terça-feira, 7 de outubro de 2008

Engolidos no mar


No Estádio do Mar, em Matosinhos, começou melhor o Leixões. Mas a partir dos 15 minutos o Benfica assenhorou-se do jogo. Cresceu e chegou ao golo, através do inevitável Cardozo. O paraguaio já leva 3 golos no campeonato.

O início da segunda parte manteve a tendência. Uma linha média bem montada por Quique Flores e suportada por Yebda dentro das 4 linhas. Impressionante a capacidade fisica e técnica do franco-argelino resgatado ao campeonato francês, a custo zero. Muito interessante também a forma como este meio-campo benfiquista - a quatro jogadores - bascula no processo defensivo e ofensivo. Promete, sem duvida.

Quem não dormia era José Mota. Em 10 minutos, o técnico leixonense lançou 2 pedras em campo - José Manuel e Diogo Valente - e quase 'virou' o jogo. Avolomou-se o jogo pelas alas e o Benfica foi recuando até praticamente desaparecer da linha construtiva do jogo.

'Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura', lá dizem os antepassados. E com razão! Depois de tanta insistência, o Leixões chegou merecidamente ao empate, frente a um Benfica que, diminuido fisicamente, passou os últimos 30 minutos a 'treinar' teimosamente o processo defensivo.

No seguimento de um canto, Wesley marcou o golo do empate e o 4º da sua lista pessoal na temporada. Uma lista geral encabeçada pelo próprio. Quique Flores sai de Matosinhos sem razões para sorrir mas com um empate que se revelou um mal menor. Já José Mota, mantém o Leixões como uma das principais surpresas da Liga Sagres.

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