segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Euforia benfiquista esfria no 'Castelo'

Estaria eu a escrever este post se Cardozo tivesse feito golo no pénalti que o Benfica beneficiou na segunda parte do jogo em Guimarães? Tenho sérias dúvidas. A perder por 1-0 e reduzido a 10 unidades, o Vitória de Guimarães não iria de certeza reforçar o 'castelo' defensivo que se veio a verificar com a permanência do nulo.

E o que é que se veio a verificar exactamente? Precisamente aquilo que os simpatizantes do Benfica julgavam devidamente enterrado. O mau futebol da época passada, sob o comando do espanhol Quique Flores, para não referir o estado do futebol encarnado nos últimos 15 anos.

Por culpa e mérito do Vitória de Guimarães, que soube defender a inferioridade numérica recorrendo ao já famoso 'autocarro' que o Marítimo trouxe a semana passada para o Continente e que, pelos vistos, acabou por ficar por cá. Mas esta viatura avistada no 'berço' apresentava um upgrade bem perigoso e ainda não vislumbrado. Uma componente ofensiva venenosa. Uma nova faceta que colocou a defesa do Benfica em sentido. Luisão e Quim que o digam. Numa delas, só o poste salvou o Benfica de Jorge Jesus.

À excepção deste e de outro lance, só deu Benfica. Mas mais em quantidade do que em qualidade. A afunilar e a insistir pelo jogo pela esquerda e a perder-se na teia bem montada por Nelo Vingada, nunca conseguiu perfurar verdadeiramente a defesa local na segunda parte, algo que também só tinha acontecido por uma vez na primeira metade, numa brilhante jogada entre a dupla argentina Di Maria e Aimar, que isolado perante Nilson atirou ao lado.

A diferença, a meu ver, para o futebol da última época era apenas uma. A transpiração na ausência da inspiração. E foi já perto do fim que tocou o 'bombo'. Cruzamente de Fábio Coentrão na esquerda, para não variar, e golo de Ramires (na foto) bem no coração da área vimarenense. Sem oposição, o brasileiro revelou uma capacidade de impulsão até agora desconhecida e selou a vitória benfiquista, para gáudio dos muitos adeptos que se deslocaram ao Estádio D. Afonso Henriques.

JJ, como já é apelidado pela imprensa, atribuiu a fraca exibição do Benfica ao desgaste provocado pelo jogo europeu da última quinta-feira. Um factor que não explica tudo. Colocando o dedo na ferida, como é seu timbre, assumiu sem rodeios o subrendimento de elementos como Aimar, Saviola, Di Maria e Cardozo...

A Liga vai ainda na segunda jornada e já o Benfica levou duas lições para estudar. Não há jogos fáceis e as exigências da pré-época nada têm a ver com aquelas que aparecem quando o jogo é a 'doer'. Este Benfica tem que aprender a sofrer para ser campeão. Tem de aprender a lidar com a euforia dos adeptos e, mais ainda, a reagir perante eles na vitória e na derrota.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

De Kaká a Alonso passando pelo inevitável Ronaldo

A esperança renasceu em Madrid assim que Florentino Pérez anunciou que se iria recandidatar à presidência do Real Madrid, orfã desde Janeiro de 2009, depois das polémicas em que se viu envolvido o antigo presidente, Ramon Calderón, a contas com a justiça. A época decepconante ficava para trás e as 'manchetes' já faziam referência à veia despesista de Pérez, que anunciava a contratação das maiores estrelas do futebol mundial, à imagem do que realizou no consulado anterior.

Voltaram assim Los Galácticos. Sem surpresa, o milionário empresário da construção civil venceu as eleições e voltou a ocupar o pelouro. As promessas não cairam em saco roto e pouco tempo depois era apresentado Kaká, 'resgatado' ao AC Milan por 65M€. 'Não há impossíveis!', pensavam os adeptos merengues, mas também os amantes do mundo do futebol, tal era a capacidade da coisa. Seguiram-se Benzema (Lyon), Albiol (Valência), Arbeloa (Liverpool), Xabi Alonso (Liverpool), os menos conhecidos Garay, Granero e Negredo, além, claro, de Cristiano Ronaldo, principal protagonista daquela que seria a transferência mais cara e mediática da história do futebol.

O '7' português e do Manchester United custou nada menos que 94M€ e a sua apresentação, apadrinhada por Di Stefano e Eusébio!, foi realizada em pleno Santiago Barnabé, mítico recinto do Madrid, por 80 mil aficionados do futebol - desengane-se quem pensa que eram apenas adeptos do Real Madrid - para ouvir o melhor jogador do mundo dizer 'Hala Madrid'!

Tudo somado, incluindo os 3M€ pagos pelo técnico chileno Manuel Pellegrini ao Villareal, já foram gastos cerca de 260 milhões de Euros. Ou seja, em apenas um mês, mais coisa menos coisa, Florentino Pérez construiu uma equipa galáctica, à imagem da primeira era do cognome, que foi composta por jogadores como Figo, Zidane, Ronaldo, Owen e Beckham. Mas essa fornada demorou 5 anos a construir!

