segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Euforia benfiquista esfria no 'Castelo'

Estaria eu a escrever este post se Cardozo tivesse feito golo no pénalti que o Benfica beneficiou na segunda parte do jogo em Guimarães? Tenho sérias dúvidas. A perder por 1-0 e reduzido a 10 unidades, o Vitória de Guimarães não iria de certeza reforçar o 'castelo' defensivo que se veio a verificar com a permanência do nulo.

E o que é que se veio a verificar exactamente? Precisamente aquilo que os simpatizantes do Benfica julgavam devidamente enterrado. O mau futebol da época passada, sob o comando do espanhol Quique Flores, para não referir o estado do futebol encarnado nos últimos 15 anos.

Por culpa e mérito do Vitória de Guimarães, que soube defender a inferioridade numérica recorrendo ao já famoso 'autocarro' que o Marítimo trouxe a semana passada para o Continente e que, pelos vistos, acabou por ficar por cá. Mas esta viatura avistada no 'berço' apresentava um upgrade bem perigoso e ainda não vislumbrado. Uma componente ofensiva venenosa. Uma nova faceta que colocou a defesa do Benfica em sentido. Luisão e Quim que o digam. Numa delas, só o poste salvou o Benfica de Jorge Jesus.

À excepção deste e de outro lance, só deu Benfica. Mas mais em quantidade do que em qualidade. A afunilar e a insistir pelo jogo pela esquerda e a perder-se na teia bem montada por Nelo Vingada, nunca conseguiu perfurar verdadeiramente a defesa local na segunda parte, algo que também só tinha acontecido por uma vez na primeira metade, numa brilhante jogada entre a dupla argentina Di Maria e Aimar, que isolado perante Nilson atirou ao lado.

A diferença, a meu ver, para o futebol da última época era apenas uma. A transpiração na ausência da inspiração. E foi já perto do fim que tocou o 'bombo'. Cruzamente de Fábio Coentrão na esquerda, para não variar, e golo de Ramires (na foto) bem no coração da área vimarenense. Sem oposição, o brasileiro revelou uma capacidade de impulsão até agora desconhecida e selou a vitória benfiquista, para gáudio dos muitos adeptos que se deslocaram ao Estádio D. Afonso Henriques.

JJ, como já é apelidado pela imprensa, atribuiu a fraca exibição do Benfica ao desgaste provocado pelo jogo europeu da última quinta-feira. Um factor que não explica tudo. Colocando o dedo na ferida, como é seu timbre, assumiu sem rodeios o subrendimento de elementos como Aimar, Saviola, Di Maria e Cardozo...

A Liga vai ainda na segunda jornada e já o Benfica levou duas lições para estudar. Não há jogos fáceis e as exigências da pré-época nada têm a ver com aquelas que aparecem quando o jogo é a 'doer'. Este Benfica tem que aprender a sofrer para ser campeão. Tem de aprender a lidar com a euforia dos adeptos e, mais ainda, a reagir perante eles na vitória e na derrota.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

De Kaká a Alonso passando pelo inevitável Ronaldo

A esperança renasceu em Madrid assim que Florentino Pérez anunciou que se iria recandidatar à presidência do Real Madrid, orfã desde Janeiro de 2009, depois das polémicas em que se viu envolvido o antigo presidente, Ramon Calderón, a contas com a justiça. A época decepconante ficava para trás e as 'manchetes' já faziam referência à veia despesista de Pérez, que anunciava a contratação das maiores estrelas do futebol mundial, à imagem do que realizou no consulado anterior.

Voltaram assim Los Galácticos. Sem surpresa, o milionário empresário da construção civil venceu as eleições e voltou a ocupar o pelouro. As promessas não cairam em saco roto e pouco tempo depois era apresentado Kaká, 'resgatado' ao AC Milan por 65M€. 'Não há impossíveis!', pensavam os adeptos merengues, mas também os amantes do mundo do futebol, tal era a capacidade da coisa. Seguiram-se Benzema (Lyon), Albiol (Valência), Arbeloa (Liverpool), Xabi Alonso (Liverpool), os menos conhecidos Garay, Granero e Negredo, além, claro, de Cristiano Ronaldo, principal protagonista daquela que seria a transferência mais cara e mediática da história do futebol.

O '7' português e do Manchester United custou nada menos que 94M€ e a sua apresentação, apadrinhada por Di Stefano e Eusébio!, foi realizada em pleno Santiago Barnabé, mítico recinto do Madrid, por 80 mil aficionados do futebol - desengane-se quem pensa que eram apenas adeptos do Real Madrid - para ouvir o melhor jogador do mundo dizer 'Hala Madrid'!

Tudo somado, incluindo os 3M€ pagos pelo técnico chileno Manuel Pellegrini ao Villareal, já foram gastos cerca de 260 milhões de Euros. Ou seja, em apenas um mês, mais coisa menos coisa, Florentino Pérez construiu uma equipa galáctica, à imagem da primeira era do cognome, que foi composta por jogadores como Figo, Zidane, Ronaldo, Owen e Beckham. Mas essa fornada demorou 5 anos a construir!

Uma fábrica de sonhos ofensiva com algumas carências no sector mais recuado, que Casillas até pode disfarçar. Mas esse disfarce pode não ser suficiente para enfrentar uma época longa e desgastante, cujo principal oponente é o todo-poderoso FC Barcelona, acabado de vencer a tripleta. Na Catalunha mantém-se a equipa base e, numa clara reacção de entusiasmo institucional ao investimento ávido dos merengues, foi contaratdo o avançado sueco Ibrahimovic ao Inter de José Mourinho. Uma resposta à altura, e um acréscimo de qualidade a uma equipa que vai continuar com Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e Henry, entre muitos outros. Uns já consagrados, outros vindos de uma cantera mágica, que não pára de verter talentos.

Postos os dados no tabuleiro de La Liga, o Real Madrid pode ter muito a perder esta época. Mas com um recheio de equipa como aquele que apresenta, também pode ter muito a ganhar. Para já uma vitória já Florentino Pérez conseguiu, o regresso da ilusion.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Holanda tem qualquer coisa de especial

Não seria o principio do fim, muito menos o fim do mundo. Mas uma derrota do Sporting ontem, frente ao Twente FC para a 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, podia colocar a nu muitas fragilidades para a nova época que ainda agora começou.

Aos 95 minutos os adeptos leoninos estavam de coração na mão. A exibição não entusiasmava e as oportunidades de golo não surgiam, de todo. Pouco por onde agarrar pois então, a não ser aquela noite mágica de 2005 em que Miguel Garcia virou herói.

Eis que Caicedo, acabado de entrar e determinado a inverter qualquer ligação trágica ao seu nome no final do jogo e nas manchetes dos 'desportivos' do dia seguinte, ganhou um canto. Enquanto todos se amontoavam na grande área da equipa holandesa, o guarda-redes Rui Patrício ergueu as mãos para o técnico Paulo Bento e pediu permissão para se juntar aos colegas no derradeiro esforço para conseguir o empate - a golos - que permitiria continuar a sonhar.

Rui nem teve tempo de se preparar. Ainda estava em corrida quando o canto foi apontado. Cabeceou a bola meio de lado mas o destino estava traçado. O defesa holandês fez o resto e colocou a bola dentro da sua baliza. 'Onde é que eu já vi isto?' Pensava o adepto sportinguista mais 'ferrenho'. E não é que já se viu mesmo? Ontem foi assim, novamente. E é por estes momentos que o futebol não deixa de nos surpreender, mesmo minado pelo marketing e pela especulação financeira.

Hoje, os holandeses não querem acreditar. Mas os sportinguitas também não. E por momentos até parece que está tudo bem. Mas não está. No playoff de acesso à Liga dos Campeões segue-se uma equipa ainda mais forte que o Twente. E Paulo Bento terá muito trabalho a fazer para não depender de milagres como o de ontem.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Robson pertencia à 'Velha Guarda'

Um Senhor, ou como se diz em terras britânicas, um Gentleman e um Sir, título com o qual seria distinguido em 2000. Era assim Bobby Robson, o ex treinador de Sporting e FC Porto, hoje falecido.

Na altura em que o manager inglês treinava em Portugal, eu era muito novo mas já seguia o futebol com o entusiasmo da idade. Dele recordo profissionalismo e cavalheirismo. Como era bom ouvir um treinador falar apenas de futebol nas conferências de imprensa que antecedem um jogo ou no final do mesmo. Sir Bobby Robson era assim. Na hora da vitória ou da derrota abordava a eficácia do ataque e da defesa. Inesquecivel o seu desabafo depois de um jogo no antigo Estádio da Luz no qual o Benfica venceu o FC Porto, beneficiando em muito da expulsão de Fernando Couto após agressão a Mozer. Foi mais ou menos assim que Robson sintetizou: 'Mozer 2, Fernando Couto 0'.

Com um percurso de jogador feito em Inglaterra, ao serviço do clube londrino Fulham, com uma passagem pelo meio pelo WBA, Bobby Robson alinhou também pela selecção inglesa nos mundiais de 1958 e 62. Como treinador passou por Inglaterra, Portugal, Espanha (Barcelona) e Holanda (PSV Eindhoven). Foi ainda, durante oito anos, seleccionador inglês e terminou a carreira no Newcastle United, cedendo ao cancro, a sua grande luta pós futebol e até ao final.

Entre vários títulos, Bobby Robson juntou-lhes o de mentor de Mourinho. Foi ao lado do inglês que José deu os primeiros passos na alta roda do futebol. Começou no Sporting e prolongou-se no FC Porto e no Barcelona, antes de abraçar a carreira separado do mestre.

