, Rui Costa, a camisola 10 que havia ficado livre depois do abandono do 'maestro' não vai ficar orfã. O argentino é hoje apresentado no Estádio da Luz em horário nobre e com tratamento de estrela.

Aos 28 anos e depois de um período menos bom na sua carreira, marcado por uma meningite aguda e lesões musculares em série, Aimar tem uma oportunidae fantástica para se reencontrar consigo próprio. No Estádio da Luz reencontra o técnico Quique Flores, que o havia treinado no Valência, e uma equipa que luta por títulos todos os anos. Uma dose de motivação extra que nunca encontrou no seu anterior clube (Saragoça), recentemente despromovido à segunda divisão espanhola.

Aimar simboliza uma inversão de tendências que ameaçava eternizar-se no futebol português. Nos últimos anos a Liga nacional limitava-se a exportar talentos. Hoje contratou um grande talento, mundialmente reconhecido e que dispensa apresentações.

Se Aimar estiver bem fisicamente vai valer a pena voltar aos estádios.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Que Queirós está de regresso?


Está encontrado o sucessor de Scolari.
Carlos Queirós foi hoje apresentado na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) como o novo seleccionador de Portugal. Contrato de 4 anos, onde acumulará as funções de seleccionador da principal equipa e supervisor das formações inferiores.

Numa análise a frio, o ex-braço direito de Ferguson no Manchester United tem duas missões: dar seguimento ao bom trabalho do seu antecessor brasileiro, mantendo a selecção nas maiores competições, e revitalizar as selecções mais jovens, algo feito com sucesso no passado.

Depois de uma saída tempestuosa em 1994, tecendo duras críticas à organização da FPF na altura, Queirós volta com outra maturidade técnica e táctica, fruto do excelente trabalho que desempenhou em vários clubes e países ns últimos 14 anos.

Mas que Queirós é este? Aquele que venceu dois campeonatos do mundo de sub-21 (Riade e Lisboa) ou aquele que teve uma passagem sem sucesso pelo Real Madrid, onde demonstrou não saber conviver muito bem com a crítica. Enfim, algo que já havia acontecido aquando da sua passagem pelo Sporting e pela principal selecção portuguesa.

Um facto é indesmentível: a competência enorme daquele que é, a par de José Mourinho, um dos melhores treinadores portugueses da actualidade, com um palmarés brilhante, suportado por pasagens por alguns dos maiores clubes mundiais.

Regressa Queirós, regressa um treinador português à selecção. O momento é de viragem, com a reformulação do seio da FPF devido à saída de Gilberto Madaíl.

E fica a pergunta. Mas que Portugal vai ser este?

terça-feira, 15 de julho de 2008

No 'meio' está a virtude


O calculismo e o equilíbrio voltaram ao futebol ocidental.
As transferências milionárias de pontas-de-lança, avançados, extremos ou alas deram lugar ao reforço do meio-campo. Aquela zona nevrálgica onde reside a estabilidade de uma equipa, onde se encontra o pêndulo decisor.

Veja-se o caso português. Para compensar a saída de Paulo Assunção, Jesualdo Ferreira contratou para o FC Porto Tomás Costa, Guarín e Rodriguez, fez regressar Fernando (brilhou no Estrela) e dá uma oportunidade ao ex-junior Tengarrinha. Esclarecedor e bem ao estilo do professor.

Se descermos até Lisboa a situação mantém-se. Mesmo com um meio-campo recheado, onde se incluem os internacionais Moutinho e Miguel Veloso, Paulo Bento não hesitou em devolver a bola ao brasileiro Rochemback (ex-Middlesbrough), sujeito à penumbra em terras britãnicas. Está lançada a concorrência no Sporting, com prejuizo para o jovem e talentoso Adrien, e quiça Romagnoli.

No outro lado da 2ª circular a situação é ainda mais notória. Carlos Martins, Yebda e Ruben Amorim reforçam o meio-campo do Benfica, juntando-se aos intocáveis Petit e Katsouranis, e ainda Binya e Nuno Assis. Filipe Bastos, Miguel Rosa e Nuno Assis também lá estão. Mais um, pode ser Aimar, está para chegar. Número excedentário que será reduzido decerto.