Uma fábrica de sonhos ofensiva com algumas carências no sector mais recuado, que Casillas até pode disfarçar. Mas esse disfarce pode não ser suficiente para enfrentar uma época longa e desgastante, cujo principal oponente é o todo-poderoso FC Barcelona, acabado de vencer a tripleta. Na Catalunha mantém-se a equipa base e, numa clara reacção de entusiasmo institucional ao investimento ávido dos merengues, foi contaratdo o avançado sueco Ibrahimovic ao Inter de José Mourinho. Uma resposta à altura, e um acréscimo de qualidade a uma equipa que vai continuar com Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e Henry, entre muitos outros. Uns já consagrados, outros vindos de uma cantera mágica, que não pára de verter talentos.

Postos os dados no tabuleiro de La Liga, o Real Madrid pode ter muito a perder esta época. Mas com um recheio de equipa como aquele que apresenta, também pode ter muito a ganhar. Para já uma vitória já Florentino Pérez conseguiu, o regresso da ilusion.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Holanda tem qualquer coisa de especial

Não seria o principio do fim, muito menos o fim do mundo. Mas uma derrota do Sporting ontem, frente ao Twente FC para a 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, podia colocar a nu muitas fragilidades para a nova época que ainda agora começou.

Aos 95 minutos os adeptos leoninos estavam de coração na mão. A exibição não entusiasmava e as oportunidades de golo não surgiam, de todo. Pouco por onde agarrar pois então, a não ser aquela noite mágica de 2005 em que Miguel Garcia virou herói.

Eis que Caicedo, acabado de entrar e determinado a inverter qualquer ligação trágica ao seu nome no final do jogo e nas manchetes dos 'desportivos' do dia seguinte, ganhou um canto. Enquanto todos se amontoavam na grande área da equipa holandesa, o guarda-redes Rui Patrício ergueu as mãos para o técnico Paulo Bento e pediu permissão para se juntar aos colegas no derradeiro esforço para conseguir o empate - a golos - que permitiria continuar a sonhar.

Rui nem teve tempo de se preparar. Ainda estava em corrida quando o canto foi apontado. Cabeceou a bola meio de lado mas o destino estava traçado. O defesa holandês fez o resto e colocou a bola dentro da sua baliza. 'Onde é que eu já vi isto?' Pensava o adepto sportinguista mais 'ferrenho'. E não é que já se viu mesmo? Ontem foi assim, novamente. E é por estes momentos que o futebol não deixa de nos surpreender, mesmo minado pelo marketing e pela especulação financeira.

Hoje, os holandeses não querem acreditar. Mas os sportinguitas também não. E por momentos até parece que está tudo bem. Mas não está. No playoff de acesso à Liga dos Campeões segue-se uma equipa ainda mais forte que o Twente. E Paulo Bento terá muito trabalho a fazer para não depender de milagres como o de ontem.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Robson pertencia à 'Velha Guarda'

Um Senhor, ou como se diz em terras britânicas, um Gentleman e um Sir, título com o qual seria distinguido em 2000. Era assim Bobby Robson, o ex treinador de Sporting e FC Porto, hoje falecido.

Na altura em que o manager inglês treinava em Portugal, eu era muito novo mas já seguia o futebol com o entusiasmo da idade. Dele recordo profissionalismo e cavalheirismo. Como era bom ouvir um treinador falar apenas de futebol nas conferências de imprensa que antecedem um jogo ou no final do mesmo. Sir Bobby Robson era assim. Na hora da vitória ou da derrota abordava a eficácia do ataque e da defesa. Inesquecivel o seu desabafo depois de um jogo no antigo Estádio da Luz no qual o Benfica venceu o FC Porto, beneficiando em muito da expulsão de Fernando Couto após agressão a Mozer. Foi mais ou menos assim que Robson sintetizou: 'Mozer 2, Fernando Couto 0'.

Com um percurso de jogador feito em Inglaterra, ao serviço do clube londrino Fulham, com uma passagem pelo meio pelo WBA, Bobby Robson alinhou também pela selecção inglesa nos mundiais de 1958 e 62. Como treinador passou por Inglaterra, Portugal, Espanha (Barcelona) e Holanda (PSV Eindhoven). Foi ainda, durante oito anos, seleccionador inglês e terminou a carreira no Newcastle United, cedendo ao cancro, a sua grande luta pós futebol e até ao final.

Entre vários títulos, Bobby Robson juntou-lhes o de mentor de Mourinho. Foi ao lado do inglês que José deu os primeiros passos na alta roda do futebol. Começou no Sporting e prolongou-se no FC Porto e no Barcelona, antes de abraçar a carreira separado do mestre.

Hoje o futebol fica mais pobre, mas também fica mais reconhecido. See you Robson.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mercado louco não dá tréguas nem a Mourinho

Quando se mudou para Milão, em Junho de 2008, José Mourinho estava longe de imaginar que estaria hoje a trabalhar no actual terceiro melhor campeonato do futebol europeu, cada vez mais longe do espanhol e do inglês. Não imaginava também que o todo poderoso Inter de Milão, tetra campeão itaiano, teria tantas dificuldades, económicas e desportivas, para ombrear com os colossos Manchester United, Chelsea, Barcelona e Real Madrid, entre outros.

