terça-feira, 2 de setembro de 2008

A 'City ' de Robinho


Da Vila Belmiro para a 'City' de Manchester. É este o percurso descendente de um dos mais virtuosos jogadores brasileiros e do futebol moderno, de nome Robson de Souza, vulgo Robinho. O avançado internacional, famoso nos últimos tempos pelos seus dribles dentro do campo e pelas suas declarações menos próprias fora dele, exigia há muito a saída do Real Madrid e o ingresso no futebol inglês, mas... no Chelsea!

Pelo menos era isso que todos pensávamos. É importante analisar esta questão, numa altura em que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, utilizou a expressão escravatura para comentar o caso de Cristiano Ronaldo (ao que tudo indica o jogador português foi impedido pelo Manchester United de se transferir para o Real). Segundo Blatter, os jogadores não devem ficar reféns dos contratos.

Transferido do Santos há 3 anos, Robinho era uma das principais estrelas do colosso espanhol, mas isso não lhe bastava. Queria mais. Queria o Chelsea. Forçou a saída até ao limite do período de inscrições, acabando no Manchester City. É caso para perguntar o que pretendia Robinho afinal? Um contrato milionário? Um contrato milionário numa equipa com ambições desportivas? A resposta parece-me óbvia. Em Manchester o clube que luta todos os anos pelas principais competições nacionais e internacionais veste de vermelho.

O Manchester City veste de azul, é liderado pelo milionário tailandês Thaksin Shinawatra, terminou a última temporada em 9º, venceu por duas vezes o principal campeonato inglês, a última delas em 1967/68...

O talento de Robinho merecia mais.

1 comentário:

Dr. Pitagoras disse...

O talento de Robinho merecia mais, mas a cabeça certamente mereceria menos...hoje em dia o futebol cada vez mais se tornou um desporto de mercenários, longe vão os tempos do amor à camisola, em que os jogadores ficavam anos a fio no mesmo clube, porque era simplesmente o seu clube, aquele clube que os tinha acreditado neles, que lhes tinha possibilitado ser aquilo que eram hoje.
Basta recordamos os recentes casos que ocorreram no sporting: João Moutinho, o capitão de uma equipa que no final de um jogo, chamou deliberadamene os jornalistas para dizer que não era naquele clube que queria ficar, o clube que tudo lhe tinha, o clube no qual era herói, o clube que o tinha atribuído a braçadeira de capitão...todos nós temos direito de estar insatisfeitos no nosso trabalho, somente temos de saber falar na altura e no lugar certo, de manter a dignidade e respeitar quem nos paga, ao vir falar publicamente Moutinho colocou em causa toda uma estrutura e a ordem de um balneário.
cada vez hoje os jogadores querem mais e mais dinheiro, não importa onde, enfim é o futebol que temos...

P.S: não deixa de ser engraçado referir que Paulo Bento tantas vezes rigido na sua disciplina deixou passar em branco um caso destes, o que se coloca em causa a coerência da sua conduta.