
No mediático mundo do futebol existem cinco elementos principais, responsáveis por toda a dinâmica do desporto-rei'. Clubes (dirigentes, treinadores e jogadores), adeptos, 'sponsors' e imprensa. Todos eles têm um papel activo. No entanto, alguns são mais decisivos do que outros.
Veja-se o caso dos jornalistas. São nos seus textos que milhares de portugueses colocam os olhos diariamente, 'nas suas rádios' que ouvem informação, e na televisão que acompanham o desenrolar dos mais variados eventos futebolísticos. Por isto e por todos os seus efeitos colaterais - para não falar em danos -, as mensagens dos jornalistas são fundamentais na criação de opinião.
No último sábado tive a oportunidade de ler uma crónica, num diário desportivo que não impora referenciar - até porque estou certo que os restantes analisaram da mesma forma -, sobre o empate do Benfica no Restelo, que, sendo extremamente realista, só focou o que de negativo aconteceu durante o jogo.
Pelo que tive oportunidade de assistir, tratou-se de um jogo emotivo, disputado até ao último minuto, e com golos!!!, o que até começa a ser raro nos dias que correm. A crónica só se referia a propósito da má qualidade do jogo e dos seus intervenientes, com a equipa de arbitragem em destaque pela negativa - mais uma vez.
É este tipo de cultura desportiva que queremos, ou devemos, incentivar? Uma cultura negativa e cinzenta, ao som do fado e da tão propalada 'crise'. Será que não aprendemos nada com as últimas eleições americanas? O que assistimos foi uma mensagem de positivismo, de esperança, e não de ficção, ou glamour.
Se queremos desenvolver o nosso futebol temos de destacar tudo o que fazemos de bom. Só assim conseguiremos trasnsportar o espírito da Premier league para o nosso país. Só assim o nosso futebol será fonte de etretenimento e não a feira de vaidades em que se transformou.
O nosso futebol não tem de ser um fado triste. Só tem de ser fado, na mais pura essência, naquilo que nos distingue.
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