Mas no entanto é esta a realidade do treinador português, arrisco-me a dizer, o melhor do mundo. Um facto que ficou comprovado ontem, quando perdeu o melhor jogador, Ibrahimovic, para o Barcelona, recebendo em troca Hleb por empréstimo e o todo problemático, mas incrivelmente bom jogador, Samuel Etoo. Para o Inter 'voam' ainda cerca de 50M€. Uma soma incrível, bem reveladora da diferença de 'pedalada' entre os dois históricos clubes.

Quando chegou a Londres para orientar o Chelsea Mourinho teve verba para escolher, não os melhores jogadores, mas aqueles que quisesse. Cinco anos volvidos contenta-se com os 'restos' dos outros. O problema agrava-se porque quem não se contenta com pouco é o presidente e dono do clube interista, Massimo Moratti. O 'chefe' já fez saber, após dois resultados menos conseguidos na pré-época (entre deles a derrota por 2-0 com o Chelsea), que não admite desculpas nem falhas. Quer a Liga dos Campeões!

Depois destas palavras, ou muito me engano ou Mourinho já não será o mesmo esta época. À imagem do que aconteceu depois das primeiras críticas do patrão Roman Abramovich, aquando da sua passagem por Stamford Bridge...

Em Londres havia pouco sol é certo, mas Mourinho tinha uma grande equipa, um campeonato emocionante e bem disputado - o melhor na minha opinião - e adeptos loucos por futebol. Enfim, todos os condimentos para apaixonar quem trabalha no futebol em terras de 'Sua Majestade'. Em Milão há sol e muita moda, mas dentro das quatro linhas resta-lhe a dureza de um campeonato obscenamente defensivo e a crítica da imprensa e dos colegas de profissão, com quem não tem tido uma relação fácil ao longo da carreira.

A não ser com Alex Ferguson. Um 'grande' senhor do futebol mundial. Talvez seja por isso que eles se entendem tão bem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Foi-se Lucho mas chegaram Saviola e Matias Fernández

Este título pode ter duas leitoras. Ou o futebol português está a perder valores de inquestionável qualidade, como Lucho Gonzáles e Lisandro López, ou então o FC Porto está a perder terreno face aos principais adversários.

Saviola (Benfica) e Matias Fernández (Sporting) são as novas vedetas dos grandes de Lisboa. Reforços de assinalável valor, com destaque para o novo benfiquista.

'El Conejo', como é apelidado Saviola, está habituado aos grandes palcos e aos grandes emblemas. River Plate, Barcelona, Mónaco, Sevilha e Real Madrid sao os seus anteriores clubes, numa carreira algo intermitente. À imagem de Aimar, que reencontra nove anos depois, pretende relançar a carreira em Portugal, jogando com regularidade num clube que lute por títulos. Tem duas vantagens em relação a 'El Mago'. É mais jovem e não tem um historial de lesões que possam assombrar a sua afirmação. Em forma, vai render muitos golos e levar gente ao(s) estádio(s).

Já Matias Fernández é ainda um jovem que busca afirmação na Europa depois de ter deslumbrado no Chile, onde é titularíssimo da selecção daquele país. Recrutado ao Villarreal de Espanha, tem características técnicas que o podem tornar num caso sério. O seu sucesso pode depender muito da posição em que actuar. Paulo Bento tem a palavra.

Em suma, dois reforços que trazem credibilidade e visibilidade à Liga portuguesa. O reverso da medalha operou-se a norte. O Porto acaba de perder duas referências para o campeonato francês, Lucho (Marselha) e Licha (Lyon). E atenção porque Bruno Alves pode ser o próximo...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vieira caminha triunfante para o 3º mandato

À hora em que me encontro a escrever este artigo já votaram cerca de 13 mil sócios para a presidência do Sport Lisboa e Benfica, naquela que é talvez as eleições mais conturbadas de sempre. Luís Filipe Vieira e Bruno Carvalho são os candidatos únicos. Lamentavelmente, no último mês discutiram mais um com o outro do que propriamente o Benfica.

Tudo começou de forma inquinada, logo a partir do momento em que a direcção de Luís Filipe Vieira decidiu demitir-se em bloco e provocar assim eleições antecipadas para hoje, 3 de Julho, e não para Outubro, como referem os estatutos. Resultado: duras críticas à democracia no Benfica e ao suposto 'apego ao poder' de Luís Filipe Vieira, acusado de manobrar a data das eleições e afastar a concorrência da possibilidade de se prepararem condignamnete para as eleições. A oposição fez-se representar em dois blocos: o 'Movimento Benfica Vencer Vencer' e Bruno Carvalho, representado hoje pela Lista B.

