Não seria o principio do fim, muito menos o fim do mundo. Mas uma derrota do Sporting ontem, frente ao Twente FC para a 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, podia colocar a nu muitas fragilidades para a nova época que ainda agora começou.Aos 95 minutos os adeptos leoninos estavam de coração na mão. A exibição não entusiasmava e as oportunidades de golo não surgiam, de todo. Pouco por onde agarrar pois então, a não ser aquela noite mágica de 2005 em que Miguel Garcia virou herói.
Eis que Caicedo, acabado de entrar e determinado a inverter qualquer ligação trágica ao seu nome no final do jogo e nas manchetes dos 'desportivos' do dia seguinte, ganhou um canto. Enquanto todos se amontoavam na grande área da equipa holandesa, o guarda-redes Rui Patrício ergueu as mãos para o técnico Paulo Bento e pediu permissão para se juntar aos colegas no derradeiro esforço para conseguir o empate - a golos - que permitiria continuar a sonhar.
Rui nem teve tempo de se preparar. Ainda estava em corrida quando o canto foi apontado. Cabeceou a bola meio de lado mas o destino estava traçado. O defesa holandês fez o resto e colocou a bola dentro da sua baliza. 'Onde é que eu já vi isto?' Pensava o adepto sportinguista mais 'ferrenho'. E não é que já se viu mesmo? Ontem foi assim, novamente. E é por estes momentos que o futebol não deixa de nos surpreender, mesmo minado pelo marketing e pela especulação financeira.
Hoje, os holandeses não querem acreditar. Mas os sportinguitas também não. E por momentos até parece que está tudo bem. Mas não está. No playoff de acesso à Liga dos Campeões segue-se uma equipa ainda mais forte que o Twente. E Paulo Bento terá muito trabalho a fazer para não depender de milagres como o de ontem.
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