quinta-feira, 3 de julho de 2008

Onde páram os talentos?


No início de cada temporada de futebol, todas as equipas contratam e vendem jogadores. É a ópoca dos acertos no grupo de trabalho. Um 'outro' campeonato, jogado nos bastidores e que antecede as grandes competições que se avizinham.

A dança das contratações é limitada à bolsa de cada equipa de futebol. Nesta altura, as formações mais abastadas procuram os melhores entre os melhores. Se possível jogadores jovens mas já com uma maturidade competitiva acima da média. Jogadores que se imponham com facilidade.

Numa lógica de mercado desajustada e, fundamentalmente, mal distribuida, sobram para as restantes equipas outros nichos de mercado. Jogadores regulares mas consistentes, jogadores experientes e.... jovens promessas.

A foto do post ilustra bem o que acabo de escrever. Ronaldo, o avançado brasileiro catalogado como o Fenómeno, entrou na Europa não pela porta principal, mas para um clube renomado de um campeonato sem a expressão e a grandeza de Inglaterra, Espanha, Itália, ou mesmo Alemanha. No PSV Eindhoven (Holanda) teve tempo para se afirmar e a pressão adequada para explodir, acabando por se transferir para o poderoso Barcelona.

O jornal Record noticia hoje que o Benfica acaba de contratar a grande esperança do futebol uruguaio, Jonathan Urretavizcaya. Isto depois de na temporada passada ter adquirido os direitos desportivos de Freddy Adu (EUA) e Di Maria (Argentina), não esquecendo a promessa nacional Fábio Coentrão.

Vejamos um outro caso. O Sporting, como é público, contratou Postiga ao FC Porto. Contrapartidas para o FC Porto: compensação monetária e... Bruno Matias, uma das grandes promessas da equipa de juniores verde e branca, campeã nacional.

O futebol jovem é um mundo de fantasia, de promessas, sonho e glória. Mas é também um mundo obscuro, que incompreensivelmente acompanha o desenvolvimento da modalidade: o tráfico de jovens jogadores.

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