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O futebol é assim mesmo. As épocas começam com ilusão e terminam com indefinição. O futebol português não é excepção, veja-se o caso dos '3 grandes'.
Benfica inundado de dúvidas, à procura de si próprio, vivendo das glórias do passado e do descontentamento dos seus adeptos com o presente. Mais que desportivo, o problema é sobretudo estrutural. É necessário estabilidade e equílibrio em todas as secções do clube, isto se se pretende unir as facções. Identidade procura-se. Começo pelo treinador. Depois de Eriksson, são apontados agora nomes como Quique Flores, Laudrup e... Zico (anuncia hoje o Record). O espanhol parece-me o mais ajustado. Jovem, ambicioso e 'amante' da táctica, será o técnico ideal para um projecto de longa duração onde poderá inclusive desempenhar funções de manager, à boa moda britânica. Tudo em aberto. E pensando com optimismo pior que a última época afigura-se como impossível!
Veja-se o Sporting. Uma época aflitiva, bem à imagem do seu rival do outro lado da 2ª circular, que já mereceu honras neste post. à excepção dos factos. 2º lugar na Liga (acesso directo à Liga dos Campeões), vitórias na Taça e na Supertaça e final perdida na novel Taça de Liga. Resultado: 2 títulos e alma nova depois de derrotar o campeão FC Porto na final da Taça. No entanto, não sobram dores de cabeça a Paulo Bento. Longe de convencer os adeptos mais cépticos, bem como os intermédios, debate-se com as posíveis saídas de duas jóias da coroa (Moutinho e Veloso), a 'birra' (ainda não esclarecida) de Vukcevic e o pior de tudo: conseguir tornar o Sporting numa equipa consistente, regular. Isto significa passar a ser considerado um treinador de eleição e não o jovem técnico que abraçou a equipa em tempos de crise...
Derrotas frente ao Nacional em casa e na final da Taça. É este o cenário dos últimos 3 jogos oficiais do FC Porto. Depois de andar nas nuvens, Jesualdo voltou a descer à terra. O professor é aquele que se debate com menos problemas mas é também aquele que mais problemas poderá vir a ter. Passo a enumerar: 1º manter os principais jogadores (Lucho, Lisandro, Quaresma); 2º manter o nível competitivo e anímico depois de anos de vitórias; 3º chegar longe na Liga dos Campeões. Estes factores menos positivos não afastam a maior das verdades. O FC Porto tem neste momento a melhor equipa, assente numa estrutura organizada e de sucesso.
Indefinições são 'rabiscos' do futebol, fazem parte. As grandes equipas são aquelas que transformam indefinições em ambições, sujeitando-se à mudança não perdendo a liderança interna, utilizando esse valor para vingar no mundo do futebol.
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