Hoje o futebol fica mais pobre, mas também fica mais reconhecido. See you Robson.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mercado louco não dá tréguas nem a Mourinho

Quando se mudou para Milão, em Junho de 2008, José Mourinho estava longe de imaginar que estaria hoje a trabalhar no actual terceiro melhor campeonato do futebol europeu, cada vez mais longe do espanhol e do inglês. Não imaginava também que o todo poderoso Inter de Milão, tetra campeão itaiano, teria tantas dificuldades, económicas e desportivas, para ombrear com os colossos Manchester United, Chelsea, Barcelona e Real Madrid, entre outros.

Mas no entanto é esta a realidade do treinador português, arrisco-me a dizer, o melhor do mundo. Um facto que ficou comprovado ontem, quando perdeu o melhor jogador, Ibrahimovic, para o Barcelona, recebendo em troca Hleb por empréstimo e o todo problemático, mas incrivelmente bom jogador, Samuel Etoo. Para o Inter 'voam' ainda cerca de 50M€. Uma soma incrível, bem reveladora da diferença de 'pedalada' entre os dois históricos clubes.

Quando chegou a Londres para orientar o Chelsea Mourinho teve verba para escolher, não os melhores jogadores, mas aqueles que quisesse. Cinco anos volvidos contenta-se com os 'restos' dos outros. O problema agrava-se porque quem não se contenta com pouco é o presidente e dono do clube interista, Massimo Moratti. O 'chefe' já fez saber, após dois resultados menos conseguidos na pré-época (entre deles a derrota por 2-0 com o Chelsea), que não admite desculpas nem falhas. Quer a Liga dos Campeões!

Depois destas palavras, ou muito me engano ou Mourinho já não será o mesmo esta época. À imagem do que aconteceu depois das primeiras críticas do patrão Roman Abramovich, aquando da sua passagem por Stamford Bridge...

Em Londres havia pouco sol é certo, mas Mourinho tinha uma grande equipa, um campeonato emocionante e bem disputado - o melhor na minha opinião - e adeptos loucos por futebol. Enfim, todos os condimentos para apaixonar quem trabalha no futebol em terras de 'Sua Majestade'. Em Milão há sol e muita moda, mas dentro das quatro linhas resta-lhe a dureza de um campeonato obscenamente defensivo e a crítica da imprensa e dos colegas de profissão, com quem não tem tido uma relação fácil ao longo da carreira.

A não ser com Alex Ferguson. Um 'grande' senhor do futebol mundial. Talvez seja por isso que eles se entendem tão bem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Foi-se Lucho mas chegaram Saviola e Matias Fernández

Este título pode ter duas leitoras. Ou o futebol português está a perder valores de inquestionável qualidade, como Lucho Gonzáles e Lisandro López, ou então o FC Porto está a perder terreno face aos principais adversários.

Saviola (Benfica) e Matias Fernández (Sporting) são as novas vedetas dos grandes de Lisboa. Reforços de assinalável valor, com destaque para o novo benfiquista.

'El Conejo', como é apelidado Saviola, está habituado aos grandes palcos e aos grandes emblemas. River Plate, Barcelona, Mónaco, Sevilha e Real Madrid sao os seus anteriores clubes, numa carreira algo intermitente. À imagem de Aimar, que reencontra nove anos depois, pretende relançar a carreira em Portugal, jogando com regularidade num clube que lute por títulos. Tem duas vantagens em relação a 'El Mago'. É mais jovem e não tem um historial de lesões que possam assombrar a sua afirmação. Em forma, vai render muitos golos e levar gente ao(s) estádio(s).

Já Matias Fernández é ainda um jovem que busca afirmação na Europa depois de ter deslumbrado no Chile, onde é titularíssimo da selecção daquele país. Recrutado ao Villarreal de Espanha, tem características técnicas que o podem tornar num caso sério. O seu sucesso pode depender muito da posição em que actuar. Paulo Bento tem a palavra.

Em suma, dois reforços que trazem credibilidade e visibilidade à Liga portuguesa. O reverso da medalha operou-se a norte. O Porto acaba de perder duas referências para o campeonato francês, Lucho (Marselha) e Licha (Lyon). E atenção porque Bruno Alves pode ser o próximo...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Vieira caminha triunfante para o 3º mandato

À hora em que me encontro a escrever este artigo já votaram cerca de 13 mil sócios para a presidência do Sport Lisboa e Benfica, naquela que é talvez as eleições mais conturbadas de sempre. Luís Filipe Vieira e Bruno Carvalho são os candidatos únicos. Lamentavelmente, no último mês discutiram mais um com o outro do que propriamente o Benfica.

Tudo começou de forma inquinada, logo a partir do momento em que a direcção de Luís Filipe Vieira decidiu demitir-se em bloco e provocar assim eleições antecipadas para hoje, 3 de Julho, e não para Outubro, como referem os estatutos. Resultado: duras críticas à democracia no Benfica e ao suposto 'apego ao poder' de Luís Filipe Vieira, acusado de manobrar a data das eleições e afastar a concorrência da possibilidade de se prepararem condignamnete para as eleições. A oposição fez-se representar em dois blocos: o 'Movimento Benfica Vencer Vencer' e Bruno Carvalho, representado hoje pela Lista B.

Depois do flop José Eduardo Moniz, o 'Movimento' decidiu abandonar a corrida, por não reunir condições nem tempo para preparar a candidatura. Emergiu Bruno Carvalho para uma corrida a dois, um rosto da oposição à actual direcção demissionária nos últimos tempos. Os trâmites legais da decisão de Vieira cedo foram colocados em causa e levados até ao final. Uma providência cautelar levada a cabo por Bruno Carvalho retirou legitimidade legal à lista de Vieira para as eleições. Vilarinho, o ainda apresidente da Mesa da Assembleia Geral, não desarmou e autorizou o presidente demissionário a avançar. Vieira também não se intimidou com a decisão judicial e manteve-se firme, apelando ainda ao voto em massa. Algo que se está a confirmar... Finalmente hoje, o Tribunal Cível considerou 'imprudente' a providência cautelar, ilibou a candidatura de Vieira e multou Bruno Carvalho em 190€!

É obra. Também hoje, o candidato da Lista B foi votar ao Estádio da Luz e foi vaiado pelos sócios benfiquistas, naquilo que considerou como uma ameaça intimidatória. Por outro lado, Luís Filipe Vieira chegou e saiu do recinto como vitorioso, 'levado ao colo' pelos associados, que parecem não ter dúvidas sobre quem eleger.

Durante a campanha, ambos cometerm erros graves, com destaque para Bruno Carvalho, que manifestou em cada aparição pública um forte desconhecimento da mentalidade benfiquista e incoerências fatais. Recordando algumas afirmações do próprio, foi mais ou menos isto. 'Jorge Jesus sairá do Benfica no dia seguinte à minha eleição, Carlos Azenha é o meu treinador, o melhor da sua geração'; 'Saviola veio passar férias para o Benfica'; 'Dadas as condições Jorge Jesus vai manter-se no cargo e Rui Costa será convidado para conselheiro do presidente, tal como Zidane no Real Madrid'. Tiros nos pés.

Vieira também o fez, referindo-se a Jesus como o melhor treinador português e prometendo vitórias atrás de vitórias. Um discurso popular mas que dá resultado. É um facto.

Não concordando com a forma como todo o processo foi conduzido, apenas um facto me deixa feliz. São os sócios que têm a legitimidade para decidir qual será o próximo presidente do Benfica. E essa pessoa será Luís Filipe Vieira, que, segundo palavras do próprio, vai agora poder dedicar-se em exclusivo ao projecto desportivo do Benfica.

Mas uma coisa é certa. Vieira não terá a mesma margem de manobra junto dos sócios como a teve nesta campanha. A nova época será decisiva.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A última carta de Vieira

Obra feita e recuperação da credibilidade bancária. São estas as grandes armas de Luís Fiipe Vieira para a sua segunda recandidatura à presidência do Sport Lisboa e Benfica. Nos últimos anos podemos juntar-lhe o sucesso com as camadas jovens e as modalidades.

Será esta a última oportunidade de Vieira acrescentar sucesso desportivo à fantástica recuperação das infraestruturas que protagonizou. Hoje o Benfica tem um estádio moderno e ao nível dos melhores do mundo, a que se junta um centro de treinos de alto rendimento. Mas os títulos escasseiam. Nos seis anos que já leva como presidente apenas se estreou na conquista das principais competições nacionais (1 Campeonato, 1 Taça de Portugal, 1 Supertaça e 1 Taça da Liga). Manifestamente pouco, sobretudo para os exigentes adeptos benfiquistas, para quem investiu milhões em dezenas de jogadores, aos quais se soma um farto rol de treinadores.

E é esta instabilidade, traduzida em falta de liderança, que levou a que se tivessem perfilado, nos últimos meses, rostos de oposição ao reinado vigente. Farto de críticas e de acusações à sua direcção, pelo menos a avaliar pelas suas palavras, Vieira deu um murro na mesa e demitiu-se, assim como todos os órgãos sociais do clube. Uma decisão surpreendente e cujos valores éticos podem, e devem, ser colocados em causa. Mas não demoveu os principais opositores, e o Movimento Benfica, Vencer, Vencer e Bruno Carvalho, rosto do Porto Canal, vão avançar mesmo para candidaturas.