Depois do flop José Eduardo Moniz, o 'Movimento' decidiu abandonar a corrida, por não reunir condições nem tempo para preparar a candidatura. Emergiu Bruno Carvalho para uma corrida a dois, um rosto da oposição à actual direcção demissionária nos últimos tempos. Os trâmites legais da decisão de Vieira cedo foram colocados em causa e levados até ao final. Uma providência cautelar levada a cabo por Bruno Carvalho retirou legitimidade legal à lista de Vieira para as eleições. Vilarinho, o ainda apresidente da Mesa da Assembleia Geral, não desarmou e autorizou o presidente demissionário a avançar. Vieira também não se intimidou com a decisão judicial e manteve-se firme, apelando ainda ao voto em massa. Algo que se está a confirmar... Finalmente hoje, o Tribunal Cível considerou 'imprudente' a providência cautelar, ilibou a candidatura de Vieira e multou Bruno Carvalho em 190€!

É obra. Também hoje, o candidato da Lista B foi votar ao Estádio da Luz e foi vaiado pelos sócios benfiquistas, naquilo que considerou como uma ameaça intimidatória. Por outro lado, Luís Filipe Vieira chegou e saiu do recinto como vitorioso, 'levado ao colo' pelos associados, que parecem não ter dúvidas sobre quem eleger.

Durante a campanha, ambos cometerm erros graves, com destaque para Bruno Carvalho, que manifestou em cada aparição pública um forte desconhecimento da mentalidade benfiquista e incoerências fatais. Recordando algumas afirmações do próprio, foi mais ou menos isto. 'Jorge Jesus sairá do Benfica no dia seguinte à minha eleição, Carlos Azenha é o meu treinador, o melhor da sua geração'; 'Saviola veio passar férias para o Benfica'; 'Dadas as condições Jorge Jesus vai manter-se no cargo e Rui Costa será convidado para conselheiro do presidente, tal como Zidane no Real Madrid'. Tiros nos pés.

Vieira também o fez, referindo-se a Jesus como o melhor treinador português e prometendo vitórias atrás de vitórias. Um discurso popular mas que dá resultado. É um facto.

Não concordando com a forma como todo o processo foi conduzido, apenas um facto me deixa feliz. São os sócios que têm a legitimidade para decidir qual será o próximo presidente do Benfica. E essa pessoa será Luís Filipe Vieira, que, segundo palavras do próprio, vai agora poder dedicar-se em exclusivo ao projecto desportivo do Benfica.

Mas uma coisa é certa. Vieira não terá a mesma margem de manobra junto dos sócios como a teve nesta campanha. A nova época será decisiva.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A última carta de Vieira

Obra feita e recuperação da credibilidade bancária. São estas as grandes armas de Luís Fiipe Vieira para a sua segunda recandidatura à presidência do Sport Lisboa e Benfica. Nos últimos anos podemos juntar-lhe o sucesso com as camadas jovens e as modalidades.

Será esta a última oportunidade de Vieira acrescentar sucesso desportivo à fantástica recuperação das infraestruturas que protagonizou. Hoje o Benfica tem um estádio moderno e ao nível dos melhores do mundo, a que se junta um centro de treinos de alto rendimento. Mas os títulos escasseiam. Nos seis anos que já leva como presidente apenas se estreou na conquista das principais competições nacionais (1 Campeonato, 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça e 1 Taça da Liga). Manifestamente pouco, sobretudo para os exigentes adeptos benfiquistas, para quem investiu milhões em dezenas de jogadores, aos quais se soma um farto rol de treinadores.

E é esta instabilidade, traduzida em falta de liderança, que levou a que se tivessem perfilado, nos últimos meses, rostos de oposição ao reinado vigente. Farto de críticas e de acusações à sua direcção, pelo menos a avaliar pelas suas palavras, Vieira deu um murro na mesa e demitiu-se, assim como todos os órgãos sociais do clube. Uma decisão surpreendente e cujos valores éticos podem, e devem, ser colocados em causa. Mas não demoveu os principais opositores, e o Movimento Benfica, Vencer, Vencer e Bruno Carvalho, rosto do Porto Canal, vão avançar mesmo para candidaturas.


A demissão relâmpago levou a que fossem antecipadas as eleições de Outubro para 3 de Julho próximo. Uma data que afasta opositores, como José Veiga. Uma decisão surpreendente e que vai decerto deixar pouca, ou nehuma, margem de manobra a Luís Filipe Vieira para justificar um eventual mau desempenho do novo técnico, Jorge Jesus. É hoje apresentado e carrega desde já um pesado fardo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Há petróleo no Porto

Em esforço, com muta determinação e, claro, uma pontinha de sorte. Só assim se pode explicar que um ano tenha bastado a Aly Cissokho, de apenas 21 anos, para passar do FC Gueugnon (2ª divisão de França!) para um dos maiores clubes do mundo, o AC Milan. Pelo meio o aflito Vitória de Setúbal.

O esforço e a determinação atestam a qualidade e capacidade do jogador francês. A pontinha de sorte está relacionada com o facto de ter sido pescado no Sado pelo FC Porto, talvez o clube europeu com mais peso - em dinheiro e qualidade - ao nível das exportações. À premissa que afirma que qualquer treinador do FC Porto se arrisca a ser campeão eu junto uma outra, que diz que qualquer jogador do FC Porto se arrisca a conseguir contrato com um dos maiores clubes do mundo.