No futebol internacional passa-se o mesmo. Deco no Chelsea, Keita e Hleb no Barcelona, Lampard desejado pelo Inter de Mourinho... para citar apenas alguns.

Um lampejo de consciência ou a assumpção de uma verdade cada vez menos inquestionável. Uma equipa de estrelas só por si não ganha jogos. São necessário trabalhadores, carregadores de piano. Aqueles que são iguais a si próprios durante os 90 longos minutos. Lembro-me de Redondo (na foto), Guardiola, Paulo Sousa... Hoje vejo Xavi, Fabregas, Pirlo, Essien...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Frederico Gil, o 'Nadal' Português


Num país sem tradição no ténis, eis que aparece Frederico Gil, um tenista que tem marcado presença nos principais torneios mundiais da modalidade, entre eles os grand slams Roland Garros e Wimbledon, tendo conseguido atingir a fase final da competição em ambos.

O jovem português, natural de Sintra, está neste momento empenhado no Challenger de terra batida da Holanda. Isto depois de atingir as meias-finais do Torneio de Turim, onde se sagrou campeão em pares.

Ao longo da sua carreira já se bateu com alguns dos melhores executantes mundiais, casos do argentino David Nalbandian e de Roger Federer, aquando da participação deste no Estoril Open 2008. Uma série de bons resultados que demonstram a sua evolução e o colocam bem perto dos 100 primeiros do ranking ATP. É hoje 102º mas tem oportunidade de ascender ao grupo se fizer uma boa campanha no país das tulipas.

sábado, 5 de julho de 2008

'Le Tour' arranca hoje


Se há alguma prova que consegue fazer esquecer todos os escândalos que têm abalado o ciclismo é o Tour de France. A Volta à França em bicicleta é a prova rainha do ciclismo internacional e todos os anos desperta a atenção dos amantes da modalidade, que saem pelas ruas de França e aplaudem cada pedalada do vasto pelotão.

Mesmo orfã do campeão de 2007 (o espanhol Alberto Contador, devido aos problemas da equipa Astana), O Tour de 2008 não irá decerto decepcionar os seus fãs. Até chegar ao seu final, nos Champs Élysées, a prova vai percorrer toda a França, incluindo as montanhas desumanas dos Pirineus e Alpes.

Começa hoje a corrida pela tão desejada camisola amarela.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Federer e Nadal medem forças em Wimbledon


Previsivel ou não. Pelo terceiro ano consecutivo Roger Federer e Rafael Nadal vão encontrar-se na final do torneio de ténis mais antigo do mundo. Desde 1877 que Wimbledon reune os melhores tenistas do mundo nos seus relvados.

Enquanto que o tenista suiço procura a sexta vitória na prova, perseguindo o recorde de vitórias de Pete Sampras e da lenda H.L. Doherty, o espanhol Nadal procura o seu primeiro triunfo, dando seguimento na relva á vitória alcançada sobre a terra batida de Roland Garros.

No total de jogos efectuados entre os dois maiores tenistas da actualidade, Nadal tem uma vantagem de 12-7. Se retirarmos os confrontos na terra batida tudo muda. E a vantagem vai para o suiço, por esclarecedor 5-2.

Lançados os dados vamos aos factos. Federer é um talento nato, ao nível das maiores lendas da modalidade. Nadal é um talento suado, que cresce na carreira e na qualidade por força de trabalho árduo. Em suma, frente a frente estarão o 'relógio suiço' e a 'ganas espanhola'.

Na final feminina, também pela terceira vez, estará a família Williams. Em 2002 e 2003 levou a melhor Serena, a mais nova das irmâs. Desta vez Venus, que já exibe quatro vitorias em Londres, vai tentar levar a melhor e revalidar o título.

