quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

'Os naturalizados'


Deco trouxe o tema de volta em 2003, aquando da sua estreia pela selecção portuguesa, precisamente frente ao país que o viu nascer, o Brasil. É o terceiro jogador brasileiro a representar a principal equipa lusa de futebol. Sob o comando do seleccionador Luiz Felipe Scolari, também brasileiro, Portugal estreou ainda Pepe, em 2007.

Uma questão polémica e que tem suscitado as mais diversas opiniões. Algumas legítimas, outras nem tanto. A verdade é que o preconceito ou a intransigência não tem sido suficientes para evitar que jogadores naturalizados vistam a camisola das quinas.

Agora sob o comando de Carlos Queiróz o tema volta a ressurgir, e com insistência. Qual lobby impressionante... E eis que Liedson e Paulo Assunção sao os nomes que se falam como senhores que se seguem. Confesso que a globalização não me assusta, muito menos esta situação. Apenas defendo o critério e o bom senso.

O primeira premissa refere-se à idade. Liedson completa 32 anos em Dezembro. Não colocando em causa a sua inquestionável qualidade, será que é este o avançado que a selecção precisa poara resolver todos os seus problemas? Paulo Assunção é um caso diferente. Conta com 28 anos e pode preencher um vazio deixado por Costinha e Petit.

Recentemente surgiram notícias, confirmadas pelos próprios, que voltam a beliscar a capacidade de liderança do actual seleccionador. Não bastam os resultados!? Então não é que Carlos Queiróz contactou pessoalmente os dois 'manos' brasileiros do Manchester United, Rafael e Fábio da Silva, para que optem pela selecção portuguesa.

Até cumprem a minha premissa principal. Mas vejamos. Não é a formação portuguesa reconhecida internacionalmente, e responsável, pela criação de grandes talentos? Não é Carlos Queiróz um treinador com bases na formação e para a formação? Esperamos que este não seja mais um tiro no pé.

Voltando aos naturalizados e ao seu rendimento, tanto Deco como Pepe representam mais valias inquestionáveis. Mas defendamos o critério meus senhores.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O contributo dos 'media'


No mediático mundo do futebol existem cinco elementos principais, responsáveis por toda a dinâmica do desporto-rei'. Clubes (dirigentes, treinadores e jogadores), adeptos, 'sponsors' e imprensa. Todos eles têm um papel activo. No entanto, alguns são mais decisivos do que outros.

Veja-se o caso dos jornalistas. São nos seus textos que milhares de portugueses colocam os olhos diariamente, 'nas suas rádios' que ouvem informação, e na televisão que acompanham o desenrolar dos mais variados eventos futebolísticos. Por isto e por todos os seus efeitos colaterais - para não falar em danos -, as mensagens dos jornalistas são fundamentais na criação de opinião.

No último sábado tive a oportunidade de ler uma crónica, num diário desportivo que não impora referenciar - até porque estou certo que os restantes analisaram da mesma forma -, sobre o empate do Benfica no Restelo, que, sendo extremamente realista, só focou o que de negativo aconteceu durante o jogo.

Pelo que tive oportunidade de assistir, tratou-se de um jogo emotivo, disputado até ao último minuto, e com golos!!!, o que até começa a ser raro nos dias que correm. A crónica só se referia a propósito da má qualidade do jogo e dos seus intervenientes, com a equipa de arbitragem em destaque pela negativa - mais uma vez.

É este tipo de cultura desportiva que queremos, ou devemos, incentivar? Uma cultura negativa e cinzenta, ao som do fado e da tão propalada 'crise'. Será que não aprendemos nada com as últimas eleições americanas? O que assistimos foi uma mensagem de positivismo, de esperança, e não de ficção, ou glamour.

Se queremos desenvolver o nosso futebol temos de destacar tudo o que fazemos de bom. Só assim conseguiremos trasnsportar o espírito da Premier league para o nosso país. Só assim o nosso futebol será fonte de etretenimento e não a feira de vaidades em que se transformou.

O nosso futebol não tem de ser um fado triste. Só tem de ser fado, na mais pura essência, naquilo que nos distingue.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Há dúvidas!

O mundo rendeu-se a Ronaldo.
Qual Messi, qual Kaká!