Sobretudo os seus defesas. Sem preparação, recordo-me de Vítor Baía, Fernando Couto, Paulo Ferreira, Pepe, e até de Nuno Valente e Ricardo Costa. Bruno Alves pode ser o senhor que se segue, num filão sem fim à vista. Ora veja-se. Nos últimos 15 anos, só na venda de defesas, o FC Porto acumulou 166M€! Cissokho rendeu 13,5m€.

Quem não tem conhecimento desta vertente até pode pensar que há petróleo na cidade Invicta. O estranho é que este encaixe, sem precedentes no futebol nacional, não tem expresão na comparação do passivo dos dragões com o dos restantes 'grandes'. Os números de Junho de 2009 dizem que o Benfica é o clube que acumula o maior passivo (150,6M€), logo seguido do FC Porto (144,8M€). O Sporting, neste campeonato, segue em terceiro, com 140,6M€.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cristiano Ronaldo já é 'Real'

Cristiano Ronaldo é assim. Mesmo depois de garantida a transferência para o Real Madrid pela quantia recorde de 94M€, o internacional português continuou a distribuir sorrisos por terras de 'Tio Sam' como se nada se passasse. O mundo do futebol enlouqueceu e ele permaneceu imperturbável, quer em Los Angeles - com a socialite Paris Hilton - quer em Las Vegas. Qual visionário que adivinha e aceita o que o futuro lhe reserva.

Depois de tudo vencer em Inglaterra, ao serviço do Manchester United, e de ter conquistado o título de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, faltava-lhe a coroa. Essa, só um clube lhe poderia oferecer: o Real Madrid. Agora já pode descansar, depois de dois anos de namoro.

Ao lado de estrelas como Kaká, Raúl, Casilhas e Robben, será ele o imperador dos merengues na próxima época, que pretendem romper com a hegemonia do Barcelona em terras de Espanha e voltar aos títulos. A tarefa não se adivinha fácil. Contra o estilo imperialista do 'regressado' Florentino Pérez, o Barcelona vai manter-se fiel a si próprio: romântico, apaixonado e pragmático, como Pep Guardiola, o seu treinador.

Vai ser bonito Ronaldo VS Messi. Mas contra as estrelas do Real já referidas, jogadores como Puyol, Iniesta e Xavi, entre outros e para além do 'Pulga', não vão desarmar facilmente. O campeonato espanhol vai voltar a ser o centro das atenções.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Florentino Pérez arrasa mercado

Na futebol, como na vida, tudo muda de um momento para o outro. Ao longo das décadas, o embrulho mantém-se (rectângulo relvado e duas balizas) mas o interior altera-se com frequência, renovando emoções, atracções e motivações. Numa altura de 'crise', as duas últimas épocas, principalmente, foram marcadas pela contenção de despesas e pelo debate de uma nova gestão económica para o futebol. Tectos salariais e a atribuição de um valor máximo para a transferência de jogadores são os temas mais importantes e em reflexão.

Até que reapareceu no seu seio Florentino Pérez. Esse mesmo que foi o responsável pela transição da expressão 'galácticos' para o futebol. Na primeira passagem pela liderança do Real Madrid, o dirigente começou a construir o seu dream team com a polémica contratação do português Luís Figo ao rival Barcelona, em 2000, até David Beckham, em 2003. Pelo meio Zinedine Zidane (2001), que ainda hoje perdura como a transferência mais cara de todos os tempos, e o 'Fenómeno' Ronaldo (2002).

Recentemente empossado como presidente do Real Madrid, Pérez não se deixou abater pela actual conjuntura económica e já resgatou Kaká ao AC Milan, pela quntia de 65M€. Como na era 'Galácticos', refugia-se no marketing e no merchandising para garantir o devido retorno financeiro para a instituição. Apresta-se agora para atacar David Villa (Valência), Ribery (Bayern Munique) e até... Cristiano Ronaldo (Man Utd). O clube inglês blindou o craque português nos 96M€. Mas com Pérez nunca se sabe... Aguarda-se um defeso agitado em Espanha.

Por essa Europa fora já foram muitos os milhões gastos. Diego (ex FC porto) custou 24,5M€ aos cofres da Juventus e Mario Gomez 30M€ ao Bayern Munique. Golpes de mercado que arrasam com a concorrência e colocam, mesmo em alturas dificeis, os principais países do futebol (Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha) na linha da frente para atacar os melhores, ou mais caros, jogadores do globo.

Escrevo uma última ressalva sobre a Lei Bosman. Permitiu, é certo, a livre circulação dos profissionais de futebol comunitários pela União Europeia. Mas, mal regulamentada, iniciou uma espiral de especulação económica sem limites, que tem centralizado o poder do futebol pelos países mais ricos, deixando à deriva os restantes, cada vez com mais e maiores dificuldades de ombrear com aqueles.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Síndrome uruguaio... ou síndrome encarnado


Depois do Cebola Cristian Rodriguez foi agora Álvaro Pereira. Ao que parece, o internacional uruguaio, e ao contrário do FC Cluj, tinha tudo acertado para se transferir para o Benfica. Mas eis que em quatro minutos tudo mudou e o lateral-esquerdo é agora jogador do FC Porto, onde vai concorrer com... Cissokho.