Em Turim é um português quem faz história. Frederico Gil já está na meia-final do torneio italiano. Se conseguir triunfar vai saltar da 110ª posição do ranking ATP para os melhores 100. Cada vez mais uma certeza do ténis nacional.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Onde páram os talentos?


No início de cada temporada de futebol, todas as equipas contratam e vendem jogadores. É a ópoca dos acertos no grupo de trabalho. Um 'outro' campeonato, jogado nos bastidores e que antecede as grandes competições que se avizinham.

A dança das contratações é limitada à bolsa de cada equipa de futebol. Nesta altura, as formações mais abastadas procuram os melhores entre os melhores. Se possível jogadores jovens mas já com uma maturidade competitiva acima da média. Jogadores que se imponham com facilidade.

Numa lógica de mercado desajustada e, fundamentalmente, mal distribuida, sobram para as restantes equipas outros nichos de mercado. Jogadores regulares mas consistentes, jogadores experientes e.... jovens promessas.

A foto do post ilustra bem o que acabo de escrever. Ronaldo, o avançado brasileiro catalogado como o Fenómeno, entrou na Europa não pela porta principal, mas para um clube renomado de um campeonato sem a expressão e a grandeza de Inglaterra, Espanha, Itália, ou mesmo Alemanha. No PSV Eindhoven (Holanda) teve tempo para se afirmar e a pressão adequada para explodir, acabando por se transferir para o poderoso Barcelona.

O jornal Record noticia hoje que o Benfica acaba de contratar a grande esperança do futebol uruguaio, Jonathan Urretavizcaya. Isto depois de na temporada passada ter adquirido os direitos desportivos de Freddy Adu (EUA) e Di Maria (Argentina), não esquecendo a promessa nacional Fábio Coentrão.

Vejamos um outro caso. O Sporting, como é público, contratou Postiga ao FC Porto. Contrapartidas para o FC Porto: compensação monetária e... Bruno Matias, uma das grandes promessas da equipa de juniores verde e branca, campeã nacional.

O futebol jovem é um mundo de fantasia, de promessas, sonho e glória. Mas é também um mundo obscuro, que incompreensivelmente acompanha o desenvolvimento da modalidade: o tráfico de jovens jogadores.

terça-feira, 1 de julho de 2008

'Defeso' de regressos


Quando algumas das principais figuras do campeonato português das últimas épocas abandonaram a Liga ou se preparam para fazê-lo (casos de Paulo Assunção e Quaresma, ambos do FC Porto), eis que outros jogadores regressam a um campeonato bem conhecido.

São eles Caneira e Carlos Martins, este último protagonizando a maior surpresa, transferindo-se para o Benfica. Formado no Sporting e apontado como uma das grandes promessas do futebol nacional dos últimos anos, 'apareceu' finalmente no Recreativo de Huelva (Espanha) na última temporada. Portador de inegável talento e personalidade contraditória, Carlos Martins tem pela frente o maior desafio da sua carreira.

No Estádio da Luz pode finalmente afirmar-se, confirmando as boas referências deixadas no campeonato vizinho, onde espalhou classe. Realizou 38 jogos (32 como titular) e regressou à selecção portuguesa, acalentando a esperança ser chamado por Scolari para representar Portugal no Euro 2008, o que nao veio a confirmar-se.

Marco Caneira é outro jogador formado em Alvalade de regresso ao futebol português. Volta ao Sporting depois de se desvincular - definitivamente - do Valência. Aos 29 anos, Caneira tem tudo para ser uma das grandes referências da equipa verde e branca, onde deverá afirmar-se com facilidade, impondo-se através da sua qualidade e profissionalismo. Um valor e uma 'polivalência' que Paulo Bento não irá de certo desaproveitar.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Palmas para a 'roja'


O triunfo do bom futebol.

É desta forma que se pode caracterizar a vitória da Espanha no Euro 2008. Contra uma Alemanha pragmática, curta de ideias mas extremamente objectiva, uma 'roja' desinibida, fantasista, ofensiva, mas extremamente bem organizada, qual 'armada espanhola' que desembarcou ontem em Viena.