A demissão relâmpago levou a que fossem antecipadas as eleições de Outubro para 3 de Julho próximo. Uma data que afasta opositores, como José Veiga. Uma decisão surpreendente e que vai decerto deixar pouca, ou nehuma, margem de manobra a Luís Filipe Vieira para justificar um eventual mau desempenho do novo técnico, Jorge Jesus. É hoje apresentado e carrega desde já um pesado fardo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Há petróleo no Porto

Em esforço, com muta determinação e, claro, uma pontinha de sorte. Só assim se pode explicar que um ano tenha bastado a Aly Cissokho, de apenas 21 anos, para passar do FC Gueugnon (2ª divisão de França!) para um dos maiores clubes do mundo, o AC Milan. Pelo meio o aflito Vitória de Setúbal.

O esforço e a determinação atestam a qualidade e capacidade do jogador francês. A pontinha de sorte está relacionada com o facto de ter sido pescado no Sado pelo FC Porto, talvez o clube europeu com mais peso - em dinheiro e qualidade - ao nível das exportações. À premissa que afirma que qualquer treinador do FC Porto se arrisca a ser campeão eu junto uma outra, que diz que qualquer jogador do FC Porto se arrisca a conseguir contrato com um dos maiores clubes do mundo.

Sobretudo os seus defesas. Sem preparação, recordo-me de Vítor Baía, Fernando Couto, Paulo Ferreira, Pepe, e até de Nuno Valente e Ricardo Costa. Bruno Alves pode ser o senhor que se segue, num filão sem fim à vista. Ora veja-se. Nos últimos 15 anos, só na venda de defesas, o FC Porto acumulou 166M€! Cissokho rendeu 13,5m€.

Quem não tem conhecimento desta vertente até pode pensar que há petróleo na cidade Invicta. O estranho é que este encaixe, sem precedentes no futebol nacional, não tem expresão na comparação do passivo dos dragões com o dos restantes 'grandes'. Os números de Junho de 2009 dizem que o Benfica é o clube que acumula o maior passivo (150,6M€), logo seguido do FC Porto (144,8M€). O Sporting, neste campeonato, segue em terceiro, com 140,6M€.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cristiano Ronaldo já é 'Real'

Cristiano Ronaldo é assim. Mesmo depois de garantida a transferência para o Real Madrid pela quantia recorde de 94M€, o internacional português continuou a distribuir sorrisos por terras de 'Tio Sam' como se nada se passasse. O mundo do futebol enlouqueceu e ele permaneceu imperturbável, quer em Los Angeles - com a socialite Paris Hilton - quer em Las Vegas. Qual visionário que adivinha e aceita o que o futuro lhe reserva.

Depois de tudo vencer em Inglaterra, ao serviço do Manchester United, e de ter conquistado o título de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, faltava-lhe a coroa. Essa, só um clube lhe poderia oferecer: o Real Madrid. Agora já pode descansar, depois de dois anos de namoro.

Ao lado de estrelas como Kaká, Raúl, Casilhas e Robben, será ele o imperador dos merengues na próxima época, que pretendem romper com a hegemonia do Barcelona em terras de Espanha e voltar aos títulos. A tarefa não se adivinha fácil. Contra o estilo imperialista do 'regressado' Florentino Pérez, o Barcelona vai manter-se fiel a si próprio: romântico, apaixonado e pragmático, como Pep Guardiola, o seu treinador.

Vai ser bonito Ronaldo VS Messi. Mas contra as estrelas do Real já referidas, jogadores como Puyol, Iniesta e Xavi, entre outros e para além do 'Pulga', não vão desarmar facilmente. O campeonato espanhol vai voltar a ser o centro das atenções.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Florentino Pérez arrasa mercado

Na futebol, como na vida, tudo muda de um momento para o outro. Ao longo das décadas, o embrulho mantém-se (rectângulo relvado e duas balizas) mas o interior altera-se com frequência, renovando emoções, atracções e motivações. Numa altura de 'crise', as duas últimas épocas, principalmente, foram marcadas pela contenção de despesas e pelo debate de uma nova gestão económica para o futebol. Tectos salariais e a atribuição de um valor máximo para a transferência de jogadores são os temas mais importantes e em reflexão.

Até que reapareceu no seu seio Florentino Pérez. Esse mesmo que foi o responsável pela transição da expressão 'galácticos' para o futebol. Na primeira passagem pela liderança do Real Madrid, o dirigente começou a construir o seu dream team com a polémica contratação do português Luís Figo ao rival Barcelona, em 2000, até David Beckham, em 2003. Pelo meio Zinedine Zidane (2001), que ainda hoje perdura como a transferência mais cara de todos os tempos, e o 'Fenómeno' Ronaldo (2002).

Recentemente empossado como presidente do Real Madrid, Pérez não se deixou abater pela actual conjuntura económica e já resgatou Kaká ao AC Milan, pela quntia de 65M€. Como na era 'Galácticos', refugia-se no marketing e no merchandising para garantir o devido retorno financeiro para a instituição. Apresta-se agora para atacar David Villa (Valência), Ribery (Bayern Munique) e até... Cristiano Ronaldo (Man Utd). O clube inglês blindou o craque português nos 96M€. Mas com Pérez nunca se sabe... Aguarda-se um defeso agitado em Espanha.

Por essa Europa fora já foram muitos os milhões gastos. Diego (ex FC porto) custou 24,5M€ aos cofres da Juventus e Mario Gomez 30M€ ao Bayern Munique. Golpes de mercado que arrasam com a concorrência e colocam, mesmo em alturas dificeis, os principais países do futebol (Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha) na linha da frente para atacar os melhores, ou mais caros, jogadores do globo.

Escrevo uma última ressalva sobre a Lei Bosman. Permitiu, é certo, a livre circulação dos profissionais de futebol comunitários pela União Europeia. Mas, mal regulamentada, iniciou uma espiral de especulação económica sem limites, que tem centralizado o poder do futebol pelos países mais ricos, deixando à deriva os restantes, cada vez com mais e maiores dificuldades de ombrear com aqueles.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Síndrome uruguaio... ou síndrome encarnado


Depois do Cebola Cristian Rodriguez foi agora Álvaro Pereira. Ao que parece, o internacional uruguaio, e ao contrário do FC Cluj, tinha tudo acertado para se transferir para o Benfica. Mas eis que em quatro minutos tudo mudou e o lateral-esquerdo é agora jogador do FC Porto, onde vai concorrer com... Cissokho.

O facto de o Benfica ter perdido a corrida para mais um jogador não me parece estranho. Voltar a perder para o grande rival é que já é outra louça. Um hábito que começa a soar a perseguição e que pode mesmo tornar-se um síndrome psicológico. Mas o que é certo é que na época passada deu resultado. A ver vamos se a concorrência com o lateral francês vai resultar. Cissokho teve uma ascensão meteórica no clube e parece intocável. Será que o FC Porto investiu 4M€ numa alternativa...

Certo é que o Benfica parece já ter ultrapassado o síndrome uruguaio. Está agora, ao que o jornal A Bola garante, noivo do argentino Alberto Schaffer, que se define, nada mais nada menos, como uma espécie de Roberto Carlos. Para já é titular indiscutível no Racing Avellaneda depois de uma experiência frustrada nos suecos do IFK Gotemburgo.

Mas as comparações não se ficam por Schaffer, naquilo que parece, infelizmente, ser uma prática comum para os lados da Luz. Patric é considerado o novo Maicon brasileiro e Ramires o melhor do médio do Brasileirão...

Diz-me a experiência, nos últimos 20 anos, que a melhor fase dos benfiquistas é o defeso. As contratações são todas de classe mundial e vão devolver a glória ao Benfica, já na próxima época. O pior é mesmo depois. Mas com a esperança está o Benfica tranquilo. Essa, nem o FC Porto consegue 'roubar'!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para onde vais Benfica?

Sempre o Benfica. É em ti que penso quando vejo o FC Porto fazer a dobradinha em Portugal, o Barcelona arrecadar a tripleta em Espanha, o Inter vencer em Itália pela 4ª vez consecutiva, o Manchester pela 3ª em Inglaterra e por aí fora... Penso em ti pelas piores razões. Por não me dares motivos para festejar como o fazem os outros.

Hoje vejo-te numa encruzilhada desportiva, económica e de comunicação. E logo depois de mais uma época de promessas mil, aliada à contratação de estrelas sonantes, ou cópias das mesmas como diz Toni, e de um treinador bem referenciado.

Vences-te a Taça da Liga é certo, mosmo que o tenhas conseguido sem brilho. Mas foste muito pequeno na Taça UEFA, não surpreendendo que por lá te mantenhas na próxima época, decepcionas-te na Taça de Portugal e voltas-te a ficar a mais de 10 pontos do líder Porto na Liga portuguesa.

A época acabou e já foram anuncidos três reforços. Alguns jogadores já sairam, outros prometem virar novelas de defeso, como tantas outras do passado. Hoje temos um treinador, mas parece que amanhã já vamos ter outro. No entanto, nada parece claro, nada está definido.

Hoje, até a CMVM te adverte no que à tua conduta como Sociedade Anónima Desportiva diz respeito. Hoje, até já nos esquecemos que Rui Costa é , ou será que era, o nosso maestro com a camisola 10 vestida.

Para onde caminhas tu afinal? Queres dizer-nos?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Porto maduro


Ainda estou siderado com a exibição do FC Porto em Manchester na primeira-mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, edição 2008-2009. Sim, importa sublinhar esta data porque convém não esquecer um dos dias em que uma equipa portuguesa 'bateu o pé' a um dos mais conceituados clubes de futebol do mundo, ainda por cima no campo deste.

