segunda-feira, 5 de novembro de 2007

"Bem-vindos à Casa do Futebol"


Quando nos dirigimos ao fabuloso estádio do Arsenal, o Emirates Stadium, sabemos que vamos entrar na casa do futebol. É esta a imagem de marca dos "Gunners", é este o "slogan" associado ao clube desde sempre. Mais do que um clube, o Arsenal é actualmente um "nicho" no futebol britânico, resistindo aos milhões que acenam da América, Rússia e Ásia, e que já conquistaram as "outras" potências.

No início da época desenrolou-se uma história sem precedentes no "grande" da cidade de Londres. Sem Henry temia-se o pior, o abismo. Com um inicio de temporada fantástico, que lhe vale a liderança isolada, o Arsenal impôs-se por aquilo que lhe é mais genuino, pelo colectivo, traduzido na imagem dos seus fiéis adeptos, que enchem a cidade de vermelho sempre que há jogo em Arsenal (nome da estação de Metro do estádio, imposição de um antigo presidente).

Recheado de jovens valores e mantendo o espírito e os principios da sua fundação, o Arsenal apresenta uma equipa moderna e multicultural, liderada por um técnico francês de nome Arsène Wenger, cuja paixão e fidelidade ao clube do norte da capital escasseiam nos dias que correm. Nomes como Fabregas, van Persie, Abedayor e os adolescentes Walcott e Denilson, entre outros, já fazem parte do imaginário dos amantes do "desporto Rei" e prometem percorrer o mesmo percurso de glórias do passado, como Bergkamp, Ian Wright, Pires, Tony Adams...

Uma equipa jovem mas capaz de mobilizar os apaixonados adeptos ingleses, com capacidade e qualidade para trazer de volta os títulos de um passado bem recente... A maturadade e espírito de sacríficio demonstradas no empate frente ao Man Utd depois de recuperar de uma situação de desvantagem por duas vezes é reveladora e prometedora. 18 jogos depois, as tradicionais casas de apostas britânicas mobilizam-se e a questão impõe-se: Quem supera este Arsenal?

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