Com um meio-campo fabuloso - reforçado com Fabregas após a lesão de Villa - a selecção vizinha voltou a conquistar a competição. E fê-lo com classe, juntando à conquista o rótulo de melhor selecção do certame. Como é sabido, nem sempre vence o melhor...

Remonta à segunda edição da prova a até ontem única vitória da Espanha na competição que reune os 'maiores da Europa'. Tantas vezes apelidada como a decepção, esta Espanha impressionou pela consistência e qualidade demonstradas durante toda a prova.

Uma equipa recheada de estrelas e ainda com muito futuro pela frente prepara-se agora para enfrentar os 'maiores do mundo', no Mundial 2010, a realizar na África do Sul. Nessa altura, caso garantam a qualificação, não irão contar com o sábio Luis Aragonés. O quase septagenário treinador espanhol, tantas vezes incompreendido, manteve-se fiel ás suas convicções ao longo dos últimos anos, resistiu a resultados menos positivos, e acabou coroado como o melhor da Europa. Ao que parece, leva consigo esse título para o Fenerbahce, na Turquia, onde vai prosseguir a sua longa carreira.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A última tarefa de Madaíl


Enquanto Scolari já prepara a próxima época no Chelsea, Gilberto Madaíl está mandatado para escolher o sucessor do seleccionador brasileiro à frente da selecção portuguesa. O seu último desafio antes de abandonar a presidência da FPF.

Zico (Brasileiro), Jose Pekermen (Argentino) e o 'nosso' Carlos Queirós perfilam-se como os principais candidatos à pesada herança deixada por Felipão. Sob a liderança do agora 'Big Phil', em 5 anos Portugal acumulou presenças na final do Euro 2004, na meia-final do Mundial 2006 e nos quartos do Euro 2008. Um registo decrescente mas igualmente impressionante, que cotou a selecção portuguesa como uma das melhores do mundo.

Mas também um fardo pesado para quem vier a seguir. Prosseguir com os resultados não é tarefa fácil, como não o é manter as maiores vitórias de Scolari: espírito de grupo e independência da selecção na sua relação com os clubes.

Uma última referência para Scolari. Dono de uma personalidade contraditória, foi capaz do melhor e do pior, mas ofereceu os melhores momentos à nossa selecção desde sempre. Beneficiando da sua excelente capacidade de trabalho - mais mental do que propriamente técnico-táctica - e de uma geração de grandes valores, encheu as janelas portuguesas de bandeiras nacionais e colocou um país atrás de uma equipa de futebol.

Para o futuro apenas se esperam mais e melhor...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Fazer história


Ambição sem limites. É no decorrer de uma das suas épocas menos conseguidas que o tenista suiço Roger Federer tem oportunidade de fazer história no torneio internacional mais prestigiado da modalidade ténis: o Grand Slam de Wimbledon, Londres. Em 2007 igualou o também pentacampeão Bjorn Borg. Em 2008 pode levar o seu nome ainda mais alto na modalidade, alcançando o que ainda ninguém conseguiu: vencer por seis vezes o mítico torneio.

Para o demover lá estará o seu grande rival dos últimos anos, Rafael Nadal, e ainda o sérvio Djokovic, respectivamente segundo e terceiro classificados do ranking ATP. Depois de apenas, duas vitórias em 2008, uma delas no Estoril e a outra em Halle igualando o recorde de Pete Sampras na prova germânica (10 vitórias). Os dados estão lançados para ver se anos depois a hegemonia de Federar vai ser quebrada nos relvados de Wimbledon.

Frederico Gil é o representante das cores nacionais. Depois de Roland Garros segue-se Wimbledon, naquela que é uma época sem precedentes para o melhor tenista português da actualidade. Déjà vu. Jerome Chardy será o primeiro opositor, à semelhança do que aconteceu no torneio francês. Mais uma dura tarefa para o mais que provável sucessor de Nuno Marques no ténis nacional.