Qual Ronaldo, Rooney ou Tévez. Apenas consigo recordar-me de Cristian Rodriguez, dos até ali desconhecidos Fernando e Cissocko, e do golo de Mariano Gonzáles. Confesso que há algum tempo que nenhuma equipa nacional me entusiasmava tanto.


Mas afinal, quais são os segredos deste sucesso? Resguardo-me em estrutura, organização, ambição, competência e responsabilidade. Caso contrário não seria possível a esta equipa encontrar-se neste patamar. Olhando a factos, dstaco a política de contratações e, principalmente, a capacidade para retirar dos jogadores o melhor rendimento. Vejam-se os casos de Rolando, Fucile, Rodriguez, Hulk, e dos já referidos Fernando e Cissokho. Jovens jogadores que já olham de frente qualquer adversário dentro do campo. São eles o complemento perfeito dos 'patrões' Bruno Alves, Meireles, Lucho e Lisandro.

Depois de José Mourinho eis Jesualdo Ferreira a fazer sonhar. Contra todas as previsões, inclusive internas (convém não esquecer que o professor demorou a reunir consenso na cidade invicta, se é que já o conseguiu...), Jesualdo recolocou o Porto no patamar que o agora técnico do Inter o havia deixado. A capacidade de se bater com qualquer equipa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Inadaptado Quaresma


Este 'mustang', como László Bölöni lhe chamou, tem vontade própria. Dias bons e dias maus, dependendo do tempo...
Vamos falar de Ricardo Quaresma.

Em 2001, com apenas 17 anos, foi lançado às 'feras' no Sporting pelo citado técnico romeno, num encontro frente ao FC Porto. É caso para dizer que o destino estava traçado. Talento inquestionável, foi também apelidado de Harry Potter. Cedo despertou a cobiça dos grandes europeus.

Não espantou que chegasse ao Barcelona, apenas dois anos depois da sua estreia, e com um título de campeão nacional no currículo. Na Catalunha apagou-se, escondeu-se. Não se conseguiu adaptar. 22 jogos e apenas um golo. Voltou o apelo nacional. Incluído na transferência de Deco regressou a Portugal, mas desta vez para o FC Porto. Voltou o velho Quaresma, as assistências, os golos, a famosa 'trivela', os títulos... Voltou o sorriso.

Em três épocas na invicta coleccionou vitórias. E sempre como a figura maior. Entre elas três Ligas e a Taça Intercontinental (hoje Campeonato do Mundo de Clubes). Ainda jovem, voltou a despertar a cobiça dos grandes europeus. José Mourinho acreditou e levou-o consigo para o Inter de Milão, numa 'novela' que envolveu um braço-de-ferro até aos últimos momentos do mercado de trensferências do verão de 2008.

Fora de 'água', voltou a secar. Enredado no rigor táctico do futebol italiano não conseguiu deslumbrar, tendo mesmo recebido, mais do que uma vez, críticas públicas do técnico português. Diz-se por terras transalpinas que perdeu a confiança e entrou em ruptura com os adeptos nerazzurri.

Críticas essas que já vão longe, porque a esta hora já deve estar em Londres, para representar o Chelsea. Scolari também lhe dá uma oportunidade, também acredita. Resta saber se à terceira é de vez, e se Quaresma consegue afirmar-se no estrangeiro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

'Os naturalizados'


Deco trouxe o tema de volta em 2003, aquando da sua estreia pela selecção portuguesa, precisamente frente ao país que o viu nascer, o Brasil. É o terceiro jogador brasileiro a representar a principal equipa lusa de futebol. Sob o comando do seleccionador Luiz Felipe Scolari, também brasileiro, Portugal estreou ainda Pepe, em 2007.

Uma questão polémica e que tem suscitado as mais diversas opiniões. Algumas legítimas, outras nem tanto. A verdade é que o preconceito ou a intransigência não tem sido suficientes para evitar que jogadores naturalizados vistam a camisola das quinas.

Agora sob o comando de Carlos Queiróz o tema volta a ressurgir, e com insistência. Qual lobby impressionante... E eis que Liedson e Paulo Assunção sao os nomes que se falam como senhores que se seguem. Confesso que a globalização não me assusta, muito menos esta situação. Apenas defendo o critério e o bom senso.

O primeira premissa refere-se à idade. Liedson completa 32 anos em Dezembro. Não colocando em causa a sua inquestionável qualidade, será que é este o avançado que a selecção precisa poara resolver todos os seus problemas? Paulo Assunção é um caso diferente. Conta com 28 anos e pode preencher um vazio deixado por Costinha e Petit.

Recentemente surgiram notícias, confirmadas pelos próprios, que voltam a beliscar a capacidade de liderança do actual seleccionador. Não bastam os resultados!? Então não é que Carlos Queiróz contactou pessoalmente os dois 'manos' brasileiros do Manchester United, Rafael e Fábio da Silva, para que optem pela selecção portuguesa.

Até cumprem a minha premissa principal. Mas vejamos. Não é a formação portuguesa reconhecida internacionalmente, e responsável, pela criação de grandes talentos? Não é Carlos Queiróz um treinador com bases na formação e para a formação? Esperamos que este não seja mais um tiro no pé.

Voltando aos naturalizados e ao seu rendimento, tanto Deco como Pepe representam mais valias inquestionáveis. Mas defendamos o critério meus senhores.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O contributo dos 'media'


No mediático mundo do futebol existem cinco elementos principais, responsáveis por toda a dinâmica do desporto-rei'. Clubes (dirigentes, treinadores e jogadores), adeptos, 'sponsors' e imprensa. Todos eles têm um papel activo. No entanto, alguns são mais decisivos do que outros.

Veja-se o caso dos jornalistas. São nos seus textos que milhares de portugueses colocam os olhos diariamente, 'nas suas rádios' que ouvem informação, e na televisão que acompanham o desenrolar dos mais variados eventos futebolísticos. Por isto e por todos os seus efeitos colaterais - para não falar em danos -, as mensagens dos jornalistas são fundamentais na criação de opinião.

No último sábado tive a oportunidade de ler uma crónica, num diário desportivo que não impora referenciar - até porque estou certo que os restantes analisaram da mesma forma -, sobre o empate do Benfica no Restelo, que, sendo extremamente realista, só focou o que de negativo aconteceu durante o jogo.

Pelo que tive oportunidade de assistir, tratou-se de um jogo emotivo, disputado até ao último minuto, e com golos!!!, o que até começa a ser raro nos dias que correm. A crónica só se referia a propósito da má qualidade do jogo e dos seus intervenientes, com a equipa de arbitragem em destaque pela negativa - mais uma vez.

É este tipo de cultura desportiva que queremos, ou devemos, incentivar? Uma cultura negativa e cinzenta, ao som do fado e da tão propalada 'crise'. Será que não aprendemos nada com as últimas eleições americanas? O que assistimos foi uma mensagem de positivismo, de esperança, e não de ficção, ou glamour.

Se queremos desenvolver o nosso futebol temos de destacar tudo o que fazemos de bom. Só assim conseguiremos trasnsportar o espírito da Premier league para o nosso país. Só assim o nosso futebol será fonte de etretenimento e não a feira de vaidades em que se transformou.

O nosso futebol não tem de ser um fado triste. Só tem de ser fado, na mais pura essência, naquilo que nos distingue.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Há dúvidas!

O mundo rendeu-se a Ronaldo.
Qual Messi, qual Kaká!

Ontem, Camões voltou a ser lembrado.
Ontem, os grandes feitos portugueses estiveram na ordem do dia.
Ontem, um menino madeirense que começou a dar pontapés na bola no clube Andorinha sagrou-se melhor jogador do mundo (Prémio atribuido pela FIFA) e colocou Portugal no centro de todas as atenções.
Ontem, ninguém se lembrou da 'crise'.
Ontem, até Pelé acertou nas suas previsões...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quando o mediatismo supera o desempenho

Os anos passam e a carreira encontra-se numa fase descendente. Mas David Beckman continua na ribalta como poucos. Desde que chegou a Milão, para representar o AC Milan por 3 meses, que a histeria está instalada nos media...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Golos no vermelho


Uma das últimas análises mostra que Portugal é um dos países com a média de golos mais baixa dos principais campeonatos europeus, com apenas 2,16 golos por jogo. À 13ª jornada apenas a Grécia conseguia um registo mais negativo. A lista é liderada pela Holanda (3,10 golos de média por jogo) e até Alemanha e Itália superam Portugal!

Muitas são as causas desta 'seca'. A qualidade de jogadores e treinadores, o futebol defensivo em demasia, egoísta e pequenino, mas também os árbitros.


Para exemplificar, relembro o ainda quente V. Guimarães Benfica para a Taça da Liga. Olegário Benquerença anulou três lances de golo eminente. Fora-de-jogo mal assinalado a Di Maria, quando este estava isolado, pénalti por assinalar por falta de Maxi Pereira, e falta injustamente assinalada a Suazo, quando este se encontrava na pequena área e com o guarda-redes pela frente. Resultado final: 2-0 para o Benfica. Mas feitas as contas o jogo poderia ter terminado com 5 golos! e não os 2 do costume...

Jogadores e treinadores defendem, adeptos 'desincentivam', árbitros também não ajudam. Vai muito mal o nosso futebol.