O facto de o Benfica ter perdido a corrida para mais um jogador não me parece estranho. Voltar a perder para o grande rival é que já é outra louça. Um hábito que começa a soar a perseguição e que pode mesmo tornar-se um síndrome psicológico. Mas o que é certo é que na época passada deu resultado. A ver vamos se a concorrência com o lateral francês vai resultar. Cissokho teve uma ascensão meteórica no clube e parece intocável. Será que o FC Porto investiu 4M€ numa alternativa...

Certo é que o Benfica parece já ter ultrapassado o síndrome uruguaio. Está agora, ao que o jornal A Bola garante, noivo do argentino Alberto Schaffer, que se define, nada mais nada menos, como uma espécie de Roberto Carlos. Para já é titular indiscutível no Racing Avellaneda depois de uma experiência frustrada nos suecos do IFK Gotemburgo.

Mas as comparações não se ficam por Schaffer, naquilo que parece, infelizmente, ser uma prática comum para os lados da Luz. Patric é considerado o novo Maicon brasileiro e Ramires o melhor do médio do Brasileirão...

Diz-me a experiência, nos últimos 20 anos, que a melhor fase dos benfiquistas é o defeso. As contratações são todas de classe mundial e vão devolver a glória ao Benfica, já na próxima época. O pior é mesmo depois. Mas com a esperança está o Benfica tranquilo. Essa, nem o FC Porto consegue 'roubar'!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para onde vais Benfica?

Sempre o Benfica. É em ti que penso quando vejo o FC Porto fazer a dobradinha em Portugal, o Barcelona arrecadar a tripleta em Espanha, o Inter vencer em Itália pela 4ª vez consecutiva, o Manchester pela 3ª em Inglaterra e por aí fora... Penso em ti pelas piores razões. Por não me dares motivos para festejar como o fazem os outros.

Hoje vejo-te numa encruzilhada desportiva, económica e de comunicação. E logo depois de mais uma época de promessas mil, aliada à contratação de estrelas sonantes, ou cópias das mesmas como diz Toni, e de um treinador bem referenciado.

Vences-te a Taça da Liga é certo, mosmo que o tenhas conseguido sem brilho. Mas foste muito pequeno na Taça UEFA, não surpreendendo que por lá te mantenhas na próxima época, decepcionas-te na Taça de Portugal e voltas-te a ficar a mais de 10 pontos do líder Porto na Liga portuguesa.

A época acabou e já foram anuncidos três reforços. Alguns jogadores já sairam, outros prometem virar novelas de defeso, como tantas outras do passado. Hoje temos um treinador, mas parece que amanhã já vamos ter outro. No entanto, nada parece claro, nada está definido.

Hoje, até a CMVM te adverte no que à tua conduta como Sociedade Anónima Desportiva diz respeito. Hoje, até já nos esquecemos que Rui Costa é , ou será que era, o nosso maestro com a camisola 10 vestida.

Para onde caminhas tu afinal? Queres dizer-nos?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Porto maduro


Ainda estou siderado com a exibição do FC Porto em Manchester na primeira-mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, edição 2008-2009. Sim, importa sublinhar esta data porque convém não esquecer um dos dias em que uma equipa portuguesa 'bateu o pé' a um dos mais conceituados clubes de futebol do mundo, ainda por cima no campo deste.

Qual Ronaldo, Rooney ou Tévez. Apenas consigo recordar-me de Cristian Rodriguez, dos até ali desconhecidos Fernando e Cissocko, e do golo de Mariano Gonzáles. Confesso que há algum tempo que nenhuma equipa nacional me entusiasmava tanto.


Mas afinal, quais são os segredos deste sucesso? Resguardo-me em estrutura, organização, ambição, competência e responsabilidade. Caso contrário não seria possível a esta equipa encontrar-se neste patamar. Olhando a factos, dstaco a política de contratações e, principalmente, a capacidade para retirar dos jogadores o melhor rendimento. Vejam-se os casos de Rolando, Fucile, Rodriguez, Hulk, e dos já referidos Fernando e Cissokho. Jovens jogadores que já olham de frente qualquer adversário dentro do campo. São eles o complemento perfeito dos 'patrões' Bruno Alves, Meireles, Lucho e Lisandro.

Depois de José Mourinho eis Jesualdo Ferreira a fazer sonhar. Contra todas as previsões, inclusive internas (convém não esquecer que o professor demorou a reunir consenso na cidade invicta, se é que já o conseguiu...), Jesualdo recolocou o Porto no patamar que o agora técnico do Inter o havia deixado. A capacidade de se bater com qualquer equipa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Inadaptado Quaresma


Este 'mustang', como László Bölöni lhe chamou, tem vontade própria. Dias bons e dias maus, dependendo do tempo...
Vamos falar de Ricardo Quaresma.

Em 2001, com apenas 17 anos, foi lançado às 'feras' no Sporting pelo citado técnico romeno, num encontro frente ao FC Porto. É caso para dizer que o destino estava traçado. Talento inquestionável, foi também apelidado de Harry Potter. Cedo despertou a cobiça dos grandes europeus.

