
Deco trouxe o tema de volta em 2003, aquando da sua estreia pela selecção portuguesa, precisamente frente ao país que o viu nascer, o Brasil. É o terceiro jogador brasileiro a representar a principal equipa lusa de futebol. Sob o comando do seleccionador Luiz Felipe Scolari, também brasileiro, Portugal estreou ainda Pepe, em 2007.
Uma questão polémica e que tem suscitado as mais diversas opiniões. Algumas legítimas, outras nem tanto. A verdade é que o preconceito ou a intransigência não tem sido suficientes para evitar que jogadores naturalizados vistam a camisola das quinas.
Agora sob o comando de Carlos Queiróz o tema volta a ressurgir, e com insistência. Qual lobby impressionante... E eis que Liedson e Paulo Assunção sao os nomes que se falam como senhores que se seguem. Confesso que a globalização não me assusta, muito menos esta situação. Apenas defendo o critério e o bom senso.
O primeira premissa refere-se à idade. Liedson completa 32 anos em Dezembro. Não colocando em causa a sua inquestionável qualidade, será que é este o avançado que a selecção precisa poara resolver todos os seus problemas? Paulo Assunção é um caso diferente. Conta com 28 anos e pode preencher um vazio deixado por Costinha e Petit.
Recentemente surgiram notícias, confirmadas pelos próprios, que voltam a beliscar a capacidade de liderança do actual seleccionador. Não bastam os resultados!? Então não é que Carlos Queiróz contactou pessoalmente os dois 'manos' brasileiros do Manchester United, Rafael e Fábio da Silva, para que optem pela selecção portuguesa.
Até cumprem a minha premissa principal. Mas vejamos. Não é a formação portuguesa reconhecida internacionalmente, e responsável, pela criação de grandes talentos? Não é Carlos Queiróz um treinador com bases na formação e para a formação? Esperamos que este não seja mais um tiro no pé.
Voltando aos naturalizados e ao seu rendimento, tanto Deco como Pepe representam mais valias inquestionáveis. Mas defendamos o critério meus senhores.




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