As previsões do 'Rei'

Pelé afirmou hoje que 'Kaká é melhor do que Ronaldo'.
Para nosso contentamento, as opiniões e previsões do 'Rei' raramente batem certo...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ricos e famosos, mas dignos

Carlos Kameni, guarda-redes camaronês do Espanhol de Barcelona, reage assim às críticas de um adepto...

O astro argentino do séc. XXI


Também é baixo, tem cabelos longos e olhar rebelde. Não é Diego Armando Maradona, mas é, seguramente, o jogador argentino que mais se aproxima das qualidades de el pibe. Nem Aimar nem Riquelme, apontados pelo próprio como sucessores do mítico 10, chegaram -atrevo-me a dizer - tão perto.

Falo-vos de Lionel Messi, a grande figura do FC Barcelona, com apenas 21 anos. O talento e uma doença levaram-no a cruzar o atlântico mais cedo do que era previsto. Com 13 anos, Messi foi acolhido no clube catalão para tratar a doença hormonal que impedia o seu crescimento normal. Tratamento esse que nenhuma equipa argentina queria, ou podia, suportar.

Estávamos em 2000. Depois de deslumbrar nas camadas jovens do Barça, estreou-se na equipa principal apenas 3 anos depois, com 16 anos, no amigável que serviu de inauguração do Estádio do Dragão, frente ao FC Porto. Seguiram-se anos de afirmação e conquistas. Entre outras, 2 Ligas de Espanha, 2 Taças de Espanha e 1 Liga dos Campeões. Na selecção alvi-celeste conquistou o Mundial sub-20 (2005) e os JO de Pequim (2008), ao lado do benfiquista Di Maria.

É, actualmente, o grande rival de Cristiano Ronaldo na luta pelo prémio da FIFA para o melhor do mundo. Este ano não deve levar a melhor ao português, mas será certamente consagrado num futuro próximo.

No intervalo das entregas de prémios, continua a deslumbrar. Ontem dizimou o Atlético Madrid, no Vicente Calderón, com um hat-trick. Na bancada, 'boquiaberto', estava Maradona, o seleccionador argentino.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Viva o luxo

Enquanto que por cá a anunciada recessão económica foi oficialmente anunciada, lá fora não há espaço para 'crises'. Nos emancipados Emirados Árabes Unidos os petrodólares sustentam a luxúria e proporcionam o surreal. Eis Rafael Nadal e Roger Federer. Os dois primeiros classificados, respectivamente, do ranking ATP do Ténis lançam o torneio oficial do Qatar num court de ténis improvisado numa plataforma marítima...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Gerrard completa uma década no seu 'único' Liverpool


Começou por entrar para 'queimar tempo' e é hoje o skipper, capitão do Liverpool, o histórico clube inglês que habita na cidade dos - também lendários - Beatles.

E é precisamente dentro das quatro linhas do estádio Anfield Road que Stevie dá música. Ele é hoje o mais completo centrocampista inglês e um dos melhores do mundo. Um misto de fidelidade, talento, raça e disponibilidade mental dificeis de encontrar. Pelos reds resiste a tudo, inclusive aos milhões de Abramovich, patrão do Chelsea, e entrega-se de corpo e alma.

Foi a 29 de Novembro de 1998 que Gerrard pisou pela primeira vez o relvado do 'seu' estádio. Substituiu 'um tal' de Vegard Heggem frente ao Blackburn Rovers já nos descontos, na vitória por 2-1. Poucos adivinhavam que estavam a ter o privilégio de assistir à estreia de uma estrela.

Hoje, é sobretudo para ele que os inigualáveis adeptos do Liverpool entoam 'You will never walk alone'. E é ele, o filho pródigo, que mais sente o eco vibrante da música. Ano após ano resiste à entrada das grandes estrelas do futebol no cada vez mais internacional futebol inglês, não paranda de evoluir e crescer.

Depois da Liga dos Campeões e de três competições internas, luta agora pela 'cereja no topo do bolo': a Premier League. Um título que lhe foge a ele e ao Liverpool desde 1990. Será ele o rosto da mudança?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A consagração de Cristiano Ronaldo


Tudo isto apenas aos 23 anos. O sucesso de Cristiano Ronaldo dá para tudo, até para começar com um flash back.


Há apenas cinco anos atrás Alex Ferguson teve um feeling. E logo depois de uma derrota, em Alvalade frente ao Sporting, que deve ter sido a mais feliz do veterano manager. Poucos dias depois pagou 15 milhões de euros por um miúdo de 18 anos chamado Cristiano Ronaldo - que não poupou os rins dos seus jogadores durante os 90 minutos do ainda presente jogo - , deu-lhe o número 7 (associado aos míticos Best, Cantona e Beckham), e lançou-o às feras na exigente liga inglesa.

Hoje Ronaldo espanta o mundo e elege-se o melhor, sem rodeios, sem recear a crítica. Olhamos para o semblante de Ferguson e pensamos. 'O tipo parece que já estava à espera!' E não é que estava mesmo.

Depois de Eusébio (1965) e Luís Figo (2000) eis Cristiano Ronaldo. O internacional português foi hoje oficialmente apresentado como o vencedor da Bola de Ouro France Football 2008. Aos 23 anos e depois de uma época memorável (42 golos !), coroada com a conquista da Premier League e da Liga dos Campeões ao serviço do Manchester Utd.

Isto depois dos títulos Bota de Ouro Barclays 2007/2008 (Melhor marcador da Premier League), Bota de Ouro (France Football) 2007/2008, Jogador do Ano FIFPro 2007/2008, entre outros. Há dúvidas? Só mesmo para o prémio Melhor Jogador do Mundo FIFA 2008, o derradeiro troféu em disputa.

Só falta esta Cristiano! Já conquistas-te os jornalistas desportivos, seguem-se os seleccionadores e capitães internacionais.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Campeão das arábias


No Egipto mora um português de sucesso. Trata-se do treinador Manuel José, que venceu na última semana a Liga dos Campeões Africanos pela quarta vez. Um feito inédito de um técnico que desenvolveu em Portugal uma carreira extensa, marcada pela passagem pelo Boavista e pelos grandes de Lisboa, Benfica e Sporting. Uma carreira cujo ponto mais alto resultou na conquista da Taça de Portugal e pela célebre vitória por 7-1 frente ao benfica, então ao serviço dos leões.

No principio do século rumou ao estrangeiro, uma situação que se tem tornado habitual entre os treinadores portugueses. No Cairo (Egipto) assumiu os comandos do Al Ahly, um histórico clube africano até aí na sombra pelo Zamalek. Sol de pouca dura... ou será sombra de pouca dura. O Cortton Sport (Camarões) foi apenas a última vítima dos egípcios. Sob a batuta do 'Manel', o Al Ahly venceu 17 títulos em 18 finais (!), acumulando conquistas no campeonato egípcio, na Taça e na Liga dos Campeões de África.

Um caso de sucesso que merece todo o destaque. No Egipto, Manuel José merece mais do que o reconhecimento pelos seus feitos profissionais. Merece o título de embaixador dos treinadores portugueses em África, funcionando como uma 'muleta' para o mercado português, cada vez mais exportador. Segue-se o Al-Ittihad, campeão da Ásia, desta vez para o Campeonato Mundial De Clubes, em Dezembro . Na competição marcam também presença o Liverpool (vencedor da Liga dos Campeões Europeus), o São Paulo (vencedor da Copa dos Libertadores), o Saprissa (Concacaf) e o Sydney (Oceânia).

Manuel José entre a elite do futebol mundial com o 'seu' Al Ahly.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

'Ramos' de flores para Redknapp


Chicotada psicológica é uma expressão sobejamente utilizada no futebol. Retrata a demissão de um treinador como um impulso para um novo ciclo, que se quer vitorioso e longe dos resultados negativos que originaram o despedimento. Por vezes funcionam, por vezes nem tanto assim.

A Premier League de Inglaterra assiste actualmenete a um desfecho feliz da tomada de posição referida. Veja-se o Tottenham, um caso impressionante. Decorridas oito jornadas, a equipa londrina apresentava resultados sem precedentes no seu historial: 2 empates e 6 derrotas na Liga. Trajecto negativo que levou à saída do galardoado técnico espanhol Juande Ramos, vencedor da FA Cup em 2008, depois de conquistas relevantes no Sevilha, seu anterior clube.

Desde então, mais propriamente a 26 de Outubro, teve início um novo ciclo. Dezoito dias depois eis o saldo de seis jogos: 5 vitórias e um empate (conseguido no reduto do grande rival Arsenal, também no norte de Londres). Máximo responsável: Harry Redknapp, que, curiosamente, assumiu o comando do histórico emblema inglês após uma derrota por claros 3-0 em Braga, para a Taça UEFA, então ao serviço do Portsmouth.

Notável o efeito de um despedimento nas capacidades físicas e anímicas de toda uma estrutura de futebol, com especial enfoque nos jogadores. Trata-se de um começar de novo, de um reavivar da esperança, com as forças regeneradas e bem direccionadas, se bem me faço entender.

Redknapp é um técnico inglês conceituado, que subiu na carreira a pulso, depois de um passado discreto como jogador. Aos 61 anos conta com apenas com um título relevante, a League Cup, conquistada pelo Portsmouth na última temporada, frente ao Cardiff City. Um treinador cordial, com capacidade para devolver tardes com golos ao estádio White Hart Lane, sedento de vitórias. Chegado ao ponto mais alto da sua carreira, o tio de Frank Lampard não quererá decerto desperdiçar a oportunidade de brilhar no 'grande' Tottenham, que conta com um historial vasto a nível interno (2 campeonatos, entre outros títulos), e ainda duas vitórias na Taça UEFA.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Futebol de terceiro mundo e sem 'Estrela'


Lito Vidigal demitiu-se da posição de treinador do Estrela da Amadora e escreveu mais uma página negra no futebol português. Uma decisão corajosa, sustentada em quatro meses de salário em atraso e por uma pressão psicológica fortíssima. É ele o treinador, o 'líder' de uma equipa de profissionais com ordenados em atraso, em que algumas das situações de incumprimento mais drásticas arrastam-se desde a época passada!

