
Este 'mustang', como László Bölöni lhe chamou, tem vontade própria. Dias bons e dias maus, dependendo do tempo... Vamos falar de Ricardo Quaresma.
Em 2001, com apenas 17 anos, foi lançado às 'feras' no Sporting pelo citado técnico romeno, num encontro frente ao FC Porto. É caso para dizer que o destino estava traçado. Talento inquestionável, foi também apelidado de Harry Potter. Cedo despertou a cobiça dos grandes europeus.
Não espantou que chegasse ao Barcelona, apenas dois anos depois da sua estreia, e com um título de campeão nacional no currículo. Na Catalunha apagou-se, escondeu-se. Não se conseguiu adaptar. 22 jogos e apenas um golo. Voltou o apelo nacional. Incluído na transferência de Deco regressou a Portugal, mas desta vez para o FC Porto. Voltou o velho Quaresma, as assistências, os golos, a famosa 'trivela', os títulos... Voltou o sorriso.
Em três épocas na invicta coleccionou vitórias. E sempre como a figura maior. Entre elas três Ligas e a Taça Intercontinental (hoje Campeonato do Mundo de Clubes). Ainda jovem, voltou a despertar a cobiça dos grandes europeus. José Mourinho acreditou e levou-o consigo para o Inter de Milão, numa 'novela' que envolveu um braço-de-ferro até aos últimos momentos do mercado de trensferências do verão de 2008.
Fora de 'água', voltou a secar. Enredado no rigor táctico do futebol italiano não conseguiu deslumbrar, tendo mesmo recebido, mais do que uma vez, críticas públicas do técnico português. Diz-se por terras transalpinas que perdeu a confiança e entrou em ruptura com os adeptos nerazzurri.
Críticas essas que já vão longe, porque a esta hora já deve estar em Londres, para representar o Chelsea. Scolari também lhe dá uma oportunidade, também acredita. Resta saber se à terceira é de vez, e se Quaresma consegue afirmar-se no estrangeiro.