Não espantou que chegasse ao Barcelona, apenas dois anos depois da sua estreia, e com um título de campeão nacional no currículo. Na Catalunha apagou-se, escondeu-se. Não se conseguiu adaptar. 22 jogos e apenas um golo. Voltou o apelo nacional. Incluído na transferência de Deco regressou a Portugal, mas desta vez para o FC Porto. Voltou o velho Quaresma, as assistências, os golos, a famosa 'trivela', os títulos... Voltou o sorriso.

Em três épocas na invicta coleccionou vitórias. E sempre como a figura maior. Entre elas três Ligas e a Taça Intercontinental (hoje Campeonato do Mundo de Clubes). Ainda jovem, voltou a despertar a cobiça dos grandes europeus. José Mourinho acreditou e levou-o consigo para o Inter de Milão, numa 'novela' que envolveu um braço-de-ferro até aos últimos momentos do mercado de trensferências do verão de 2008.

Fora de 'água', voltou a secar. Enredado no rigor táctico do futebol italiano não conseguiu deslumbrar, tendo mesmo recebido, mais do que uma vez, críticas públicas do técnico português. Diz-se por terras transalpinas que perdeu a confiança e entrou em ruptura com os adeptos nerazzurri.

Críticas essas que já vão longe, porque a esta hora já deve estar em Londres, para representar o Chelsea. Scolari também lhe dá uma oportunidade, também acredita. Resta saber se à terceira é de vez, e se Quaresma consegue afirmar-se no estrangeiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

'Os naturalizados'


Deco trouxe o tema de volta em 2003, aquando da sua estreia pela selecção portuguesa, precisamente frente ao país que o viu nascer, o Brasil. É o terceiro jogador brasileiro a representar a principal equipa lusa de futebol. Sob o comando do seleccionador Luiz Felipe Scolari, também brasileiro, Portugal estreou ainda Pepe, em 2007.

Uma questão polémica e que tem suscitado as mais diversas opiniões. Algumas legítimas, outras nem tanto. A verdade é que o preconceito ou a intransigência não tem sido suficientes para evitar que jogadores naturalizados vistam a camisola das quinas.

Agora sob o comando de Carlos Queiróz o tema volta a ressurgir, e com insistência. Qual lobby impressionante... E eis que Liedson e Paulo Assunção sao os nomes que se falam como senhores que se seguem. Confesso que a globalização não me assusta, muito menos esta situação. Apenas defendo o critério e o bom senso.

O primeira premissa refere-se à idade. Liedson completa 32 anos em Dezembro. Não colocando em causa a sua inquestionável qualidade, será que é este o avançado que a selecção precisa poara resolver todos os seus problemas? Paulo Assunção é um caso diferente. Conta com 28 anos e pode preencher um vazio deixado por Costinha e Petit.

Recentemente surgiram notícias, confirmadas pelos próprios, que voltam a beliscar a capacidade de liderança do actual seleccionador. Não bastam os resultados!? Então não é que Carlos Queiróz contactou pessoalmente os dois 'manos' brasileiros do Manchester United, Rafael e Fábio da Silva, para que optem pela selecção portuguesa.

Até cumprem a minha premissa principal. Mas vejamos. Não é a formação portuguesa reconhecida internacionalmente, e responsável, pela criação de grandes talentos? Não é Carlos Queiróz um treinador com bases na formação e para a formação? Esperamos que este não seja mais um tiro no pé.

Voltando aos naturalizados e ao seu rendimento, tanto Deco como Pepe representam mais valias inquestionáveis. Mas defendamos o critério meus senhores.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O contributo dos 'media'


No mediático mundo do futebol existem cinco elementos principais, responsáveis por toda a dinâmica do desporto-rei'. Clubes (dirigentes, treinadores e jogadores), adeptos, 'sponsors' e imprensa. Todos eles têm um papel activo. No entanto, alguns são mais decisivos do que outros.

Veja-se o caso dos jornalistas. São nos seus textos que milhares de portugueses colocam os olhos diariamente, 'nas suas rádios' que ouvem informação, e na televisão que acompanham o desenrolar dos mais variados eventos futebolísticos. Por isto e por todos os seus efeitos colaterais - para não falar em danos -, as mensagens dos jornalistas são fundamentais na criação de opinião.

No último sábado tive a oportunidade de ler uma crónica, num diário desportivo que não impora referenciar - até porque estou certo que os restantes analisaram da mesma forma -, sobre o empate do Benfica no Restelo, que, sendo extremamente realista, só focou o que de negativo aconteceu durante o jogo.

Pelo que tive oportunidade de assistir, tratou-se de um jogo emotivo, disputado até ao último minuto, e com golos!!!, o que até começa a ser raro nos dias que correm. A crónica só se referia a propósito da má qualidade do jogo e dos seus intervenientes, com a equipa de arbitragem em destaque pela negativa - mais uma vez.

É este tipo de cultura desportiva que queremos, ou devemos, incentivar? Uma cultura negativa e cinzenta, ao som do fado e da tão propalada 'crise'. Será que não aprendemos nada com as últimas eleições americanas? O que assistimos foi uma mensagem de positivismo, de esperança, e não de ficção, ou glamour.