Como é possível? Perguntamos todos nós a António Oliveira, presidente Estrelista. Esta é uma situação recorrente que, pelo menos publicamente, teve início na época passasa. Para esta temporada, o clube fez questão de dar mostras de boa saúde financeira, tendo contratado jogadores como o internacional português Vidigal (irmão do treinador) e Silvestre Varela (emprestado pelo Recreativo de Huelva).

Os problemas avolumaram-se e resultaram no cenário catastrófico e decadente que hoje se assiste. Ao contrário de Daúto Faquirá, técnico do Estrela na última temporada, Lito Vidigal assumiu a sua posição e a do grupo que 'dirigia', apresentando a demissão. Resta saber se esta tomada de posição será responsável para resolver, pelo menos, parte do problema.

Ora aí está um exemplo de péssima gestão e, sobretudo, de concorrência desleal. Enquanto alguns clubes planeiam ao detalhe época após época, clubes como o Estrela 'abusam' da boa vontade de todos para conseguirem os seus intentos. Mas estou certo que muitos outros clubes estarão na mesma situação.

A crise chegou ao futebol profissional e as próximas épocas terão, forçosamente, de trazer muitas modificações, sob pena de o futebol português se tornar moribundo. É tempo de a Liga de Futebol Profissional e a Federação Portuguesa de Futebol alterarem os seus estatutos e encetar uma regulamentação mais rígida, para evitar o pior.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O 'penta' de Sebastien Loeb


Um francês ao volante de uma 'máquina' francesa. Com o seu Citroen C4 (que substituiu o Xsara), Sebastien Loéb alcançou um feito histórico na história do WRC. Cinco vitórias consecutivas na prova rainha de rally superaram a marca de Tommy Makkinen.

Hoje é reconhecidamente considerado o melhor piloto de sempre. O rally agradece e o automobilismo também. Já são 46 vitórias, uma delas no asfalto português, no 41º Vodafone Rally de Portugal, em 2007.

O mestre já nos deixou a sua marca.

Um vencedor anunciado


Uma falsa partida e uma curva final gloriosa. São estes os dois momentos de destaque na carreira do inglês Lewis Hamilton desde que chegou à elite do automobilismo, aos restritos volantes da F1. Coincidência das coincidências, ambos os momentos aconteceram no circuito de Interlagos (Brasil) e na última corrida da época. Se o primeiro acabou em dissabor, o segundo terminou com o título de campeão mundial.

Um feito inédito para alguém com a sua idade. Aos 23 anos, e apenas na segunda época de F1. Bem novo, mas já há muito seguido por Ron Dennis, patrão da McLaren Mercedes, que lhe proporcionou a entrada na prova rainha automóvel pela porta grande, em 2007.

Hoje soma um registo impressionante na sua curta carreira. 9 vitórias em 35 corridas, 13 poles. Um legado que promete mais e mais, quem sabe já para 2009, onde permanecerá fiel à McLaren. Um vencedor da humildade mas também da ambição e do talento. Uma mistura explosiva já se vê.

Uma ambição incutida pelos pais, de origens humildes mas de espírito nobre. Uma ambição anunciada com apenas 10 anos, e diante do próprio Ron Dennis, no final de uma corrida: 'Um dia quero conduzir para ti!'

Teatro turco em plena Luz


Quais marionetes estiveram esta noite vestidos de encarnado e preto no Estádio da Luz. O Benfica de Quique Flores foi completamente manietado pelos turcos do Galatasaray e averbou a primeira derrota dentro de portas desde que o técnico espanhol assumiu o comando técnico.

Depois de um promissor empate em Berlim na primeira jornada, frente ao Hertha, esperavam bem mais da equipa os 46 mil adeptos benfiquistas que se deslocaram ao estádio. Sedentos de uma vitória que colocasse a sua equipa na frente do grupo B da Taça UEFA, acabaram por voltar a casa com uma derrota por 2 golos sem resposta, também sem apelo nem agravo.

Hoje, os bem 'arrumados' turcos, com o internacional português Fernando Meira a titular, ofereceram um autêntico 'banho' táctico e souberam explorar o contra-ataque e as debilitadas 'costas' da defesa encarnada. Depois de sofrer o primeiro golo, Quique não se fez rogado e colocou toda a 'carne no assador', terminando o jogo com Martins, Aimar, Suazo, Di Maria e Cardozo na equipa. Mas nem essa ousadia táctita alterou a estranha apatia e desinspiração espalhadas pelo relvado pelos jogadores da casa.

No final dos 90 minutos apenas uma certeza era inquestionável. A superioridade da formação turca e a justiça no resultado. E foi necessário esperar pelo final do jogo para assistir ao momento mais emocionante. Mesmo vergados a uma derrota, os adeptos que, teimosamente, permaneceram no estádio durante o doloroso tempo regulamentar, brindaram os jogadores com cânticos e palmas de incentivo. Confesso que nunca havia assistido a uma manifestação deste género no Estádio da Luz. Sopram ventos de mudança.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Uma pedreira de emoções


Semana europeia marcada por uma vingança minhota. Na primeira jornada da fase de grupos da UEFA, o Sp. Braga recebeu o 'carrasco' do rival do Minho, Vitória de Guimarães, na primeira ronda da competição uefeira e fechou a noite com uma goleada inesperada. 3-0, com golos de Luis Aguiar, Renteria e Alan. Três reforços bracarenses da nova equipa de Jorge Jesus, que depois da passagem - de sucesso - pelo Belenenses continua a mostrar créditos.

Ainda na UEFA, o Benfica de Quique Flores conseguiu um empate na Alemanha, frente ao Hertha de Berlim. Como diria Trapattoni, 'quando não se pode ganhar também não se pode perder'. A equipa encarnada obteve mais uma boa prestação, chegando à vantagem no marcador no início da segunda parte, através do argentino Di Maria. Começa finalmente a justificar o estatuto alcançado na competição olímpica do´último verão, onde se sagrou campeão pela Argentina. O empate surgiu não muito tempo depois, em mais uma demonstração de má interpretação táctica desta equipa. Os princípios estão incutidos, mas faltam ainda limar agumas arestas para que esta equipa possa bater-se de igual para igual com qualquer outra.

Na Liga dos Campeões, o FC Porto contraiu um 'traumatismo ucraniano' e o leão como que ressurgiu, na Ucrânia. No Dragão, o Dinamo de Kiev foi mais forte, chegou ao golo ainda na primeira parte e teve toda a segunda para evidenciar as debilidades deste Porto. A explicação parace-me simples: saíram Bosingwa e Quaresma, entraram Rodriguez e Sapunaru. O problema é mesmo nas alas. E Jesualdo Ferreira tem parte da culpa. Em 2 épocas contratou cerca de 20 novos jogadores e nenhum deles 'pegou de estaca'.

Em Donetsk (Ucrânia), o leão voltou a rugir e Paulo Bento a descontrair. Liedson regressou e trouxe consigo os golos que faltavam a este Sporting. Mas nem só do brasileiro vive o clube leonino. O russo Izmailov provou mais uma vez a sua utilidade. Um jogador de fino recorte, muito disciplinado tacticamente e bom nas transições defensivas e ofensivas. Com ele, o losango no qual tanto insiste Paulo Bento faz sentido.

sábado, 18 de outubro de 2008

O síndrome de Queiróz


2 jogos, 2 pontos, zero golos marcados e zero vitórias. É este o saldo bem negativo da última dupla jornada disputada pela selecção portuguesa na fase de apuramento para o Mundial 2010. Resultado final: 3º lugar, a 2 pontos da líder Dinamarca, que conta com menos um jogo. Se, geograficamente, a África do Sul já se encontrava longe de Portugal, agora parece fazer parte de outro planeta.

Esperamos que Carlos Queiróz tenha trazido consigo a calculadora, porque bem vai precisar desata máquina há muito esqucida pelos portugueses para fazer contas de apuramento. A conjuntura não é favorável e 5 jogos depois toda a nova estrutura da selecção já foi colocada em causa. Afinal só foi conseguida uma vitória, frente à frágil Malta.

Numa análise resunida, romper drasticamente com o legado de Scolari parece ter sido o grande erro do novel seleccionador. O técnico brasileiro, agora no Chelsea, apesar de nos últmos tempos já não gozar da mesma popularidade, tinha alicerces bem seguros onde se apoiar. Um núcleo duro de jogadores, uma equipa base e um país com a selecção.

Queiróz quis começar de novo e aposta num grupo com muitas caras novas, à procura de uma equipa e do carinho dos portugueses. Um processo longo, e que por isso precisa de tempo. Tempo cada vez mais escasso. Para além de todas as contrariedades, o seleccionador nacional tem ainda contra ele o facto de ser português e todo o estigma associado a este facto.

Recorde-se que o último seleccionador português que vingou na selecção nacional foi Humberto Coelho, e também ele saiu em ruptura com a estrutura da Federação Portuguesa de Futebol, assombrado internamente pela chegada de um técnico estrangeiro. Algo porque já havia passado Queiróz no passado.