Uma participação digna


Ultrapassada a fase de ressaca, é tempo de analisar com frieza a digna participação da selecção portuguesa de futebol no Euro 2008, que decorre na Áustria e Suiça e tem oferecido grandes espectáculos. Colocando de lado as duas jogadas de bastidores (novela de Ronaldo com o Real Madrid e timing do anúncio da saída de Scolari para o Chelsea) que envolveram a 'jornada' lusa, mas não descartando a sua interferência no rendimento do grupo, limito-me aos factos e ao jogo jogado.

Frente à Alemanha, Portugal não entrou bem e nunca conseguiu circular a bola - como tanto gosta. Com Ronaldo e Simão 'presos' pela táctica alemã e com Deco sem espaço para jogar, Portugal apenas conseguiu surpreender nos lances individuais, como bem exemplifica o golo apontado por Nuno Gomes, depois de uma das raras arrancadas de Ronaldo.

O resto foi superioridade alemã a vários níveis e uma eficácia alemã tão notável (3 golos em outras tantas ocasiões) quanto as desconcentrações da defesa portuguesa. Nos minutos finais a maior frescura física e o golo de Postiga empurraram Portugal para a frente, mas sem colocar em causa o controlo e domínio alemão.

Uma derrota que vale por isso mesmo, numa fase em que os detalhes ditam o sucesso ou o insucesso. Uma derrota que não retira mérito à selecção portuguesa e abre portas para o futuro. Uma equipa jovem mas de muito valor, que vai decerto continuar a brindar os amantes do desporto rei como o fez até ao jogo frente à República Checa. Falta apenas alterar mentalidades, ou este triste fado perdurará...

Referência final ao desenrolar da competição e uma constatação. Entre as grandes selecções restam apenas 2. Alemanha e Espanha. Sinal de equílibrio entre as selecções? Puro engano. Sinal de que os grandes jogadores são submetidos às maiores exigências durante uma época longa e não estão ao seu melhor nesta altura. Isto sem melindrar as restantes selecções e jogadores como Arshavin. Quem não conhecia o médio russo ficou decerto a conhecer...

terça-feira, 3 de junho de 2008

100 vezes Henry


Aos 30 anos e já num momento descendente da carreira, resultado de inúmeras lesões, o avançado internacional francês Thierry Henry chegou à 100ª internacionalização pela selecção gaulesa. Frente à Colômbia, no Stade de France (Paris), diante de 80.000 espectadores, Henry fez parte do 11 inicial e tornou-se no 6º jogador da história do futebol francês a conseguir este feito.

Começou cedo a carreira da estrela francesa. Em 1995 já brilhava no Mónaco, em 97 estreava-se pela selecção de França, onde hoje detém o recorde de golos (44). Depois de uma passgem frustrante pela Juventus, Henry descobriu a felicidade em Londres. No Arsenal (174 golos/254 jogos), tornou-se ídolo dos exigentes e apaixonados adeptos gunners e conquistou um lugar no futebol mundial. 2 ligas de Inglaterra, entre uma série de outros triunfos colectivos e individuais, justificaram a retirada da camisola 14 do clube britânico. Entre eles a nomeação de Pelé para os 100 melhores do mundo, onde por Portugal figuram Eusébio, Figo e Rui Costa.

No verão de 2007 aconteceu o que parecia impossível. Henry deixou o Emirates Stadium e rumou a Barcelona, mas a sua luz tarda em aparecer. Lesões em série atrasaram a sua afirmação no clube blaugrana e devolveram-lhe a frustração.

Actualmente, está concentrado na selecção francesa, onde conseguiu os seus maiores feitos. Vencedor do Campeonato do Mundo (1998) e da Europa (2000). O Euro 2008 tem todos os ingredientes para devolver o brilho à gazela gaulesa, que parte como uma das grandes favoritas à vitória final.

A Henry pede-se o mesmo de sempre, que seja igual a si próprio. Aquele jogador veloz e desconcertante que inventou uma nova forma de avançado. À esquerda, direita ou centro, tem tudo para espalhar magia na competição vindoura.