Se queremos desenvolver o nosso futebol temos de destacar tudo o que fazemos de bom. Só assim conseguiremos trasnsportar o espírito da Premier league para o nosso país. Só assim o nosso futebol será fonte de etretenimento e não a feira de vaidades em que se transformou.

O nosso futebol não tem de ser um fado triste. Só tem de ser fado, na mais pura essência, naquilo que nos distingue.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Há dúvidas!

O mundo rendeu-se a Ronaldo.
Qual Messi, qual Kaká!

Ontem, Camões voltou a ser lembrado.
Ontem, os grandes feitos portugueses estiveram na ordem do dia.
Ontem, um menino madeirense que começou a dar pontapés na bola no clube Andorinha sagrou-se melhor jogador do mundo (Prémio atribuido pela FIFA) e colocou Portugal no centro de todas as atenções.
Ontem, ninguém se lembrou da 'crise'.
Ontem, até Pelé acertou nas suas previsões...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quando o mediatismo supera o desempenho

Os anos passam e a carreira encontra-se numa fase descendente. Mas David Beckman continua na ribalta como poucos. Desde que chegou a Milão, para representar o AC Milan por 3 meses, que a histeria está instalada nos media...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Golos no vermelho


Uma das últimas análises mostra que Portugal é um dos países com a média de golos mais baixa dos principais campeonatos europeus, com apenas 2,16 golos por jogo. À 13ª jornada apenas a Grécia conseguia um registo mais negativo. A lista é liderada pela Holanda (3,10 golos de média por jogo) e até Alemanha e Itália superam Portugal!

Muitas são as causas desta 'seca'. A qualidade de jogadores e treinadores, o futebol defensivo em demasia, egoísta e pequenino, mas também os árbitros.


Para exemplificar, relembro o ainda quente V. Guimarães Benfica para a Taça da Liga. Olegário Benquerença anulou três lances de golo eminente. Fora-de-jogo mal assinalado a Di Maria, quando este estava isolado, pénalti por assinalar por falta de Maxi Pereira, e falta injustamente assinalada a Suazo, quando este se encontrava na pequena área e com o guarda-redes pela frente. Resultado final: 2-0 para o Benfica. Mas feitas as contas o jogo poderia ter terminado com 5 golos! e não os 2 do costume...

Jogadores e treinadores defendem, adeptos 'desincentivam', árbitros também não ajudam. Vai muito mal o nosso futebol.

As previsões do 'Rei'

Pelé afirmou hoje que 'Kaká é melhor do que Ronaldo'.
Para nosso contentamento, as opiniões e previsões do 'Rei' raramente batem certo...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ricos e famosos, mas dignos

Carlos Kameni, guarda-redes camaronês do Espanhol de Barcelona, reage assim às críticas de um adepto...

O astro argentino do séc. XXI


Também é baixo, tem cabelos longos e olhar rebelde. Não é Diego Armando Maradona, mas é, seguramente, o jogador argentino que mais se aproxima das qualidades de el pibe. Nem Aimar nem Riquelme, apontados pelo próprio como sucessores do mítico 10, chegaram -atrevo-me a dizer - tão perto.

Falo-vos de Lionel Messi, a grande figura do FC Barcelona, com apenas 21 anos. O talento e uma doença levaram-no a cruzar o atlântico mais cedo do que era previsto. Com 13 anos, Messi foi acolhido no clube catalão para tratar a doença hormonal que impedia o seu crescimento normal. Tratamento esse que nenhuma equipa argentina queria, ou podia, suportar.

Estávamos em 2000. Depois de deslumbrar nas camadas jovens do Barça, estreou-se na equipa principal apenas 3 anos depois, com 16 anos, no amigável que serviu de inauguração do Estádio do Dragão, frente ao FC Porto. Seguiram-se anos de afirmação e conquistas. Entre outras, 2 Ligas de Espanha, 2 Taças de Espanha e 1 Liga dos Campeões. Na selecção alvi-celeste conquistou o Mundial sub-20 (2005) e os JO de Pequim (2008), ao lado do benfiquista Di Maria.

É, actualmente, o grande rival de Cristiano Ronaldo na luta pelo prémio da FIFA para o melhor do mundo. Este ano não deve levar a melhor ao português, mas será certamente consagrado num futuro próximo.

No intervalo das entregas de prémios, continua a deslumbrar. Ontem dizimou o Atlético Madrid, no Vicente Calderón, com um hat-trick. Na bancada, 'boquiaberto', estava Maradona, o seleccionador argentino.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Viva o luxo

Enquanto que por cá a anunciada recessão económica foi oficialmente anunciada, lá fora não há espaço para 'crises'. Nos emancipados Emirados Árabes Unidos os petrodólares sustentam a luxúria e proporcionam o surreal. Eis Rafael Nadal e Roger Federer. Os dois primeiros classificados, respectivamente, do ranking ATP do Ténis lançam o torneio oficial do Qatar num court de ténis improvisado numa plataforma marítima...