Parece agora que a famosa afirmação de Scolari 'E o burro sou eu?' chegou antecipadamente. Mas o que é certo é que neste momento faz todo o sentido. Queiróz tem a 'palavra', para desmistificar a declaração do ex-seleccionador e lançar bases sólidas para o futuro. Em Português.

sábado, 11 de outubro de 2008

O 'Fenómeno' quer voltar


Quando em 1996, com apenas 20 anos, Ronaldo Luís Nazario de Lima chegou ao FC Barcelona, era quase um perfeito desconhecido no futebol internacional. Nesta altura, a Lei Bosman dava os primeiros passos no futebol, tendo alterado por completo o mercado de transferências desde aí, e, consequentemente, a realidade do 'desporto Rei'.

Mas a verdade é que já nessa altura Ronaldo somava três títulos nos clubes até aí representados como jogador profissional, Cruzeiro (Campeonato Mineiro e Taça do Brasil) e PSV Eindhoven (Taça da Holanda). Mais importante ainda, somava o titulo de campeão mundial pelo Brasil (EUA 1994), conquistado com apenas 17 anos, mesmo sem ter actuado. Aliada a títulos, arrastava consigo uma veia goleadora impressionante - 12 golos em 14 jogos no Cruzeiro e 42 em 45 jogos no PSV!

Na Catalunha, manteve a tendência. Apontou 34 golos na primeira e única época na cidade condal, acabando coroado como Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (a primeira de 3 nomeações - 1996, 1997 e 2002) e apelidado como 'Fenómeno'.

Seguiu-se o Inter. Em Milão teve início o calvário de lesões no joelho de Ronaldo. Uma fase dificil, marcada ainda por uma estranha e mal explicada convulsão na véspera da final do Mundial 1998, que acabou por sorrir à França. Quando se pensava que a carreita do astro canarinho iria entrar numa lógica descendente, Ronaldo deu a volta por cima e voltou aos grandes palcos, conquistando o Mudial 2002, na Coreia do Sul, onde se assumiu como o máximo goleador da prova (8 golos em 7 jogos) e o melhor jogador.

Uma campanha fantástica, que lhe valeu o passaporte para Espanha, desta vez para actuar no Real Madrid, juntando-se assim à famosa equipa de 'galácticos' formada por Florentino Perez. Os êxitos continuaram, mas as lesões também... De 'Fenómeno' passou a 'El Gordo', mas não deixou de acumuloar golos e títulos em 5 anos na capital espanhola.

Em 2007 regressou a Itália, mais uma vez para jogar no grande rival do primeiro clube ali representado. O Milan acolheu-o mas as lesões voltaram a traí-lo. Hoje, com 32 anos, está sem clube. Na fase final de mais uma recuperação, aponta baterias para regressar à Europa (PSG e Man. City suspiram por ele) e aponta baterias para o Mundial 2010, na África do Sul. Um fenómeno de resistência!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O tesouro de Capello


É no meio-campo que o seleccionador inglês Fábio Capello encontra talento e capacidade para manter bem altos os seus objectivos na selecção inglesa. Em Inglaterra, a selecção dos "Three Lions" faz sonhar e vibrar os exigentes mas apaixonados adeptos supporters ingleses.

Depois de viver em Portugal o Euro 2004, tive a oportunidade de assistir em Inglaterra, para minha 'sorte' em Londres, à campanha inglesa na fase final do Mundial 2006, que acabou, precisamente, com uma derrota frente a Portugal nos quartos-de-final da competição. Um jogo fantástico decidido através da marcação de grandes penalidades!

Já nessa altura coabitavam no mesmo 11 os ilustres Steven Gerrard e Frank Lampard, compondo um meio-campo quase perfeito. Dois jogadores de qualidade técnica, física e psicológica muito acima da média. Na Premier League alinham em clubes rivais, Liverpool e Chelsea, respectivamente, mas na selecção inglesa formam um bloco quse insuperável, enchendo de fé os inquietos espíritos ingleses.

Para além destas duas 'estrelas', Inglaterra conta ainda com outros jogadores de grande nível. São eles John Terry, Rio Ferdinand, Ashley Cole, Joe Cole e Wayne Rooney, entre outros. Os pontos fracos permanecem na baliza e, principalmente, nas elevadas ambições depositadas em 11 jogadores por todo o universo inglês.

Depois de falharem o Euro 2008, entao com o inglês Steve McClaren - algo que não acontecia há mais de duas décadas - a FA contratou um técnico de renome para assumir a selecção e colocá-la de novo na rota das grandes competições e das grandes vitórias. Para já, a experiência do 'latino' Capello está no pleno. 2 jogos, 2 vitórias! Voltam a sorrir os rostos aficionados dos ingleses.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Engolidos no mar


No Estádio do Mar, em Matosinhos, começou melhor o Leixões. Mas a partir dos 15 minutos o Benfica assenhorou-se do jogo. Cresceu e chegou ao golo, através do inevitável Cardozo. O paraguaio já leva 3 golos no campeonato.

O início da segunda parte manteve a tendência. Uma linha média bem montada por Quique Flores e suportada por Yebda dentro das 4 linhas. Impressionante a capacidade fisica e técnica do franco-argelino resgatado ao campeonato francês, a custo zero. Muito interessante também a forma como este meio-campo benfiquista - a quatro jogadores - bascula no processo defensivo e ofensivo. Promete, sem duvida.

Quem não dormia era José Mota. Em 10 minutos, o técnico leixonense lançou 2 pedras em campo - José Manuel e Diogo Valente - e quase 'virou' o jogo. Avolomou-se o jogo pelas alas e o Benfica foi recuando até praticamente desaparecer da linha construtiva do jogo.

'Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura', lá dizem os antepassados. E com razão! Depois de tanta insistência, o Leixões chegou merecidamente ao empate, frente a um Benfica que, diminuido fisicamente, passou os últimos 30 minutos a 'treinar' teimosamente o processo defensivo.

No seguimento de um canto, Wesley marcou o golo do empate e o 4º da sua lista pessoal na temporada. Uma lista geral encabeçada pelo próprio. Quique Flores sai de Matosinhos sem razões para sorrir mas com um empate que se revelou um mal menor. Já José Mota, mantém o Leixões como uma das principais surpresas da Liga Sagres.

A redenção de Bruno


Na Luz de 'peito feito', em Alvalade de mansinho. A bipolaridade de Paulo Bento na última semana resultou em duas derrotas frente aos principais rivais. Depois de perder o eterno dérbi esperava-se um Sporting ferido frente ao FC Porto. Mas nem o - pouco habitual - entusiasmo dos adeptos verde-e-brancos valeu a Moutinho e companhia.

Embalados por uma apatia estranha, os jogadores leoninos facilitaram demais frente a jogadores como Lucho e Lisandro. Nem o facto de terem conseguido recuperar da desvantagem de um golo ainda na primeira parte lhes trouxe mais entusiasmo. Bruno Alves é que não estava para brincadeiras e selou ainda na primeira parte o 2-1 final. Afinal podiamos mesmo contar com o FC Porto em Alvalade.

Na segunda parte mais do mesmo. E o mesmo Bruno Alves a rematar à trave após mais um livro superiormente executado. Um talento escondido do internacional português. No final sorriu o FC Porto, agora de volta à liderança do campeonato, um lugar que tão bem conhece, tal tem sido a hegemonia do dragão na última década.

Depois de 3 vitórias consecutivas, o Sporting mostra agora que o facto de ter mantido a estrutura nos últimos anos pode não ser suficiente. Mas é necessário ter em atenção que faltam Liedson, Izmailov, Caneira e quiça Vukcevic...

Já o FC Porto soube responder à altura depois da humilhação sofrida em Londres (0-4 frente ao Arsenal) para aLiga dos Campeões. Os dragões mostram que no consumo interno têm cartas para dar. E o gesto de Bruno Alves, a dedicar a vitória a Jesualdo Ferreira, mostra que a união reina no Olival.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Afinal Nápoles estava perto


Reyes e Nuno Gomes, já na segunda parte, devolveram as grandes noites europeias ao Estádio da Luz. Depois de uma derrota por 3-2 no SanPaolo, em Nápoles, a tarefa do Benfica na segunda mão da eliminatória de acesso à fase de grupos da UEFA, edição 2008-2009, não se afigurava fácil.

Pela frente estava uma equipa italiana de renome, ansiosa por voltar a brilhar nos grandes palcos, e que ocupa, surpreendentemente, o 2º lugar do calcio. Depois de uma primeira parte à boa maneira transalpina, marcada pelo futebol defensivo, anti-jogo ou simplesmente catenaccio, o Benfica soltou-se dessas amarras na etapa complementar e chegou a uma vitória eufórica.

Flores para Reyes, devolvidas a Quique aos 57 minutos. Katsouranis, que regressou à titularidade, isolou o espanhol Jose Antonio Reyes (na foto) e este voltou a marcar, depois da sua estreia nestas lides frente ao Sporting. Começa a ser um caso sério a influência do avançado internacional espanhol na equipa do Benfica. Para já, joga, faz jogar, e decide! A equpa encarnada não amoleceu, e bem acompanhadas por adeptos vibrantes, chegou ao segundo golo. Nuno Gomes sentenciou o jogo com um cabeceamento, após um cruzamento de Carlos Martins da direita.