Ontem, Camões voltou a ser lembrado.
Ontem, os grandes feitos portugueses estiveram na ordem do dia.
Ontem, um menino madeirense que começou a dar pontapés na bola no clube Andorinha sagrou-se melhor jogador do mundo (Prémio atribuido pela FIFA) e colocou Portugal no centro de todas as atenções.
Ontem, ninguém se lembrou da 'crise'.
Ontem, até Pelé acertou nas suas previsões...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quando o mediatismo supera o desempenho

Os anos passam e a carreira encontra-se numa fase descendente. Mas David Beckman continua na ribalta como poucos. Desde que chegou a Milão, para representar o AC Milan por 3 meses, que a histeria está instalada nos media...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Golos no vermelho


Uma das últimas análises mostra que Portugal é um dos países com a média de golos mais baixa dos principais campeonatos europeus, com apenas 2,16 golos por jogo. À 13ª jornada apenas a Grécia conseguia um registo mais negativo. A lista é liderada pela Holanda (3,10 golos de média por jogo) e até Alemanha e Itália superam Portugal!

Muitas são as causas desta 'seca'. A qualidade de jogadores e treinadores, o futebol defensivo em demasia, egoísta e pequenino, mas também os árbitros.


Para exemplificar, relembro o ainda quente V. Guimarães Benfica para a Taça da Liga. Olegário Benquerença anulou três lances de golo eminente. Fora-de-jogo mal assinalado a Di Maria, quando este estava isolado, pénalti por assinalar por falta de Maxi Pereira, e falta injustamente assinalada a Suazo, quando este se encontrava na pequena área e com o guarda-redes pela frente. Resultado final: 2-0 para o Benfica. Mas feitas as contas o jogo poderia ter terminado com 5 golos! e não os 2 do costume...

Jogadores e treinadores defendem, adeptos 'desincentivam', árbitros também não ajudam. Vai muito mal o nosso futebol.

As previsões do 'Rei'

Pelé afirmou hoje que 'Kaká é melhor do que Ronaldo'.
Para nosso contentamento, as opiniões e previsões do 'Rei' raramente batem certo...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ricos e famosos, mas dignos

Carlos Kameni, guarda-redes camaronês do Espanhol de Barcelona, reage assim às críticas de um adepto...

O astro argentino do séc. XXI


Também é baixo, tem cabelos longos e olhar rebelde. Não é Diego Armando Maradona, mas é, seguramente, o jogador argentino que mais se aproxima das qualidades de el pibe. Nem Aimar nem Riquelme, apontados pelo próprio como sucessores do mítico 10, chegaram -atrevo-me a dizer - tão perto.

Falo-vos de Lionel Messi, a grande figura do FC Barcelona, com apenas 21 anos. O talento e uma doença levaram-no a cruzar o atlântico mais cedo do que era previsto. Com 13 anos, Messi foi acolhido no clube catalão para tratar a doença hormonal que impedia o seu crescimento normal. Tratamento esse que nenhuma equipa argentina queria, ou podia, suportar.

Estávamos em 2000. Depois de deslumbrar nas camadas jovens do Barça, estreou-se na equipa principal apenas 3 anos depois, com 16 anos, no amigável que serviu de inauguração do Estádio do Dragão, frente ao FC Porto. Seguiram-se anos de afirmação e conquistas. Entre outras, 2 Ligas de Espanha, 2 Taças de Espanha e 1 Liga dos Campeões. Na selecção alvi-celeste conquistou o Mundial sub-20 (2005) e os JO de Pequim (2008), ao lado do benfiquista Di Maria.

É, actualmente, o grande rival de Cristiano Ronaldo na luta pelo prémio da FIFA para o melhor do mundo. Este ano não deve levar a melhor ao português, mas será certamente consagrado num futuro próximo.

No intervalo das entregas de prémios, continua a deslumbrar. Ontem dizimou o Atlético Madrid, no Vicente Calderón, com um hat-trick. Na bancada, 'boquiaberto', estava Maradona, o seleccionador argentino.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Viva o luxo

Enquanto que por cá a anunciada recessão económica foi oficialmente anunciada, lá fora não há espaço para 'crises'. Nos emancipados Emirados Árabes Unidos os petrodólares sustentam a luxúria e proporcionam o surreal. Eis Rafael Nadal e Roger Federer. Os dois primeiros classificados, respectivamente, do ranking ATP do Ténis lançam o torneio oficial do Qatar num court de ténis improvisado numa plataforma marítima...