quarta-feira, 7 de maio de 2008

Política de contratações (des)ajustada


Makukula reclama minutos de jogo, reclama utilização regular, reclama o estatuto que o custo da sua contratação (4 Milhões de Euros) lhe deveria proporcionar.

Não colocando em dúvida as qualidades do internacional português, ainda hoje me questiono sobre o porquê da sua contratação. Se já conta com Cardozo, necessita o Benfica de mais uma presença forte na área ou de um avançado móvel? A resposta parece-me óbvia depois da saída - não compensada - de Miccoli para o Palermo.

Este factor, por si só, evidencia o quanto é indispensável uma política de contratações forte, capaz de equilibrar o plantel, favorecendo o colectivo e os jogadores que o compõem. É nesta base que Rui Costa tem de começar a trabalhar. É necessário 'arrumar a casa'. Para já, Rúben Amorim está confirmado, Jorge Ribeiro bem encaminhado... mas não chega.

Importa segurar os jogadores mais importantes, como é o caso de Rodriguez, e fazer contratações criteriosas, que funcionem como uma mais valia para a equipa. Filipe Vieira tem a palavra e mais uma oportunidade para desviar de si os olhares cépticos que têm vindo a aumentar ao longo dos tempos.

"Só estou bem aqui é a jogar", afirmou Makukula! São estas manifestações de desagrado que uma política de contratações coerente tende a diminuir.

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