Se na primeira volta 'Nápoles parecia demasiado longe', enrolada numa muralha defensiva, na segunda a maior capacidade do Benfica fez a diferença. No final, os jogadores encarnados voltaram a ser apludidos de pé. Segue-se a fase de grupos da Taça UEFA. O Estádio da Luz volta a sonhar e a onda vermelha vai decerto reaparecer.

Dia de Reyes noite de Sidnei


Minuto 1 do Benfica-Sporting da época 2008-2009 e primeira oportunidade de golo do dérbi. Na 'cara' de Quim, Yannick atira por cima. Depois deste lance, apenas Derlei e Postiga voltaram a incomodar a baliza encarnada. O Benfica equilibrou o jogo e ainda na primeira parte Nuno Gomes falhou o desvio a um passe remate de Maxi Pereira, perdendo assim a hipótese de inaugurar o marcador.

Na segunda parte, Quique Flores leu bem o jogo e colocou Katsouranis em campo, fazendo-o redimir-se do desaire frente ao FC Porto, na segunda jornada. A partir daqui, o Benfica assumiu o jogo a meio-campo e a entrada de Aimar foi decisiva para a conquista da vitória. Em 10 minutos, o argentino assistiu Reyes para o primeiro golo - e que grande golo - e ganhou a falta que resultou no segundo golo, marcado por Sidnei. Estava consumada a vitória e quebrado um enguiço com 3 anos.

No final, Quique venceu três pontos e ganhou uma equipa. Um Benfica como até aqui não se tinha visto. Articulado, organizado e objectivo. A fazer sonhar. Destaque ainda para Miguel Vitor e Sidnei, dois defesas centrais de apenas 19 anos, que encheram o campo e às tantas' secaram' os 4 avançados leoninos (!) lançados por Paulo Bento.

Depois de um início turbulento, marcado por uma irregularidade defensiva impressionante (5 golos sofridos em 3 jogos), que resultou em 2 empates, o Benfica está de volta a 'jogo' e pode assumir a liderança isolada já na proxima jornada. Uma ronda que vai contar com um Sporting-Porto.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nápoles demasiado longe


O Benfica perdeu esta noite em Nápoles, na 1ª mão da eliminatória de estreia da taça UEFA, por 3-2. A equipa encarnada entrou bem, reagindo ao ambiente adverso que soava nas bancadas do estádio San Paolo. Adiantou-se cedo no marcador, através do debutante Suazo e no seguimento de uma bola parada.

Mas a felicidade da Quique Flores demorou poucos segundos. Com alguma sorte à mistura, aproveitando um ressalto, a equipa das Campãnas chegou ao golo. Empate feito, o Nápoles cavalgou até ao 3-1, aproveitando a permeabilidade da defesa do Benfica e mais um resalto, desta vez em Léo. A vencer, qual equipa italiana, o Nápoles refugiou-se no seu meio-campo e ofereceu a iniciativa de jogo ao Benfica. Sem espaço para jogar, Reyes, Di Maria e Suazo não conseguiam desiquilibrar. Parecia que a baliza do Nápoles ficava a uma eternidade.

Com Balboa e Katsouranis em campo, a equipa encarnada melhorou e reassumiu o jogo a meio-campo. Tudo parecia perdido, mas novo golo de bola parada, desta vez de Luisão, reduziu a diferença no marcador para apenas um golo. Mesmo perdendo, o resultado abre boas perspectivas para a 2ª mão. Mas será necessária a ajuda do inferno do 'terceiro anel'. Uma palavra final para Sidnei. Promete o jovem central brasileiro.

Três jogos depois, Quique continua à procura da primeira vitória oficial. A equipa demora em apresentar rotinas tácticas e revela uma inconsistência defensiva preocupante, nomeadamente ao nível das compensações. Esta equipa técnica ainda tem muito trabalho pela frente.

Dragão quebra tradição


9 épocas depois o FC Porto voltou a vencer o jogo de estreia na Liga dos Campeões. Frente ao Fenerbahce, agora orientado por Luis Aragonés (sagrado recentemente campeão europeu á frente da selecção espanhola), 2 golos nos primeiros 15 minutos do jogo afastaram o fantasma do passado. A dupla argentina Lucho-Lisandro esteve implacável.

O início demolidor sofreu um golpe ainda na primeira parte. Guiza (melhor marcador do campeonato espanhol em 2007/2008) reduziu para os turcos e espalhou preocupação pelas bancadas repletas do Estádio do Dragão. A segunda parte decorreu a um ritmo morno e o golo da tranquilidade só surgiu em cima do minuto 90, por intermédio de Lino, na primeira vez que o brasileiro tocou na bola!

Começou bem a equipa liderada por Jesualdo Ferreira na Liga dos Campeões, muito por culpa dos homens da casa, dos consagrados. Nota-se que a equipa já demonstra rotinas, mas notam-se mais ainda as ausências de Bosingwa, Paulo Assunção e Quaresma. Não vai ser fácil manter o nível da época passada com as soluções Benitez, Sapunaru, Fernando, Guarin e Mariano...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

'Engolidos' pelo Camp Nou


O Sporting mostrou ontem uma imagem pálida no mítico estádio de Camp Nou, frente ao poderoso Barcelona. Nem o golo de Tonel disfarça o pessimismo e a leviandade que acompanhou os jogadores verde-e-brancos dentro do relvado. A derrota por 3-1, na 1ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, não deixa margem para dúvidas.

Falta de ambição ou o mítico complexo de inferioridade? Talvez ambos. O Sporting entrou no jogo amedrontado e consciente da superioridade da equipa adversária, mesmo sabendo que esta ainda procurava a primeira vitória na temporada.

Na 2ª parte, já a perder por 2-0, Paulo Bento teve o seu melhor momento ao longo dos 90 minutos. Colocou em jogo Miguel Veloso e ao mesmo tempo alguma ordem e assertividade no passe a meio-campo. A equipa reagiu bem e Tonel reduziu a diferença. Empolgado pelo golo, o técnico dos leões tomou a pior decisão. Incompreensivelmente, substituiu Caneira - deve ter esquecido que Abel estava em campo! - e encostou Veloso à esquerda. Resultado: O Barça voltou a marcar.

Mas nem tudo são tácticas. O estilo bem organizado e metódico das equipas de Paulo Bento são a sua grande força. Mas está na altura do jovem técnico elevar os seus jogadores à condição de verdadeiros campeões mentais. Só assim os campeonatos se juntarão ás Taças.

Esta temporada, mais do que nunca, esse 'clique' que faz a diferença entre os treinadores vai estar à prova.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Como é que se diz trivela em italiano?


Quem não conhecia ficou a conhecer.

Primeiro jogo oficial de Quaresma com a camisola do Inter, primeira vez que a famosa 'trivela' fez estragos... na equipa adversária claro.

Estávamos no minuto 43 e a equipa treinada por José Mourinho perdia por 1-0 em pleno Giuseppe Meazza (Milão) frente ao modesto Catania. Invulgarmente pela direita, Quaresma centrou, à trivela pois claro, a bola tabelou num defesa contrário e entrou na baliza. Estava feito o empate, com alguma sorte à mistura.

Aos 3 minutos da 2ª parte, um lançamento de Maicon à direita (a fazer lembrar Bynia, do Benfica) resultou em auto-golo. Estava feito o segundo da partida e conquistada a primeira vitória do Inter de Mourinho em jogos oficiais. Recorde-se que a supertaça italiana frente à Roma só foi decidida nos penalties e a primeira jornada do Calcio saldou-se num empate frente à Sampdoria.

Para Quaresma, o jogo valeu mais que a vitória. Foi eleito o melhor em campo e mostrou com total eficácia a 'trivela' que tanto o caracteriza. Estão conquistados os adeptos neroazzurros e a exigente imprensa italiana. Ao lado de Mourinho e Figo, começa bem a segunda aventura de Quaresma no estrangeiro, depois de uma passagem fugaz pelo Barcelona. Promete.

E já agora, a imprensa transalpina adoptou 'trivela' tal como se usa em Portugal.

sábado, 13 de setembro de 2008

Ele é um predestinado


31 golos ao serviço do Manchester United na Premier League inglesa de 2007/2008 fazem de Cristiano Ronaldo o novo Bota de Ouro, seguindo as pisadas de Eusébio e Fernando Gomes.

É este o corolário lógico de uma carreira ímpar e de um sucesso anunciado, construído à base de trabalho e de muito talento. Mas atençao, porque estamos a falar de um jovem de apenas 23 anos de idade. Muitas conquistas estão para vir decerto.

Ronaldo despontou para o futebol na Madeira. Oriundo de uma família humilde, cedo começou a dar nas vistas ao serviço do Andorinha. Chegado ao Nacional, um dos clubes mais representativos da ilha madeirense, demorou apenas 2 anos a dar o salto para o Sporting Clube de Portugal, naquela que foi a transferência mais cara de um jovem no futebol português. Mas nem este facto fez dele notícia na altura.

Em Alvalade demorou 5 anos a estrear-se pelos seniores do clube verde-e-branco. Fê-lo em tenra idade. Menos de um ano depois, em Agosto de 2003, deslumbrou num encontro particular frente ao Manchester United e nao mais voltou a vestir de verde. Passou a equipar de vermelho, como um red devil.

Desde então pouco mais há a dizer. Os media acompanharam-no diariamente, através de um mediatismo que extravazou fronteiras nacionais e internacionais.

Hoje recebe a Bota de Ouro, em Dezembro poderá ser a vez da Bola de Ouro. Não fosse uma teimosa pulga de nome Messi e essa já estava garantida. Assim, resta-nos esperar.